Por que Elmano quer potencializar e Ciro quer evitar a nacionalização do debate
Os elementos da polarização nacional podem se apresentar de formas distintas na disputa pelo Governo do Ceará. Em maior ou menor grau, a eleição presidencial respinga nas corridas estaduais. Ainda mais num cenário como o cearense, que opõe um candidato apoiado pelo presidente Lula, Elmano de Freitas, a Ciro Gomes, um aliado local do PL, partido que abriga o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O terceiro colocado na disputa até aqui, Eduardo Girão (Novo), tem 3%. O quadro, portanto, é sugestivo de uma disputa entre os dois primeiros.
As estratégias já estão em campo
Elmano tem o desafio de se firmar como o candidato de Lula e, ao mesmo tempo, colar em Ciro o rótulo de aliado do bolsonarismo. Já começou a fazer isso.
A primeira parte da estratégia avançou. De acordo com a última pesquisa Quaest, 51% dos eleitores apontam Elmano como o nome apoiado por Lula. Em abril, eram 30%.
A segunda parte, entretanto, ainda não. Sobre quem seria o candidato de Bolsonaro no Ceará, 73% não sabem responder. Ciro é citado por 20% — em abril, eram 11%. Três em cada quatro eleitores ainda não fizeram essa ligação.
A aposta do tucano
Ciro, por sua vez, já se movimenta para se apresentar como independente. Os números explicam a escolha: entre os eleitores que se declaram independentes, ele tem 44% contra 24% de Elmano. Em cenário de segundo turno, a vantagem cresce para 55% a 25%.
O tucano, entretanto, não vai abrir mão de um dos elementos da polarização nacional: o antipetismo. Entre bolsonaristas, Ciro marca 72%. Entre eleitores de direita não bolsonarista, 62%.
É o arranjo mais confortável possível: recebe o voto da direita sem carregar o rótulo.
O desejo do eleitor
A pesquisa mostra por que o carimbo pesa tanto. Um aliado de Lula é a preferência de 45% dos cearenses. Um aliado de Bolsonaro, de apenas 16%. E 34% preferem alguém independente.
Detalhe: metade do eleitorado já associa Elmano a Lula, 45% dizem querer um aliado do presidente, e o governador tem 33% das intenções de voto. Alguma coisa se perde no caminho.
O que pode definir a eleição
Os independentes são o maior grupo do eleitorado cearense, com 30%. Lulistas somam 27%. Bolsonaristas, 10%.
Elmano precisa que a eleição seja nacional. Ciro precisa que ela seja estadual. A campanha eleitoral, com sua complexidade, dirá quem consegue impor o próprio jogo.

Flávio Bolsonaro patina em alianças e conta com Tarcísio para último apelo
As recusas de PP e União Brasil e as prováveis rejeições de Republicanos e Podemos a uma aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL) fazem com que o principal candidato de oposição ao presidente Lula (PT) chegue ao fim do período de convenções partidárias isolado, sem aliança com nenhum partido expressivo, com exceção do próprio PL.
Aliados do senador apostam no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para reverter esse cenário, mas integrantes do Republicanos e do Podemos afirmam que a tendência é que os dois partidos fiquem neutros na disputa presidencial, liberando seus diretórios estaduais para fazerem campanha para quem for mais conveniente para a estratégia de eleger mais congressistas.
O Republicanos fará sua convenção partidária na terça (4), às 9h, em Brasília, e Tarcísio mantém contato constante com o presidente do partido para tratar da eleição. Eles estarão juntos neste sábado (1º) na convenção estadual do partido em São Paulo.
Já o Podemos delegou à Executiva nacional, comandada pela deputada federal Renata Abreu (SP), a decisão sobre alianças até 5 de agosto (quarta), prazo máximo para registro de candidaturas.
Com a rejeição do PP e a provável negativa do Republicanos, Flávio Bolsonaro está isolado na disputa eleitoral, com apoio apenas do PL, o que lhe deixará com 20% de tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio a menos do que o presidente Lula (que conseguiu unificar em torno de si os partidos de esquerda e centro-esquerda, embora também tenha falhado em ampliar alianças ao centro).
Nesse cenário, Flávio terá 4min20s de propaganda em cada bloco do programa eleitoral de 12min30 na TV e rádio, um minuto a menos do que Lula, que contará com 5min32s de cada programa. Além deles, apenas Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) terão direito a propaganda na disputa presidencial. O ex-governador de Goiás vai dispor de 2min2s e o escritor, de 36 segundos.
