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Bolsonaristas lideram em 7 estados e DF, e aliados de Lula despontam em 5

João Pedro Pitombo / FOLHA DE SP

 

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) despontam como favoritos em mais estados do que aliados de Lula (PT) na largada da campanha eleitoral.

Nomes apoiados por Flávio lideram isolados a disputa para governador em sete estados e no Distrito Federal, apontam pesquisas dos institutos Datafolha e Quaest realizadas na segunda quinzena de agosto.

O presidente Lula, por sua vez, tem aliados como favoritos na disputa pelos governos de cinco estados, segundo as mesmas pesquisas. Outros quatro aliados ao petista aparecem em empate técnico na liderança em seus estados.

Goiás é o único estado cujo favorito à sucessão se aliou a Ronaldo Caiado (PSD). Nomes ligados aos demais presidenciáveis não lideram as pesquisas em nenhuma das unidades da federação.

O mapa das disputas estaduais mostra que a polarização nacional não se reproduz na maior parte das eleições para governador. Em sete estados, lideram isolados candidatos que se declararam neutros em relação à disputa presidencial.

A estratégia foi adotada pela maioria dos candidatos a governador de estados do Nordeste que estão localmente na oposição ao PT. O principal exemplo é o da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que tem driblado perguntas sobre a eleição nacional afirmando ser "pernambuquista".

Depois de passar o primeiro semestre atrás nas pesquisas, Raquel despontou nas últimas semanas e lidera com 47% contra 40% de João Campos (PSB), segundo levantamento do Datafolha divulgado em 21 de agosto. O ex-prefeito do Recife iniciou sua campanha reforçando o seu elo com o presidente Lula.

Ciro Gomes (PSDB) adotou uma linha semelhante na disputa pelo Governo do Ceará. A despeito da aliança com o PL, ele não apoia nenhum presidenciável e costuma lembrar que teve rusgas tanto com Lula quanto Jair Bolsonaro (PL) nas últimas duas eleições

A decisão lhe rendeu ataques dos adversários: o governador Elmano de Freitas (PT) afirmou na semana passada que o tucano é o candidato do bolsonarismo e disse sentir vergonha de ver "Ciro Gomes abraçado com quem pediu golpe em um país democrático como o Brasil".

Também adotam a linha de neutralidade nomes como Eduardo Braide (PSD), que lidera isolado no Maranhão, e JHC (PSDB), que divide a liderança com o lulista Renan Filho (MDB) em Alagoas.

Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) está em empate técnico com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). O ex-prefeito de Salvador declarou apoio a Ronaldo Caiado, mas não tem feito campanha nem pedido votos para o aliado.

No campo da direita, são favoritos a vencer ainda no primeiro turno nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, e Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul.

Em Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos) lideram em empate técnico –os dois anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro e disputam essa parcela do eleitorado conservador do estado.

No Acre, onde lidera o senador Alan Rick (Republicanos), Flávio tem um palanque triplo, sendo apoiado pelos três principais candidatos ao governo.

O Rio de Janeiro é o principal colégio eleitoral onde lidera um aliado do presidente Lula. Eduardo Paes (PSD) marcou 41% das intenções de voto na pesquisa Datafolha contra 19% de Douglas Ruas (PL).

No Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) desponta como favorito na disputa pelo governo com o apoio do presidente, mas enfrenta um cenário mais complexo com outras três candidaturas competitivas. Já no Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT) lidera em cenário de empate técnico com Luciano Zucco (PL).

Aliados de Lula lideram isolados ainda em três estados do Nordeste. Dois deles são de partidos mais ao centro: Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe, e Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles é o único candidato do PT que mantém uma liderança isolada nas pesquisas frente aos adversários. Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte, aparecem numericamente atrás dos adversários, mas em empate técnico.

Levando em conta o mapa das 27 unidades da federação, o PSD é o partido com mais candidatos na liderança isolada, à frente nas pesquisas em seis estados. O número chega a sete quando contabilizado Adailton Fúria, candidato em Rondônia, em empate técnico.

O PL vem na sequência, liderando isolado em Santa Catarina, Roraima e Paraná. O partido ainda está entre os favoritos em Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Rondônia, podendo chegar a seis governadores.

