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Maranguape não é a cidade mais violenta do Brasil, diz Elmano em ato no Município

Escrito por Mylena Gadelha João Lima Neto / DIARIONORDESTE

 

O governador Elmano de Freitas (PT) destacou, em ato de campanha neste domingo (30), que Maranguape, no Ceará, não é a cidade mais violenta do Brasil. Em passagem pelo município localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, o candidato à reeleição disse que ainda há "muita coisa para ser feita" pela segurança no estado e citou aumento de efetivo policial e inteligência da Polícia Civil do Estado do Ceará como planos para ações de governo.

"Aqui em Maranguape, nós saímos da posição de primeira cidade mais violenta. A colocação dela está acima de 200 no que diz respeito à violência no país, mas eu sei que ainda tem muita coisa para ser feita e eu vou fazer também em Maranguape. Aumentar o efetivo, aumentar a inteligência, nossa força da Polícia Civil, projetos sociais para a nossa juventude e emprego para o povo para a gente poder, dessa maneira, garantir possibilidades, oportunidades para a juventude", descreveu ele.

 

Cumprindo agenda de campanha neste domingo, Elmano de Freitas passou com carreata na cidade, iniciada pela Praça do Espírito Santo, no bairro Novo Maranguape. A previsão é de que o percurso complete oito quilômetros ainda durante a manhã.

'Falta muita coisa na segurança'

Ao citar as questões de segurança no Ceará, Elmano alegou ter "absoluta consciência" de que falta muita coisa para o ideal. Segundo ele, a proposição, caso seja reeleito, é para a contratação de mais seis mil profissionais da área.

"São para a gente fazer o trabalho de garantia do território, de garantia de paz, de segurança na região metropolitana e no Ceará inteiro", reforçou.

Elmano também pontuou a saúde como outro ponto de atenção, não só em Maranguape, como em outras cidades da RMF. "Nós vamos fazer um hospital para a Região Metropolitana. Fiz um grande hospital universitário em Fortaleza, com 843 leitos, e agora eu vou fazer na RMF para atender também o povo do Maranguape", disse.

Dados sobre a segurança em Maranguape

Ainda em julho deste ano, a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada no dia 23 daquele mês, citou Maranguape como a mais violenta do Brasil pelo segundo ano consecutivo.

Os dados foram coletados em 2025 e trouxeram a lista dos 10 municípios com mais registros de assassinatos, por taxa de 100 mil habitantes.

No ano passado, o município registrou 106 Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs), que incluem homicídio doloso, feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio.

Entretanto, ainda na época da divulgação dos dados do anuário, o governador indicou que os números de 2026 são diferentes. Em 2026, apontou ele, dados revelaram "avanços importantes no combate ao crime no estado".

"Maranguape, que no anuário aparece como a cidade mais perigosa do Brasil, registrou apenas 1 homicídio no primeiro semestre de 2026. E, segundo dados do Ministério da Justiça, nenhum município cearense está entre os 10 com maior número de homicídios do país", escreveu em publicação nas redes sociais.

 

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Legenda: Elmano de Freitas (PT) realizou carreata pelo município de Maranguape na manhã

Ciro comenta mortes de casal de ambulantes e de fotógrafo: 'Absoluta insegurança'

Escrito por Mylena GadelhaeBruno Leite / DIARIONORDESTE

 

O candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB), respondeu a jornalistas, em ato de campanha na capital cearense neste domingo (30), sobre as mortes de um casal de comerciantes, em Fortaleza, e de um fotógrafo, em Sobral, no Ceará.

Em críticas ao governo Elmano de Freitas (PT), ele indicou o número de mais de 10 mil cearenses assassinados nos últimos quatro anos e apontou o dado como um registro de "absoluta insegurança" no estado.

"Neste governo, já são 10.000 cearenses assassinados e só 27 em cada 100 são esclarecidos pela estrutura policial do governo. Isso é o prêmio da impunidade, sancionando a absoluta insegurança, o caos absoluto com que o governo do Elmano tratou a questão do estabelecimento das facções criminosas", disse.

Segundo Ciro, a proposta do próprio plano de governo deve focar em duas frentes, a primeira sendo a garantia de um novo serviço de inteligência.

Propostas

"A primeira camada é uma inteligência comunitária. Cada líder comunitário, cada vereador, cada pessoa do interior sabe exatamente quem são os faccionados, a cadeia de comando, quem é que está dando a ordem, quem é que está fornecendo a arma", apontou.

Ciro alegou que a nova base deve garantir "proteção real para as vítimas e testemunhas", reforçando que, a partir disso, o recrutamento de ao menos novos mil agentes de segurança também deve ser garantido.