No Republicanos, apesar dos apelos de Tarcísio, a tendência é aprovar a neutralidade na eleição presidencial, de acordo com quatro parlamentares da cúpula do partido e dois dirigentes nacionais. Essa é a posição da maioria da legenda, que prefere liberdade para selar as melhores alianças nos estados, sem precisar estar vinculado a uma candidatura presidencial vista como problemática.
Em troca da coligação, Flávio ofereceu ao Republicanos a vice na chapa —que ele deseja que seja ocupada por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. A indicação, porém, não entusiasma a direção da sigla, já que Daniella é recém-filiada.
Para vencer essas resistências, aliados de Flávio passaram a falar no deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) para a vaga. Ele é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a bancada ruralista. Pessoas próximas ao parlamentar, porém, afirmam que ele tem uma relação de proximidade com Caiado, o que dificulta que aceite, e que estaria focado na reeleição para deputado.
Integrantes da campanha também sugeriram a possibilidade de indicar Marcos Pereira, presidente do Republicanos, para vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), o que foi rejeitado publicamente pelo presidente do partido.
Segundo dois dirigentes da sigla, a perda de força de Flávio após a revelação de que ele pediu e recebeu dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme "Dark Horse" reduziu há meses as chances de uma aliança. As pesquisas internas do partido apontam que isso fragilizou a candidatura, até então considerada muito competitiva. Flávio diz que o dinheiro era apenas para custear o longa-metragem sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nos bastidores, quem convive com Pereira narra uma série de insatisfações do presidente do Republicanos com o PL, inclusive o vazamento da suposta negociação por uma vaga no STF. Nessa lista, também estão a insistência do partido de Flávio em filiar Tarcísio e ataques do clã Bolsonaro, como a declaração de Eduardo Bolsonaro, em 2023, de que o Republicanos era um partido de esquerda.
Segundo políticos do partido, a maioria dos diretórios prefere a neutralidade, seja por estar numa aliança com a chapa ligada ao governo Lula em seu estado, como no caso do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), na Paraíba, seja por divergências locais com o PL, como no Mato Grosso, onde os dois partidos vão se enfrentar na disputa ao governo.
Aliados de Lula e integrantes da campanha de Flávio também tentaram atrair o Podemos. A sigla é uma das que mais cresceu na janela partidária em março e hoje conta com 27 deputados federais, além de ser a maior bancada federal de São Paulo.
Houve uma conversa do ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, e outros cardeais do PT, com a cúpula do Podemos. Segundo lideranças do governo, a conversa não chegou a uma aliança, mas foi positiva para pavimentar a discussão sobre uma participação mais expressiva do partido num governo Lula 4, a depender do tamanho da bancada eleita, e afastá-lo de Flávio.
Pelo lado do PL, foi aventada a possibilidade de ajuda com o fundo eleitoral. A sigla de Flávio Bolsonaro não veda a transferência de recursos para partidos aliados. Apesar de considerarem importante um aumento do fundo eleitoral, deputados avaliam que um alinhamento com Flávio Bolsonaro poderia atrapalhar o desempenho geral do partido.
Nesta sexta (31), Flávio se reuniu com a presidente do Podemos, num encontro organizado pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Segundo aliados de Renata, foi reforçado o convite para uma aliança, com a possibilidade inclusive de que ela concorra como vice, mas a tendência segue sendo a neutralidade.
O caminho foi também o adotado pela federação PP e União Brasil. Até então a principal aposta de Flávio para ocupar a vice e turbinar seu tempo de propaganda na TV e rádio, o grupo se distanciou da candidatura do PL após o caso "Dark Horse" e, principalmente, após as críticas feitas por Flávio ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) quando o presidente do PP foi alvo de operação da Polícia Federal pelas relações com o ex-dono do Banco Master.
Raphael Di Cunto , Augusto Tenório , Carolina Linhares e Thaísa Oliveira / FOLHA DE SP
O erro de Flávio Bolsonaro que inviabilizou Tereza Cristina como vice, segundo aliados
Por Malu Gaspar / O GLOBO
A negociação com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não foi adiante por conta da posição do partido dela e de seu presidente, Ciro Nogueira, de manter neutralidade na campanha presidencial. Mas internamente no PL e até mesmo no PP, aliados de ambos apontam um fator que consideram ter feito toda a diferença para o fracasso da iniciativa: a demora de Flávio em procurar a própria Tereza.
Embora a senadora tenha sido citada muitas vezes pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, como a vice ideal para o filho de Jair Bolsonaro, o próprio Flávio nunca tinha conversado com Tereza Cristina até a última quarta-feira, quando ela foi chamada a Brasília às pressas para uma reunião com o candidato e o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN).
