Ciro Gomes x Elmano de Freitas: veja os destaques do debate PontoPoder
Escrito por Redação / DIARIONORDESTE
Os candidatos ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) ficaram frente a frente, nesta quarta-feira (9), no Debate PontoPoder. O encontro, promovido pelo Diário do Nordeste, Verdinha FM e TV Diário, rendeu críticas diretas e discussões acaloradas entre os adversários políticos.
O debate ocorreu em um momento decisivo da campanha eleitoral colocando frente a frente os dois principais adversários na disputa pelo Palácio da Abolição.
O formato privilegiou o embate direto entre Ciro e Elmano. Foram quatro blocos: dois com temas livres e outros dois com temas determinados, além das considerações finais.
1º bloco
Críticas a aliados
O candidato Ciro Gomes iniciou o debate. Ele falou sobre o Instituto Mirante, responsável pela administração de equipamentos culturais no Ceará, presidido por Tiago Santana, irmão do senador Camilo Santana. Ciro Gomes indagou se esse seria um "exemplo de nepotismo e de corrupção".
Elmano respondeu que esse era um "exemplo grave de mentira". O candidato do PT disse que Organizações Sociais administram equipamentos do Ceará "desde o Governo Tasso". Elmano disse ainda que tem "orgulho" do gerenciamento de Tiago Santana.
O petista relembrou ainda que, durante o Governo Cid Gomes (PSB), Ciro Gomes foi secretário de saúde, "administrando R$ 3 bilhões". "Você acha isso normal. Já eu contratar alguém especializado na área, você quer questionar a idoneidade de uma pessoa séria".
Ciro voltou a reforçar que o Instituto Mirante gerencia "quase R$ 500 milhões". Logo depois, o candidato do PSDB indagou sobre Chagas Vieira, coordenador de campanha de Elmano e candidato a 1º suplente de Luizianne Lins (Rede). Ciro alegou que Chagas teria comprado "um patrimônio avaliado R$ 10 milhões".
Elmano falou que o adversário irá "insistir em muita mentira". Ele negou que houve compra de patrimônio por Chagas Vieira e disse que houve inclusive direito de resposta ao ex-chefe da Casa Civil. O petista acusou ainda o adversário de "calúnia grave" e disse esperar que eles iriam "debater os desafios do Ceará" e "não esse tipo de baixaria mentirosa".
Na sequência, Ciro Gomes falou sobre o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT). O tucano disse que o aliado de Elmano "omitiu da Justiça Eleitoral" patrimônio. Ele pediu uma explicação ao adversário sobre o assunto.
Elmano respondeu que ia "deixar ele com a mentira dele" e defendeu o prefeito Evandro Leitão, a quem chamou de "sério e correto". Na sequência, o petista criticou o ex-prefeito de Fortaleza José Sarto (PSDB), aliado de Ciro.
Elmano afirmou que Sartou "fechou hospital e deixou faltar comida no IJF (Instituto José Frota)". Ele acrescentou que "isso é o que acontece quando vocês governam".
Embate sobre Bebeto do Choró
Em resposta, Ciro disse que o adversário "foge da pergunta". "Se faz de vítima, me agride, mas não responde a questão", acrescentou. Depois, indagou a Elmano sobre o Bebeto do Choró. "Por que não foi preso?", questionou.
Elmano disse que gostaria de explicar sobre o assunto. O candidato disse que quem ajuizou a ação contra Bebeto do Choró foi o PT e lembrou que a ação deixou o ex-prefeito inelegível.
O petista acusou ainda que a defesa de Bebeto do Choró era feita pelo "partido do Capitão Wagner", candidato ao Senado da chapa de Ciro, e também pelo "partido do André Fernandes (PL)", deputado federal.
Ciro disse que Elmano "mente que nem treme". "O Bebeto do Choró está foragido há quase dois anos e ele não acha de prender". O candidato do PSDB citou ainda que um "parceiro do Bebeto do Choró" foi preso e está no aguardo de uma "delação premiada".
Logo depois, Ciro Gomes indagou novamente sobre o deputado federal Yury do Paredão e outro, que é "suplente do senador principal da eleição do Elmano". Elmano de Freitas retrucou: "Viu como ele tá nervoso?" Ciro rebateu o adversário: "É tanto bandido que eu esqueço".
Elmano voltou a falar sobre Bebeto do Choró e disse que estava com as procurações "do PL e do partido do Wagner que está pagando a defesa do Bebeto do Choró". Ciro rebateu dizendo que essa era uma "mentira grosseira".