O Republicanos também trabalha para ampliar sua presença nos governos estaduais. Além de Tarcísio em São Paulo, a legenda mira o segundo maior colégio eleitoral do país e lidera em Minas Gerais com o senador Cleitinho, e está entre os favoritos em Mato Grosso e no Acre.

Governadores que disputam a reeleição estão na ponta em 12 unidades da federação, segundo as pesquisas. Outros quatro estão atrás, incluindo Mateus Simões (PSD), vice que assumiu com a renúncia de Romeu Zema (Novo) em Minas Gerais e ainda tenta se viabilizar eleitoralmente.

Também estão atrás nas pesquisas Elmano de Freitas, no Ceará, Clécio Luís (União Brasil), no Amapá, e Soldado Sampaio (Republicanos), em Roraima.

 

Maranguape não é a cidade mais violenta do Brasil, diz Elmano em ato no Município

Escrito por Mylena Gadelha João Lima Neto / DIARIONORDESTE

 

O governador Elmano de Freitas (PT) destacou, em ato de campanha neste domingo (30), que Maranguape, no Ceará, não é a cidade mais violenta do Brasil. Em passagem pelo município localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, o candidato à reeleição disse que ainda há "muita coisa para ser feita" pela segurança no estado e citou aumento de efetivo policial e inteligência da Polícia Civil do Estado do Ceará como planos para ações de governo.

"Aqui em Maranguape, nós saímos da posição de primeira cidade mais violenta. A colocação dela está acima de 200 no que diz respeito à violência no país, mas eu sei que ainda tem muita coisa para ser feita e eu vou fazer também em Maranguape. Aumentar o efetivo, aumentar a inteligência, nossa força da Polícia Civil, projetos sociais para a nossa juventude e emprego para o povo para a gente poder, dessa maneira, garantir possibilidades, oportunidades para a juventude", descreveu ele.

 

Cumprindo agenda de campanha neste domingo, Elmano de Freitas passou com carreata na cidade, iniciada pela Praça do Espírito Santo, no bairro Novo Maranguape. A previsão é de que o percurso complete oito quilômetros ainda durante a manhã.

'Falta muita coisa na segurança'

Ao citar as questões de segurança no Ceará, Elmano alegou ter "absoluta consciência" de que falta muita coisa para o ideal. Segundo ele, a proposição, caso seja reeleito, é para a contratação de mais seis mil profissionais da área.

"São para a gente fazer o trabalho de garantia do território, de garantia de paz, de segurança na região metropolitana e no Ceará inteiro", reforçou.

Elmano também pontuou a saúde como outro ponto de atenção, não só em Maranguape, como em outras cidades da RMF. "Nós vamos fazer um hospital para a Região Metropolitana. Fiz um grande hospital universitário em Fortaleza, com 843 leitos, e agora eu vou fazer na RMF para atender também o povo do Maranguape", disse.

Dados sobre a segurança em Maranguape

Ainda em julho deste ano, a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada no dia 23 daquele mês, citou Maranguape como a mais violenta do Brasil pelo segundo ano consecutivo.

Os dados foram coletados em 2025 e trouxeram a lista dos 10 municípios com mais registros de assassinatos, por taxa de 100 mil habitantes.

No ano passado, o município registrou 106 Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs), que incluem homicídio doloso, feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio.

Entretanto, ainda na época da divulgação dos dados do anuário, o governador indicou que os números de 2026 são diferentes. Em 2026, apontou ele, dados revelaram "avanços importantes no combate ao crime no estado".

"Maranguape, que no anuário aparece como a cidade mais perigosa do Brasil, registrou apenas 1 homicídio no primeiro semestre de 2026. E, segundo dados do Ministério da Justiça, nenhum município cearense está entre os 10 com maior número de homicídios do país", escreveu em publicação nas redes sociais.

 

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Legenda: Elmano de Freitas (PT) realizou carreata pelo município de Maranguape na manhã

Ciro e Elmano trocam acusações sobre facções e elevam tom em debate no Cariri

Escrito por Igor Cavalcante / DIARIONORDESTE

 

Os candidatos ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT), que disputa a reeleição, protagonizaram novos embates sobre segurança pública durante debate realizado nesta quinta-feira (27). O confronto entre o tucano e o petista foi promovido pelo Grupo de Comunicação O Povo, no Cariri. Os dois candidatos também discutiram sobre saúde, geração de emprego e renda, educação e políticas para jovens.