Nessa conversa, a senadora sinalizou que toparia compor a chapa, desde que a federação formada pelo PP e pelo União Brasil aprovasse – o que o próprio partido rechaçou em uma nota pública em que reafirmou que vai ficar neutro na disputa pelo Palácio do Planalto.
Tereza Cristina foi ministra da Agricultura no governo Bolsonaro e também foi cotada como vice na chapa da reeleição do então presidente, que resistiu à ideia e escolheu o general Walter Braga Netto (PL) a despeito dos apelos de Valdemar e Ciro.
“Foi a primeira vez que alguém da família Bolsonaro colocou esse assunto na mesa. Até então só quem falava sobre isso com ela era Valdemar, que aliás insistiu muito”, diz um interlocutor frequente da senadora. “Aí já era tarde.”
O mesmo diagnóstico veio de uma liderança do PL, segundo a qual Flávio tem sido lento nas iniciativas e não toma as rédeas da própria campanha, diferentemente do pai, que comandava pessoalmente as conversas e articulações. “Ele perdeu o timing. Se ele tivesse feito um esforço maior desde o começo, talvez as coisas tivessem tomado outro rumo”.
Para esse aliado, Flávio estava de “salto alto” por aparecer bem colocado nas pesquisas, mas foi atropelado pelo caso Dark Horse. “Ele ficava fechado com Rogério Marinho numa sala tomando todas as decisões, ignorando que no final quem decide mesmo é a política”.
Nesta sexta-feira, Flávio admitiu que as conversas com a senadora do PP fizeram água por decisão do partido, mas disse que ainda vai tentar reverter a situação até o dia 5, quando termina o prazo da lei eleitoral. “Óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro, não desisto nunca. Vamos continuar nas conversas”, declarou.
A frustração com o desfecho das conversas com Tereza Cristina reflete o clima geral de preocupação com a falta de rumo da campanha. Nesta mesma semana, Flávio trocou de marqueteiro pela segunda vez. Saíram Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer e entrou Duda Lima, que fez a campanha de Jair Bolsonaro em 2022 e desde então cuida do marketing do PL.
Além das muitas críticas ao tom utilizado nas propagandas, integrantes da cúpula do PL também consideraram que a convenção do partido foi ruim e desorganizada – um exemplo citado várias vezes na conversa foi o fato de o discurso de Flávio Bolsonaro ter acontecido com muito atraso e com o centro de convenções do Pacaembu esvaziado, quando boa parte das caravanas já deixava o local para voltar para casa.
Republicanos lança candidatura de Tarcísio em SP, com discurso de Flávio e ausência de caciques
“Vamos reafirmar o nosso compromisso com um Estado cada vez mais eficiente, que gera empregos, que atrai investimentos, realiza obras e leva desenvolvimento para toda a população. Preparem as caravanas de vocês, a gente se encontra lá. Vamos arrancar para a vitória”, disse Tarcísio em um vídeo no qual convida eleitores para participarem do evento.
A expectativa dos organizadores é que entre 200 a 250 ônibus façam o transporte dos apoiadores. O ginásio tem capacidade para 11 mil pessoas e serão instalados telões na parte externa para quem não conseguir entrar.
Estão confirmados os presidentes do Republicanos, Marcos Pereira, do MDB, Baleia Rossi, do Podemos, Renata Abreu, e do Solidariedade, Paulinho da Força, além dos dirigentes estaduais Milton Leite (União Brasil), Maurício Neves (PP), Alex Manente (Cidadania), Paulo Serra (PSDB), Ovasco Resende (PRD) e representantes do Avante.
Outra presença confirmada é a do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Reeditando a parceria da eleição municipal com Tarcísio, Nunes é a principal aposta da campanha do governador para ganhar terreno na capital e diminuir a vantagem que Fernando Haddad (PT) obteve em 2022.
Tarcísio vai relembrar na convenção o início de sua trajetória política em São Paulo e dizer que foi acolhido pelos paulistas ao longo dos últimos anos. Ao contrário da eleição de 2022, quando largou atrás, o governador começará a campanha como franco favorito – ele tem 48% das intenções de voto, contra 32% de Haddad no segundo turno, de acordo com pesquisa Quaest (SP-04846/2026) divulgada no início da semana.Há quatro anos, Tarcísio deixou o Ministério da Infraestrutura para disputar a primeira eleição de sua vida e ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes, após sugestão do então presidente Jair Bolsonaro (PL). À época, ele tinha o apoio somente do PL e do PSD entre as siglas relevantes. Agora, contará também com todos os partidos que apoiavam Rodrigo Garcia na última eleição, o que lhe dará 71% do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, contra 29% de Haddad.