Ciro Gomes relembrou ainda falas de Elmano contra Roberto Cláudio, candidato a vice-governador de Ciro, incçlusive sobre "envolvimento com qualquer coisa errada em hospital de campanha". Elmano reforçou que Roberto Cláudio "está respondendo processo".
Críticas sobre Bolsonaro
Na sequência, o candidato do PT disse que Ciro tenta esconder aliados. "Você quer esconder como quer esconder o Bolsonaro, que é também seu aliado", disse.
Ciro rebateu dizendo que já recebeu um direito de resposta pela "mentira que ele vive repetindo. O candidato disse ainda que tem uma "aliança contraditória" no Ceará e que "aceita o apoio de qualquer cearense".
Elmano voltou a falar sobre Bebeto do Choró e disse que estava com as procurações "do PL e do partido do Wagner que está pagando a defesa do Bebeto do Choró". Ciro rebateu dizendo que essa era uma "mentira grosseira".
Ciro Gomes relembrou ainda falas de Elmano contra Roberto Cláudio, candidato a vice-governador de Ciro, incçlusive sobre "envolvimento com qualquer coisa errada em hospital de campanha". Elmano reforçou que Roberto Cláudio "está respondendo processo".
Na sequência, o candidato do PT disse que Ciro tenta esconder aliados. "Você quer esconder como quer esconder o Bolsonaro, que é também seu aliado", disse.
Ciro rebateu dizendo que já recebeu um direito de resposta pela "mentira que ele vive repetindo. O candidato disse ainda que tem uma "aliança contraditória" no Ceará e que "aceita o apoio de qualquer cearense".
Candidatos 'batem boca'
Novamente, Ciro citou os deputados federais Yury do Paredão e Júnior Mano, candidato a 1º suplente de Cid Gomes (PSB). O candidato citou investigações contra Júnior Mano e de verbas que teriam sido direcionadas a Yury do Paredão.
Elmano respondeu: "É mentira essa sua acusação". Segundo o candidato do PT é "mentira" que "tem comprovação de desvio".
Ciro voltou a reforçar as acusações contra os parlamentares e pediu aos aliados que fosse ver "quem é mentiroso e descarado". Elmano rebateu dizendo que o adversário "só fala dos aliados".
Os dois candidatos acabaram se exaltando, com um embate de pé, inclusive apontando dedo próximo aos rostos um do outro. Foi necessário que o mediador do debate, Inácio Aguiar, intervisse e pedisse que os dois candidatos voltassem ao púlpito.
Retomada de críticas iniciais
No retorno ao púlpito, Ciro retomou o assunto que havia falado no início do bloco. "Você entregaria R$ 500 milhões para o irmão do Camilo Santana gastar a seu bel prazer?", indagou. Na sequência, disse que o valor seria melhor investido para zerar a fila de cirurgias e de exames especializados.
Elmano rebateu o adversário e disse que o valor é "o maior investimento na Cultura" e afirmou que, na gestão de Ciro Gomes, "o investimento na Cultura não acontecia". "É que ele acha que o pobre não deve ter direito a isso".
Ciro voltou a falar e disse que, caso seja eleito, "começa tudo por não roubar e não deixar roubar". Ele acusou o Governo Elmano de ser "loteado" e ter "roubalheira generalizada". O candidato do PSDB disse ainda que iria "cortar o dinheiro que está sendo desviado" para investir em Saúde e Segurança.
Para finalizar o bloco, Elmano disse que esperava "debate de proposta", mas estava "ouvindo mentira".
Saúde
A segunda pergunta do debate foi feita por Elmano de Freitas. Ele falou afirmou que tem colocado "radioterapia e tratamento do câncer" em diversas regiões do Estado. Na sequência, ele indagou a proposta de Ciro para a Saúde.
Ciro Gomes disse que Saúde é "botar as coisas para funcionar com correção, com humanidade". Ele afirmou que Elmano "não começou nem terminou nenhum hospital regional". Ciro relembrou a gestão dele e de Tasso Jereissati, com ações como combate a mortalidade e o programa Agente Comunitário de Saúde.
O candidato do PSDB disse ainda que o adversário faz "bajulação eterna do Lula" e que Elmano apenas "constrói prédios". Ele também acusou o petista de fechar os hospitais e também de deixar o Hospital Geral de Fortaleza com "porta fechada", além de afirmar que nem todos os leitos do Hospital da Universidade Estadual do Ceará (Uece) estão funcionando.