"Já estou conversando com signitários estrangeiros, embaixadores, ou para levar os chefes nossos aqui para treinar no estrangeiro ou ir para trazer instrutores do estrangeiro para nos equipar com as melhores e ferramentas de segurança pública. A partir daí, com comandos específicos, cirúrgicos, nós vamos retirar essa cadeia de comando de circulação com a linguagem que for necessária", completou sobre a questão.

Câmeras corporais nas fardas de agentes policiais

Neste domingo, Ciro retomou fala recente concedida por ele em outro ato de campanha. Na ocasião, durante caminhada no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, o candidato do PSDB disse ser contra o uso de câmeras corporais nas fardas de policiais para o registro de ações em vídeo e áudio durante o serviço.

Agora, dias após a declaração, o político afirmou ter dado "resposta pouco reflexiva sobre a questão". Ciro disse estar revendo a própria convicção, mas garantiu que ainda "não decidiu por colocar".

"Hoje a grande tarefa nossa na direção de cessar a impunidade é motivar o aparelho policial do Ceará que está todo desmotivado, desestruturado, quebrado na sua hierarquia, na disciplina, infiltrado de faccionados", declarou.

"Então, refazendo, estamos em estudo sobre a questão das câmeras", comentou.

 

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Legenda: Campanha de Ciro rea

Ciro quer diminuir custo do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e fazer mutirões de moradia em eventual mandato

Escrito por Ingrid Campos Igor Cavalcante / DIARIONORDESTE

 

 

Candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes explicou propostas, nesta quarta-feira (26), no eixo da moradia para um eventual novo mandato. Segundo o tucano, a ideia é focar em medidas específicas para a faixa da população de baixa renda que não conseguiu acessar nenhum programa de financiamento e também diminuir custos para aqueles habilitados a programas federais de habitação, como o Minha Casa, Minha Vida. 

Ele conversou com a imprensa após agenda de campanha nesta quarta, quando participou de almoço com aliados em Fortaleza. "É preciso claramente estabelecer dois caminhos. Um é a população de baixa renda: essa não tem condição de entrar em nenhum desses programas. Nesse caso, é retomar aquilo que eu já fiz no passado: em regime de mutirão, em alternativas de autoconstrução ou em alternativas de subsídio direto, como o aluguel social, enfim, um conjunto de ferramentas que possam priorizar essas populações que estão especialmente em áreas de risco", disse.  

 

Este foi o único compromisso público do candidato nesta quarta-feira, conforme a sua agenda oficial de campanha. Na terça-feira (25), ele esteve em carreata na cidade de Caucaia, onde comentou sobre o problema da violência na Região Metropolitana de Fortaleza.

Agenda de vice

Também nesta quarta-feira, o candidato a vice-governador na chapa de Ciro, Roberto Claúdio (União), esteve na sede do Sistema Verdes Mares (SVM) para sabatina com o PontoPoder. Ele foi o primeiro entrevistado da série de entrevistas com postulantes à Vice-Governadoria para as eleições de 2026. 

 

Na quinta-feira (27), às 8h, será a vez de Gabriella Aguiar (PSD), que compõe a chapa do candidato à reeleição Elmano de Freitas (PT). A ordem das entrevistas foi definida por sorteio realizado com representantes das candidaturas.

 

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Legenda: Este foi o único compromisso público do candidato nesta quarta-feira, conforme a sua agenda oficial de campanha.
Foto: Kid Júnior.

Ciro e Elmano trocam acusações sobre facções e elevam tom em debate no Cariri

Escrito por Igor Cavalcante / DIARIONORDESTE

 

Os candidatos ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT), que disputa a reeleição, protagonizaram novos embates sobre segurança pública durante debate realizado nesta quinta-feira (27). O confronto entre o tucano e o petista foi promovido pelo Grupo de Comunicação O Povo, no Cariri. Os dois candidatos também discutiram sobre saúde, geração de emprego e renda, educação e políticas para jovens.

 

Ciro buscou responsabilizar a atual gestão pelo avanço da criminalidade e questionou indicadores econômicos apresentados pelo governador.

Já Elmano defendeu as ações do governo e a gestão dos seus antecessores mais recentes, os ex-governadores Cid Gomes (PSB) e Camilo Santana (PT).

 

Segurança abre confronto

O primeiro bloco do debate foi marcado pelo confronto sobre segurança pública, com Ciro e Elmano atribuindo um ao outro responsabilidades pela chegada e a expansão das facções criminosas no Ceará.

 

O tucano questionou declarações anteriores do governador sobre a existência de territórios dominados por grupos criminosos, enquanto Elmano associou a chegada das primeiras facções ao território cearense ao período em que Ciro governou o Estado. Saúde, geração de empregos e atendimento a famílias atípicas também entraram na discussão.

 

Ciro acusou o adversário de não reconhecer a dimensão da violência e citou o número de homicídios e as expulsões de moradores. O candidato também negou que as facções tenham se instalado no Ceará durante seu mandato como governador.