 

Ciro buscou responsabilizar a atual gestão pelo avanço da criminalidade e questionou indicadores econômicos apresentados pelo governador.

Já Elmano defendeu as ações do governo e a gestão dos seus antecessores mais recentes, os ex-governadores Cid Gomes (PSB) e Camilo Santana (PT).

 

Segurança abre confronto

O primeiro bloco do debate foi marcado pelo confronto sobre segurança pública, com Ciro e Elmano atribuindo um ao outro responsabilidades pela chegada e a expansão das facções criminosas no Ceará.

 

O tucano questionou declarações anteriores do governador sobre a existência de territórios dominados por grupos criminosos, enquanto Elmano associou a chegada das primeiras facções ao território cearense ao período em que Ciro governou o Estado. Saúde, geração de empregos e atendimento a famílias atípicas também entraram na discussão.

 

Ciro acusou o adversário de não reconhecer a dimensão da violência e citou o número de homicídios e as expulsões de moradores. O candidato também negou que as facções tenham se instalado no Ceará durante seu mandato como governador.

 

Emprego e políticas para jovens

No bloco seguinte, os candidatos responderam a perguntas de jornalistas sobre geração de empregos no Interior, impactos da reforma tributária, políticas para idosos e prevenção ao aliciamento de jovens por facções criminosas.

 

Elmano destacou políticas voltadas a idosos e jovens, prometeu construir um Hospital do Idoso e ampliar ações em parceria com os municípios. Sobre a prevenção ao recrutamento de jovens pelo crime organizado, citou a distribuição de tablets e programas de concessão de bolsas nas cidades mais violentas. 

 

Ciro defendeu que prevenir o aliciamento passa pela oferta de renda, mudanças na educação e alternativas de perspectivas de vida. O tucano propôs ampliar a presença da cultura digital nas escolas, com inteligência artificial e aplicativos, e criticou os recursos destinados à política estadual de juventude. 

 

Acusações e ataques

Já no fim do debate, os candidatos voltaram a fazer perguntas um ao outro e elevaram o tom das críticas. Ciro questionou o governador sobre a dificuldade de prisão do ex-prefeito foragido de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), e fez acusações sobre a relação dele com aliados governistas. Elmano rebateu citando antigas relações políticas de Bebeto com aliados de Ciro.

 

O tucano também criticou a saúde, a execução de obras e os indicadores de pobreza. Ao ser acusado por Elmano de ter “inveja” de Camilo Santana, voltou a atacar o ex-governador e a atual gestão. “É o velho coronelismo de volta no Estado do Ceará, com esse papo furado de democracia”, disse.

 

Elmano afirmou que 400 mil pessoas saíram da extrema pobreza no Ceará e destacou a geração de empregos e investimentos no Cariri. O governador também defendeu Camilo e atribuiu os ataques de Ciro ao rompimento entre os dois. “Sua raiva é que você, esse velho coronel, acha que todo mundo tem que se submeter à sua vontade”, finalizou.

 

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Legenda: Ciro e Elmano se enfrentaram em debate no Cariri.

 

Ciro comenta mortes de casal de ambulantes e de fotógrafo: 'Absoluta insegurança'

Escrito por Mylena GadelhaeBruno Leite / DIARIONORDESTE

 

O candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB), respondeu a jornalistas, em ato de campanha na capital cearense neste domingo (30), sobre as mortes de um casal de comerciantes, em Fortaleza, e de um fotógrafo, em Sobral, no Ceará.

Em críticas ao governo Elmano de Freitas (PT), ele indicou o número de mais de 10 mil cearenses assassinados nos últimos quatro anos e apontou o dado como um registro de "absoluta insegurança" no estado.

"Neste governo, já são 10.000 cearenses assassinados e só 27 em cada 100 são esclarecidos pela estrutura policial do governo. Isso é o prêmio da impunidade, sancionando a absoluta insegurança, o caos absoluto com que o governo do Elmano tratou a questão do estabelecimento das facções criminosas", disse.