Elmano rebateu o adversário e disse que o Hospital Universitário está "100% funcionando para o povo cearense". "Ele acha que é muito fazer um hospital para você que precisa", disse o candidato. Ele afirmou ainda que quem fechou hospitais foi o ex-prefeito Sarto, aliado de Ciro.
Lula e Bolsonaro
Ele também falou que Ciro quer ver o presidente Lula "longe do Ceará". Elmano falou sobre os investimentos do governo federal no Ceará, especificamente para a Saúde, e pontuou que houve a reabertura de hospitais durante a gestão dele. O candidato do PT aproveitou para reforçar a aliança com Lula.
Ciro respondeu o adversário com críticas: "Eu queria ver o Elmano responder qualquer pergunta sem falar em Lula e Bolsonaro". Segundo ele, Elmano usa essa "muleta" para não "prestar contas do governo". Ciro disse ainda que, quando foi secretário de Saúde de Cid Gomes, ajudou a "botar para funcionar" os equipamentos de saúde. Ele criticou a gestão de Elmano, afirmando que o adversário "destruiu" as policlínicas, citando que elas estaria entregues a "cabos eleitorais".
Reginalização da Saúde
Ele disse ainda que Elmano "quer engabelar as pessoas" quando fala sobre o tratamento de câncer no Interior do Ceará. "Eu quero que as pessoas acordem para essa tragégia, porque constrói prédio e deixa tudo candido aos pedaços".
Elmano rebateu dizendo que a fala de Ciro é "uma mistura difícil, é a mentira com desconhecimento". O candidato do PT afirmou que 30 mil pacientes com câncer são tratados no Interior do Ceará. Ele citou que em cidades como Jaguaribe, Crateús e Quixeramobim existe o tratamento.
O candidato reforçou que pretende, caso seja reeleito, continuar a implementar tratamento de câncer em outras cidades do Interior do Ceará, além de Hospital do Idoso e de finalizar hospitais que já estão em construção.
Ciro disse que o adversário quer construir prédio "porque a propina corre solta". O candidato disse que muitos pacientes, como mulheres com gravidez de alto risco e crianças de alto risco, ainda precisam se "deslocar" para Fortaleza para terem acesso ao tratamento necessário.
Elmano rebateu que o adversário "desconhece" o Hospital Universitário, que realizou a operação de uma criança sem a metade do coração". "Hospital que eu fiz, entreguei, botei para funcionar com a ajuda do presidente Lula".
2º bloco
Educação
No 2º bloco, os assuntos foram definidos por sorteio. O primeiro tema foi Educação.
Quem iniciou foi Elmano de Freitas. Ele afirmou que, hoje, 152 municípios cearenses tem "100% de escolas de tempo integral" e que pretende transformar todas em escolas profissionalizantes. Ele disse que Ciro, quando foi governador, "apostou em colocar uma televisão dentro da sala de aula". Elmano perguntou se ele ainda acha que essa é a "solução" para a Educação.
Ciro chamou de "mentira" a fala do adversário. Ele disse que o Ceará, "há 30 anos", essa foi a solução encontrada quando não havia "profissional qualificado" e disse que ocorria em "casos raríssimos". Ele disse que essa era a forma de não deixar os estudantes "sem aula".
O candidato do PT afirmou que o adversário é "mentiroso". Ele acusou Ciro de não querer discutir o período em que foi governador, na década de 1990. "Você não fez hospital, botou uma televisão dentro da sala de aula para o aluno".
Elmano disse que Ciro "pagava um salário mínimo a um professor" e que, por isso, não havia professor qualificado. Na sequência, disse que pretende realizar concurso para professor e ressaltou o plano de cargos e carreiras para o magistério do seu governo. Ele reforçou ainda entregas de tablets e o fato do Ceará ser "referência de Educação desse país".
'Cabeça de prego'
Na resposta, Ciro disse que o adversário "tem uma alergia patológica à verdade" e chamou Elmano de "cabeça de prego". Ele reforçou que foi governador há 30 anos, disse que construir 20 hospitais e reforçou que pagava aos professores "igual às mais ricas escolas da rede privada de Fortaleza".
Ciro disse ainda que Elmano "deveria ter vergonha" do salário pago aos professores e criticou o número de docentes temporários na rede de ensino. "Comigo vai acabar", acrescentou. Ele disse ainda que quer realizar treitamento digital para o magistério.