 

Emprego e políticas para jovens

No bloco seguinte, os candidatos responderam a perguntas de jornalistas sobre geração de empregos no Interior, impactos da reforma tributária, políticas para idosos e prevenção ao aliciamento de jovens por facções criminosas.

 

Elmano destacou políticas voltadas a idosos e jovens, prometeu construir um Hospital do Idoso e ampliar ações em parceria com os municípios. Sobre a prevenção ao recrutamento de jovens pelo crime organizado, citou a distribuição de tablets e programas de concessão de bolsas nas cidades mais violentas. 

 

Ciro defendeu que prevenir o aliciamento passa pela oferta de renda, mudanças na educação e alternativas de perspectivas de vida. O tucano propôs ampliar a presença da cultura digital nas escolas, com inteligência artificial e aplicativos, e criticou os recursos destinados à política estadual de juventude. 

 

Acusações e ataques

Já no fim do debate, os candidatos voltaram a fazer perguntas um ao outro e elevaram o tom das críticas. Ciro questionou o governador sobre a dificuldade de prisão do ex-prefeito foragido de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), e fez acusações sobre a relação dele com aliados governistas. Elmano rebateu citando antigas relações políticas de Bebeto com aliados de Ciro.

 

O tucano também criticou a saúde, a execução de obras e os indicadores de pobreza. Ao ser acusado por Elmano de ter “inveja” de Camilo Santana, voltou a atacar o ex-governador e a atual gestão. “É o velho coronelismo de volta no Estado do Ceará, com esse papo furado de democracia”, disse.

 

Elmano afirmou que 400 mil pessoas saíram da extrema pobreza no Ceará e destacou a geração de empregos e investimentos no Cariri. O governador também defendeu Camilo e atribuiu os ataques de Ciro ao rompimento entre os dois. “Sua raiva é que você, esse velho coronel, acha que todo mundo tem que se submeter à sua vontade”, finalizou.

 

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Legenda: Ciro e Elmano se enfrentaram em debate no Cariri.

 

Vídeo de Camilo Santana ligando Ciro a Flávio Bolsonaro deve ser removido, determina TRE-CE

Escrito por Milenna Murta* DIARIONORDESTE

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) determinou, nesta segunda-feira (24), que o senador Camilo Santana (PT) remova uma publicação em que apresenta o candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) como "o candidato de Flávio Bolsonaro no Ceará". O vídeo foi veiculado nas plataformas digitais Instagram, Facebook, TikTok e X (antigo Twitter).

 

 

A ação foi ajuizada pela Coligação "Unir para Mudar", que reúne a Federação PSDB Cidadania, a Federação União Progressista e o Partido Liberal (PL). Além de Camilo, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), o candidato à suplência Chagas Vieira (PDT), e o Partido dos Trabalhadores (PT) foram inseridos como partes requeridas. A publicação foi veiculada conjuntamente nos perfis de Camilo, Evandro e Chagas.

 

No processo, é solicitado à Justiça Eleitoral a remoção da publicação e a concessão de direito de resposta. Apenas a primeira solicitação foi acatada.

 

O processo é motivado por uma gravação de Camilo Santana, publicada em suas redes sociais no domingo (23). No vídeo, o senador apresenta quatro registros antigos do tucano criticando o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O vídeo é uma tentativa de desmobilizar iniciativas nas redes sociais que vinculam voto entre Lula e Ciro no Estado.

Após a exibição dos cortes, o petista retorna ao vídeo para afirmar que "Ciro é o candidato de Flávio Bolsonaro no Ceará", não de Lula. A decisão judicial foi tomada com base nessa declaração do senador.

 

O TRE-CE determinou um prazo de 24 horas para a remoção do vídeo das quatros plataformas digitais veiculadas. Além disso, "eventuais republicações idênticas do mesmo conteúdo nas contas dos representados" também devem ser excluídas.

 

A multa diária é fixada em R$ 5 mil para caso de descumprimento. Conforme a Justiça Eleitoral, essa decisão "não impede os representados de exercerem sua liberdade de expressão e crítica política, desde que observados os limites legais e não seja simplesmente reproduzida como fato objetivo, sem comprovação".

 

O PontoPoder entrou em contato com a assessoria das partes requeridas no processo para um posicionamento quanto à decisão, mas não obteve retorno até a última atualização do material. O espaço segue aberto para manifestações.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Jéssica Welma.

"Não se determina a retirada das críticas feitas a Ciro Gomes, não se proíbe a divulgação das declarações pretéritas, tampouco se impede o representado de sustentar que Ciro Gomes adotou, em diferentes momentos, posições críticas ao Presidente Lula. A providência incide exclusivamente sobre a mensagem que, a partir desses fragmentos, apresenta como fato a afirmação de que 'Ciro é o candidato de Flávio Bolsonaro no Ceará'", decidiu a Justiça Eleitoral.

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