Segundo Ciro, a proposta do próprio plano de governo deve focar em duas frentes, a primeira sendo a garantia de um novo serviço de inteligência.

Propostas

"A primeira camada é uma inteligência comunitária. Cada líder comunitário, cada vereador, cada pessoa do interior sabe exatamente quem são os faccionados, a cadeia de comando, quem é que está dando a ordem, quem é que está fornecendo a arma", apontou.

Ciro alegou que a nova base deve garantir "proteção real para as vítimas e testemunhas", reforçando que, a partir disso, o recrutamento de ao menos novos mil agentes de segurança também deve ser garantido.

"Já estou conversando com signitários estrangeiros, embaixadores, ou para levar os chefes nossos aqui para treinar no estrangeiro ou ir para trazer instrutores do estrangeiro para nos equipar com as melhores e ferramentas de segurança pública. A partir daí, com comandos específicos, cirúrgicos, nós vamos retirar essa cadeia de comando de circulação com a linguagem que for necessária", completou sobre a questão.

Câmeras corporais nas fardas de agentes policiais

Neste domingo, Ciro retomou fala recente concedida por ele em outro ato de campanha. Na ocasião, durante caminhada no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, o candidato do PSDB disse ser contra o uso de câmeras corporais nas fardas de policiais para o registro de ações em vídeo e áudio durante o serviço.

Agora, dias após a declaração, o político afirmou ter dado "resposta pouco reflexiva sobre a questão". Ciro disse estar revendo a própria convicção, mas garantiu que ainda "não decidiu por colocar".

"Hoje a grande tarefa nossa na direção de cessar a impunidade é motivar o aparelho policial do Ceará que está todo desmotivado, desestruturado, quebrado na sua hierarquia, na disciplina, infiltrado de faccionados", declarou.

"Então, refazendo, estamos em estudo sobre a questão das câmeras", comentou.

 

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Legenda: Campanha de Ciro rea

Ciro quer diminuir custo do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e fazer mutirões de moradia em eventual mandato

Escrito por Ingrid Campos Igor Cavalcante / DIARIONORDESTE

 

 

Candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes explicou propostas, nesta quarta-feira (26), no eixo da moradia para um eventual novo mandato. Segundo o tucano, a ideia é focar em medidas específicas para a faixa da população de baixa renda que não conseguiu acessar nenhum programa de financiamento e também diminuir custos para aqueles habilitados a programas federais de habitação, como o Minha Casa, Minha Vida. 

Ele conversou com a imprensa após agenda de campanha nesta quarta, quando participou de almoço com aliados em Fortaleza. "É preciso claramente estabelecer dois caminhos. Um é a população de baixa renda: essa não tem condição de entrar em nenhum desses programas. Nesse caso, é retomar aquilo que eu já fiz no passado: em regime de mutirão, em alternativas de autoconstrução ou em alternativas de subsídio direto, como o aluguel social, enfim, um conjunto de ferramentas que possam priorizar essas populações que estão especialmente em áreas de risco", disse.  

 

Este foi o único compromisso público do candidato nesta quarta-feira, conforme a sua agenda oficial de campanha. Na terça-feira (25), ele esteve em carreata na cidade de Caucaia, onde comentou sobre o problema da violência na Região Metropolitana de Fortaleza.

Agenda de vice

Também nesta quarta-feira, o candidato a vice-governador na chapa de Ciro, Roberto Claúdio (União), esteve na sede do Sistema Verdes Mares (SVM) para sabatina com o PontoPoder. Ele foi o primeiro entrevistado da série de entrevistas com postulantes à Vice-Governadoria para as eleições de 2026. 

 

Na quinta-feira (27), às 8h, será a vez de Gabriella Aguiar (PSD), que compõe a chapa do candidato à reeleição Elmano de Freitas (PT). A ordem das entrevistas foi definida por sorteio realizado com representantes das candidaturas.

 

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Legenda: Este foi o único compromisso público do candidato nesta quarta-feira, conforme a sua agenda oficial de campanha.
Foto: Kid Júnior.

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