Elmano respondeu afirmou que a própria mãe é professora do estado e que "a vida inteira só ganhou salário mínimo", inclusive quando Ciro foi governador. O candidato do PT disse que contratou 2,4 mil professores e que irá realizar concurso com 3 mil vagas.
Ele falou ainda que Ciro e o ex-governador Tasso Jereissati "demitiram foi 11 mil". "Quem mais fez concurso foi Cid Gomes, Camilo Santana e Elmano de Freitas", acrescentou. O candidato pontuou ainda que, enquanto Ciro fez 20 hospitais, ele fez 31.
Ciro iniciou a fala voltando a chamar Elmano de Freitas de "mentiroso". "Dois de cada três professores do estado do Ceará estão com relação de professor temporário", disse. Ele afirmou que o concurso que Elmano cita é uma "seleção, que não dá estabilidade". Ele disse ainda que a Educação no Ceará "fez a curva para baixo" e "começou a piorar".
Na sequência, ele disse que Elmano "loteou" regionais de administração da Educação a "cabos eleitorais". Elmano rebateu e disse que a acusação é "totalmente mentira".
Novamente, os candidatos se envolveram em bate-boca. Elmano disse que Ciro estava "nervoso" e, por isso, estaria "gritando", enquanto Ciro pedia para que Elmano citasse nome do empresário que "aluga os veículos para vocês". Novamente, foi necessária intervenção do mediador do debate.
Elmano disse que os diretores de escola são selecionados e que houve a contratação de professores por concurso. Depois, afirmou que a acusação do adversário era "mentira" e que "esperava tudo desse candidato menos ele desacreditar a educação do Ceará".
Ciro disse que é "constrangedor dois candidatos a governador ficarem chamando um ao outro de mentirosos". O candidato aproveitou para falar de propostas para a segurança pública e disse que pretende investir em "inteligência para mapear a cabeça do crime organizado" e realizar a "retirada de circulação" desses líderes.
Moradia
O segundo tema sorteado foi "Moradia". Ciro iniciou a nova rodada de debate, falando sobre a construção de 70 mil moradias no Governo Elmano e indagando se o adversário "mentiu de novo" sobre o assunto.
Elmano rebateu o adversário dizendo que a Caixa Econômica tem "entereço, município, local e a empresa" que construiu as habitações". Ele disse que Ciro tem uma "vontade grande de atacar as pessoas" e que, por isso, não tem as informações.
Novamente, o candidato do PT associou Ciro a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência. "Esse não fez nenhuma casa", disse. Na sequência, citou as entregas do presidente Lula com o Minha Casa, Minha Vida e afirmou que o Governo do Ceará paga parte da entrada da casa no programa "Entrada Moradia".
Ciro citou o montante de R$ 1 bilhão e disse que com esse valor faz "segurança pública para deixar esse lugar aqui o mais seguro do planeta". A referência seria ao valor pago pelo Executivo cearense em alugueis de veículos.
O candidato voltou a falar que existe "desvio de dinheiro" no Ceará. Ele afirmou ainda que Elmano "construiu 2,6 mil casas". Ele disse que 52 mil casas são "financiadas pelo governo". "Não nada é dado pelo governo", acrescentou. Ciro disse ainda que, quando foi governador, assentou 40 mil pessoas.
'Não sabe de nada'
Elmano rebateu dizendo que o adversário "não sabe de nada" e que Ciro quer "manobrar as informações". Ele reforçou que foram 52 mil casas do programa "Minha Casa, Minha vida" e 3 mil contratadas em Fortaleza. Ele disse ainda que, como governador, colocou recursos estaduais para conclusão de obras. O candidato do PT se referiu ainda a Bolsonaro como "aliado" de Ciro Gomes.
Ao rebater, Ciro disse que Elmano não consegue "responder uma pergunta que seja" sem citar o presidente Lula. Ele relembrou as candidaturas a presidência da República e disse que disputou "contra Bolsonaro e contra Lula" e disse que representa "outra corrente". "Qualquer que seja o presidente, os assuntos do Ceará vão aqui debaixo do braço", disse.
Elmano afirmou que Ciro disse que "o Lula é chefe de organização criminosa". "Ele não é contra o Lula, (...) imagina quando ele for contra o Lula", afirma. Ele aproveitou para reforçar que a aliança com Lula trouxe Transnordestina, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Hospital Universitário para o Ceará.