A situação do governador é oposta à de Flávio, que tem tido dificuldades para fechar alianças. Apesar de alguns aliados do governador defenderem que ele mantenha uma “distância segura” do senador, Tarcísio entrou em campo para tentar ajudar o pré-candidato do PL nas últimas duas semanas.
Ele ligou para o presidente de seu partido, Marcos Pereira, e para Ciro Nogueira na tentativa de ajudar a destravar acordos com os dois partidos. As conversas com o Republicanos não avançaram, enquanto o PP decidiu ficar neutro mesmo após a senadora Tereza Cristina (PP) ter aceitado ser vice de Flávio. O MDB, outro partido na órbita de Tarcísio em São Paulo, também optou pela neutralidade à nível nacional.
Dirigentes do PP rejeitam aliança com Flávio Bolsonaro após sinalização de Tereza Cristina para vice
A maioria dos dirigentes do PP se manifestou contra uma coligação com Flávio Bolsonaro (PL) e, assim, barrou a chance de a senadora Tereza Cristina (MS) ser vice na chapa do pré-candidato à Presidência. A decisão ocorreu após o presidente nacional da sigla, o senador Ciro Nogueira (PI), consultar lideranças estaduais da legenda. A senadora Tereza teve antes um encontro com Flávio e aceitou integrar a chapa dele.
Segundo dirigentes ouvidos pela Folha, alguns sob condição de anonimato, a consulta ocorreu entre a quarta e quinta-feira (30). A maioria indicou a preferência pela neutralidade na eleição nacional, com liberação de apoio dos diretórios a Lula (PT), Flávio Bolsonaro ou outros candidatos à Presidência. Há uma margem estreita para o PL articular uma mudança de postura do PP, até 5 de agosto, prazo limite para realização das convenções.
"Abriu-se uma consulta interna com oito integrantes do partido. A maioria foi pela neutralidade. Eu, além de Arthur Lira, Agnaldo Ribeiro e Doutor Luizinho, todos pela neutralidade", afirmou o deputado Eduardo da Fonte (PE).
Outro líder do PP no Congresso, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PB) afirma que a opção pela independência está bastante consolidada. "É o que eu defendi [ao Ciro], a posição de neutralidade", diz o parlamentar.
Segundo três aliados que acompanham as negociações, Tereza Cristina conversou com o senador Flávio Bolsonaro na quarta-feira e indicou, pela primeira vez, que aceitaria ser candidata a vice na chapa dele à Presidência da República.
Tereza estava totalmente contrária à ideia, mas foi pressionada nos últimos dias pela família Bolsonaro, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e por lideranças do agronegócio.
A formação da chapa dependeria, porém, de uma composição entre o PL e a federação formada pelo PP, partido dela, e o União Brasil. Politicamente, o grupo teme que um alinhamento atrapalhe a eleição em estados onde Lula é mais forte que Flávio.
Um argumento adicional levantado pelo PP foi a impossibilidade de realização de uma convenção. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estabeleceu até o dia 5 de agosto como limite para isso. Pela norma interna da sigla, essa reunião precisa ser convocada com, no mínimo, oito dias de antecedência.
Tereza divulgou uma nota nesta quinta dizendo que "nada foi decidido" sobre a possibilidade de ser vice. Ela classificou a conversa com Flávio como "produtiva" e acrescentou que a decisão passa por "acertos partidários".
"No encontro, produtivo, falou-se pela primeira vez sobre a Vice-Presidência, mas nada foi decidido —até porque qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários", disse.
Levar Tereza para a chapa de Flávio se tornou uma das principais prioridades do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Ele chegou a dizer que ela seria a vice dos sonhos de Flávio, mas que a parlamentar estava decidida a disputar a presidência do Senado no próximo ano.
Uma coligação é importante porque aumenta o tempo de TV e rádio de um candidato e facilita o compartilhamento de fundo eleitoral. Se ficar isolado, Flávio Bolsonaro deve ter 20% a menos de tempo de televisão do que Lula , seu principal adversário.
Além da federação União Brasil-PP, Flávio Bolsonaro tem insistido no Republicanos. O partido, presidido pelo deputado Marcos Pereira (SP), abriu consulta aos diretórios sobre uma eventual coligação com o PL.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), é contra uma aliança com Flávio e defende a neutralidade. O governador Tarcísio, outro nome forte na sigla, defende a coligação com o PL.