O candidato do PT disse ainda que Ciro "tem dificuldade de agradecer ao Lula". "Eu não tenho, porque eu reconheço nele o presidente que ajuda o Ceará e ajuda os pobres", afirmou.
Ciro rebateu que Lula pediu a ele que "tirasse do papel" a Transnordestina. "Depois que eu passei os 4 anos fora do governo, eu fui convidado a ser presidente da Transnordestina". Ele acrescentou que o adversário "passou 3 anos mentindo" e que "entregou zero".
Elmano respondeu dizendo que iria "comparar" as gestões com Ciro. Ele citou que gerou 185 mil empregos como governador, enquanto o adversário criou 40 mil empregos. Ele disse ainda que Ciro passou 1 ano na Transnordestina, mas "não fez 80 km".
Ciro Gomes disse que o adversário fica fazendo "intriguinha". Ele disse que quando foi governador a população era de um tamanho bem diferente de agora e ressaltou que "trouxe a indústria calçadista para o estado". Criticou ainda a perda de "100 indústrias na mão desses incompetentes".
3º bloco
Propostas para a Saúde
O terceiro bloco do debate seguiu com os temas sendo sorteados. Quem iniciou o momento foi Ciro Gomes, que disse que pretende dar um "choque de gestão e de moralização na estrutura da saúde pública do Ceará". O primeiro passo, segundo ele, será apoiar a estrutura que fica a cargo dos municípios.
Ele disse ainda que quer, caso eleito, "universalizar" as policlínicas. Ciro afirmou que pretende finalizar qualquer iniciativa sobre a rede hospitalar e reforçar as estruturas psiquiátrica nas unidades de saúde, além de qualificação para os hospitais regionais.
Elmano disse que Ciro "esqueceu de fazer a pergunta". Ele citou a criação de hospitais em Crateús, Iguatu e Baturité, além da criação de politraumatologia nas unidades de Jaguaribe e Quixeramobim. Ele também reforçou a ampliação do tratamento de câncer no Interior.
Além disso, ele disse que pretende fazer hospital na Serra da Ibiapaba e mais um na Região Metropolitana de Fortaleza. Ele disse ainda que hoje aporta R$ 10 milhões em convênios com municípios para o atendimento psiquiátrico e que pretende ampliar a Rede Girassol, programa da Prefeitura de Fortaleza.
Ciro afirmou que, para o adversário, "a saúde cearense está na Elmanolândia, tudo uma maravilha". Ele voltou a criticar a fila para a realização de exames e disse que Elmano "não fez nenhum hospital".
Elmano rebateu dizendo que Ciro não quer que a população "perceba os avanços que estamos fazendo no estado". Ele afirmou ainda que foram feitas 500 mil cirurgias no seu mandato.
Política para as mulheres
O segundo tema sorteado neste bloco foi política para as mulheres.
Elmano de Freitas foi quem iniciou a nova rodada. Ele afirmou que, quando iniciou o governo, haviam 30 equipamentos de proteção às mulheres. "Hoje tem mais de 100", disse. Na sequência, indagou a Ciro como ele "tem a coragem" de falar no tema sendo "condenado por violência política de gênero".
Ciro rebateu dizendo que se sente "indignado" e que Elmano estava "cometendo uma injustiça e uma agressão completamente descabida". Ele disse que a condenação foi uma "aberração". Ele disse que havia feito críticas "aos abusos morais" de Camilo Santana.
Ele acrescentou que, enquanto era governador, criou a PM feminina, deu status de secretaria ao Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e que "mais da metade" dos secretariado foi "administrado por mulheres". Ciro criticou ainda os índices de violência contra a mulher e de feminicídio.
Elmano chamou o adversário de "desinformado" e disse que a taxa de feminicídio do Ceará é "a menor" do país. Ele falou ainda sobre a construção de Casas da Mulher Cearense, do apoio a Casas da Mulher municipais e da entrega de Patrulhas Maria da Penha.
Ele acrescentou que pretende ampliar essas ações e também o Ceará Cred para a "garantia da autonomia econômica para as mulheres, que é muito importante".
Ciro rebateu e disse que o índice de feminicídio "cresceu 46% só esse ano". Ele disse que, caso eleito, pretende "deflagrar um punhado de medidas protetivas", inclusive sem depender do Judiário, quando uma mulher registrar boletim de ocorrência por violência de gênero.
Entre as medidas citadas, ele falou da instalação de botão de pânico e do deslocamento da mulher que tenha filhos para um local protegido pelo Governo.
Elmano de Freitas disse que a medida de Ciro já é prevista na Lei Maria da Penha, após mudança na legislação. "Ele talvez também não saiba disso", disse. Ele também afirmou que a informação de Ciro sobre o índice de feminicídios "não procede".
Ciro disse que Elmano está "comemorando" o índice "desrespeitosamente". Ele falou ainda sobre os índices de homicídios e disse que a queda é fruto de "acordo de terror" entre facções criminosas. "Se eu fosse governador, eu pediria, sabe, desculpas e renunciaria".
'Intriga familiar'
Ciro disse que parte da violência que vitima mulheres é por culpa das taxas gerais do Ceará e quer "empoderar as mulheres" para a proteção delas. Citou também que pretende dar a "condição estratégia de empreender" para as mulheres.
Elmano afirmou que premia por bravura policiais militares e civis pela prisão de criminosos, inclusive com promoção. Ele citou ainda a contratação de 6 mil profissionais de segurança e que pretende dobrar o número caso seja eleito.
Falou ainda que pretende ampliar o reconhecimento facial com inteligência artificial e também implementar o quadrante seguro. Elmano citou a Medalha da Abolição: "Talvez que o capitão Wagner dê o policial que deu um tiro no irmão dele".
Ciro disse que Elmano estava fazendo uma "intriga familiar". "Eu já estava preparado, eu vou engolir", acrescentou. Ele falou que iria deixar o eleitor decidir se é "perverso ou justo explorar uma desavença familiar". Ele voltou a criticar os índices de violência no Ceará e afirmou que era um "desastre".
4º bloco
Geração de emprego
Ao início do último bloco, o candidato Elmano introduziu uma nova temática, voltada à geração de emprego no Ceará, afirmando ser "o governador que mais criou emprego no Estado de carteira assinada".
O tucano, por outro lado, pontuou o fechamento de empresas e o alto número de cearenses inadimplentes. Em resposta, Elmano declarou que "os dados falam por si", e que é possível "entender claramente quem é que cria emprego e quem fala de riar emprego".
Ciro também aproveitou para alfinetar Elmano quanto às ideias de Hidrogênio Verde, que estaria em "três anos de enrolação", e dos Data Centers. Quanto ao último ponto, ele considerou que geraria poucos empregos, ao mesmo tempo em que teria um alto uso de energia, mas ponderou que irá recebê-los.
O tucano também acrescentou pontuações quanto às despesas do Estado e afirmou que será necessário um Fundo de Desenvolvimento Industrial onde "nós vamos ter que economizar cada centavo para proteger a estrutura econômica do Ceará".
Meio ambiente
Para finalizar o debate, Ciro Gomes apresentou a questão ambiental, pontuando trechos relacionados à poluição das águas, do ar e dos solos do Estado, especialmente em lixões. Ao ser indagado, Elmano argumentou serem uma "herança" do governo do tucano. Apesar da temática estabelecida, o bloco prosseguiu com uma troca de farpas.
No eixo da agricultura, ainda quanto às problemáticas do meio ambiente, Ciro chegou a pontuar que Elmano se contradisse no passado quanto ao uso de drones para pulverização agrícola, afirmando: "você mente".
O embate seguiu acalorado. O petista rebateu à acusação do tucano dizendo que "não rouba e não deixa roubar", declarando que o candidato "não tem o equilíbrio de perceber que quem está com ele pode estar errado" e voltando a citar o nome de Flávio Bolsonaro.

Campanha sub judice
Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP
A campanha eleitoral já é curta. Neste ano, o eleitor terá ainda mais trabalho: serão seis votos, dois deles para o Senado. E, mesmo assim, a pouco mais de um mês das urnas, ainda há uma dúvida elementar a ser resolvida pela Justiça Eleitoral: quem, afinal, poderá ser candidato.
O Ministério Público Eleitoral acaba de pedir a impugnação de 974 registros de candidatura em todo o País. Mais de 70% são de candidatos a deputado federal ou estadual, mas há pelo menos nove ações para barrar candidatos a governador ou vice em seis Estados e no Distrito Federal. Na disputa pela Presidência, o Ministério Público contesta o registro de Pablo Marçal (PRTB), que considera inelegível até 2032.
Na lista há nomes conhecidos. Anthony Garotinho (Republicanos-RJ) faz campanha para voltar ao governo do Rio de Janeiro enquanto o Ministério Público sustenta que ele está impedido pela Lei da Ficha Limpa. José Roberto Arruda (PSD-DF) aparece em segundo lugar nas pesquisas para o governo do Distrito Federal e tem chances de chegar ao segundo turno, mas sua candidatura também está sob contestação por causa de seis condenações por improbidade administrativa. Enquanto a questão não é resolvida, ambos continuam fazendo parte dos cálculos da eleição.
Eduardo Cunha (Republicanos-MG) tenta voltar à Câmara dos Deputados, onde já foi rei, e recuperar também, se eleito, o foro privilegiado. Cassado em 2016, o ex-presidente da Câmara ainda tem pela frente um pedido de impugnação do Ministério Público, que sustenta que uma condenação por improbidade o mantém inelegível até 2027. Cunha não sabe ainda se poderá voltar à Câmara, mesmo que tenha votos para isso. Ainda assim, já recebeu o apoio efusivo do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que o chamou de uma “pessoa que tem um papel importante na história do nosso Brasil”. Se a Justiça ainda não sabe se Cunha pode voltar à Câmara, Flávio Bolsonaro parece não ter dúvida de que deve.
Impugnação, evidentemente, não significa inelegibilidade. Os candidatos têm direito à defesa e alguns deles podem ter razão quando sustentam que estão aptos a concorrer. O problema é que essa discussão está sendo travada quando a campanha já começou.
Os partidos tiveram até 15 de agosto para registrar os candidatos; desde o dia seguinte, eles estão nas ruas pedindo votos. A Justiça tem até 14 de setembro para terminar de analisar os registros. Serão então apenas 20 dias até a eleição. Há algo errado nesse calendário.
A campanha de 2026 já está nas ruas, mas a lista de candidatos ainda não está fechada. Ninguém espera que a Justiça acelere julgamentos a qualquer preço ou presuma inelegível quem responde a uma impugnação. O calendário, porém, deveria dar à Justiça tempo para fazer seu trabalho antes que o eleitor precise fazer o dele. O eleitor pode ter muitas dúvidas até outubro, mas saber quem é de fato candidato não deveria ser uma delas. É pedir demais que, além de escolher seis candidatos na urna, o cidadão tenha ainda de adivinhar quem está concorrendo para valer.
Ciro promete nomear um policial civil do Ceará para ser secretário de segurança
Escrito por Ingrid Campos / DIARIONORDESTE
Candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes prometeu nomear um policial civil para o comando da Secretaria de Segurança Pública do Ceará (SSPDS), caso seja eleito em outubro. A projeção foi feita por ele, na tarde desta segunda-feira (31), após reunião com representantes da Associação dos Delegados da Polícia Civil do Ceará (Adepol-CE), em Fortaleza.
Ao defender a escolha de um integrante da própria Polícia Civil para a pasta, Ciro afirmou que a medida faz parte de uma proposta de valorização e reorganização das forças de segurança do Estado. A ideia, segundo o candidato, é colocar à frente da SSPDS um profissional que conheça a estrutura policial e a realidade enfrentada pelos agentes no Ceará.
"A base de uma estrutura policial de mérito é a condição daquele que rende bem, que é decente, que trabalha com exação para cumprir seu dever duro, difícil e arriscado de proteger a população. Ele tem que ser reconhecido pelos seus méritos e não pelo favorecimento dos poderosos do dia. Portanto, um dos meus compromissos é restaurar isso, e vou te adiantar aqui em primeira mão: eu vou – como fui o único governador no passado a fazer isso – nomear um policial civil do Ceará para ser o secretário de Segurança. Não vou trazer mais gente de fora, é basicamente esse erro que tem sido cometido aqui no Estado", afirmou o candidato.
O tucano voltou a citar a marca de 10 mil homicídios ao longo da gestão do seu principal adversário, o governador Elmano de Freitas (PT), que concorre à reeleição. "Nós conversamos sobre o medo da população, sobre o que pode ser feito para superar esse medo, a indicação de como trazer a polícia mais qualificada, mais motivada, mais interessada e mais eficaz na superação dos gargalos que estão aí. Nós temos, afinal de contas, no Ceará, uma das piores taxas do Brasil de esclarecimento de homicídios: só 27 de cada 100 assassinados", complementou.
Além da reunião com a Adepol-CE, Ciro tem outro compromisso previsto para esta segunda-feira: uma transmissão ao vivo pelos canais oficiais da campanha, marcada para as 21h.

Renan cometeu erro, mas punição aplicada por Toffoli era exagerada
Por Editorial / O GLOBO
A campanha eleitoral no ambiente on-line continua a trazer desafios ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sujeito a todo tipo de manobra e manipulação, o mundo digital suscitou novas regras para garantir uma competição mais justa. É o caso da legislação que proíbe as redes sociais de incluir perfis políticos em seus sistemas de recomendação de conteúdo em época de campanha, pois não há como garantir que eles assegurem equilíbrio na exposição dos candidatos. Para que a regra funcione, o TSE exige, na apresentação dos registros de candidaturas, todos os perfis virtuais que serão usados em período eleitoral.
Quando registrou sua candidatura, em 7 de agosto, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) informou dois perfis pelos quais veicularia conteúdo eleitoral. Quase duas semanas depois, no dia 19, fez uma retificação e incluiu mais 14 canais. Não há dúvida, portanto, de que ele cometeu um erro nas informações prestadas à Justiça Eleitoral. O equívoco, porém, não justificava a decisão monocrática do ministro Dias Toffoli, do TSE, de suspender temporariamente sua campanha. Faltando pouco mais de um mês para o pleito, Renan ficou proibido de participar de debates em rádio e televisão, perdeu acesso a verbas do fundo eleitoral e não poderia usar a maior parte dos perfis. Depois Toffoli foi sensato ao voltar atrás e liberar a participação em debates e o financiamento da campanha, mas uma decisão dessa magnitude — a suspensão de uma campanha — nem deveria ter sido tomada por um só ministro.
Não há dúvida sobre a ilegalidade da omissão de Renan. O questionamento se restringia à decisão drástica ter sido tomada monocraticamente — e à desproporção da punição aplicada. O TSE não foi provocado pelo Ministério Público ou por adversários na corrida presidencial. Foi Renan quem tomou a iniciativa de retificar as informações prestadas. Só então Toffoli examinou a questão e agiu de forma inédita, já que casos dessa natureza costumam ser punidos com multa. No dia 20 de agosto, o TSE proibiu que o candidato do PRTB à Presidência, Pablo Marçal, tenha acesso aos fundos eleitoral e partidário, que participe de debates e do programa eleitoral no rádio e na televisão. Nesse caso, porém, ele está inelegível, e a decisão da Corte foi colegiada.
Independentemente do caso específico do candidato do Missão, a decisão de Toffoli precisa ser examinada pelo colegiado do TSE, para que não se torne um precedente copiado em tribunais eleitorais país afora. A suspensão de campanhas está prevista na lei, mas não deveria ser aplicada sem motivos que a justifiquem.
Renan Santos na sabatina O GLOBO, CBN e Valor — Foto: Ana Branco / Agência O Globo
No Vila Velha, Elmano promete 'controle do Estado nos territórios'
Escrito por Igor Cavalcantei / DIARIONORDESTE

O governador e candidato à reeleição Elmano de Freitas (PT) afirmou, nesta segunda-feira (31), que pretende ampliar a presença das forças de segurança e garantir o “controle do Estado nos territórios” do Ceará. A declaração foi feita pelo petista pouco antes de uma carreata de campanha no bairro Vila Velha, em Fortaleza.
O governador disse que em um eventual segundo governo pretende ampliar a contratação de policiais. Ele também citou investimentos em tecnologia e a expansão do Batalhão Raio para todo o Estado como medidas para enfrentar a criminalidade.
“Nós vamos colocar mais policiais na rua e não permitir que as ameaças permaneçam para fazer o controle absoluto para dar paz de tranquilidade ao povo cearense”, afirmou.
Elmano também disse que pretende implantar o projeto Nosso Quadrante Seguro. Segundo o candidato, o objetivo é reforçar a presença do Estado e combater ameaças feitas por organizações criminosas a moradores e comerciantes.
"Vamos implantar o projeto do Nosso Quadrante Seguro, que é estabelecer áreas que vamos fazer o controle absoluto dessa área e vamos sair expandindo isso na Capital, na Metropolitana e nos municípios, para que a gente possa, assim, deixar de maneira muito definitiva, o controle do Estado nos territórios onde está a população, enfrentar com muita força ameaças que as facções têm buscado fazer a cidadão de bem, a comerciante"

