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Pesquisa Genial/Quaest: Flávio Bolsonaro empata com Lula em 41% das intenções de voto no segundo turno

Por Hyndara Freitas — São Paulo / o globo

 

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), do Rio de JaneiroO presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

 

 

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) empatados nas intenções de voto para presidente da República, em um eventual segundo turno, ambos com 41%. Os resultados mostram um avanço de Flávio em relação ao levantamento anterior, de fevereiro, quando o senador aparecia com 38% das intenções de voto, contra 43% de Lula.

 

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 9 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais e para menos.  Outras simulações de segundo turno feitas pela Quaest mostram que Flávio é o nome mais forte da direita. Numa eventual disputa entre Lula e Ratinho Júnior (PSD), o atual presidente é o preferido de 42%, contra 33% do governador do Paraná. Lula também lidera contra Romeu Zema (Novo), com 44% de intenções de voto contra 34% do mineiro, e pontua 42% quando a disputa é contra Eduardo Leite (que aparece com 26%).

 

Também foram testados diversos cenários de primeiro turno. No primeiro deles, Lula lidera com 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio. Ratinho Júnior (PSD) aparece em terceiro lugar, com 7%, e Romeu Zema (Novo) com 3%. Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC) pontuam 1% cada, enquanto os indecisos somam 5% e 16% responderam que vão votar em branco ou nulo. Neste caso, o cenário é de estagnação, já que há um mês Flávio aparecia com 31% de intenções de voto no primeiro turno, enquanto o petista aparecia com os mesmos 37%.

 

Em outros cenários, foram incluídos os nomes de outros possíveis candidatos do PSD no primeiro turno. Quando Ronaldo Caiado (PSD) é incluído, ele aparece com 4%. Já no levantamento que considerou Eduardo Leite (PSD), o gaúcho chega a 3%.

 

O PSD ainda estuda qual dos três governadores irá lançar à presidência da República, e a definição deve sair no fim deste mês. O presidente do partido, Gilberto Kassab, tem dito que os resultados das pesquisas serão considerados para a decisão, mas não serão o único critério.

 

Na pesquisa de intenção de voto espontânea, em que o eleitor não recebe uma lista prévia de nomes para escolher, Lula apareceu com 18% das intenções de voto e Flávio com 10%, mas a vasta maioria (69%) disse estar indeciso. Outros candidatos apareceram com 2% e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que não estará nas urnas por estar inelegível, com 1%.

 

Os eleitores foram indagados sobre o peso do apoio de Jair Bolsonaro à candidatura de seu filho, Flávio, e 69% disseram que ficaram sabendo que o ex-presidente havia apoiado o senador, contra 31% que responderam que não tinham conhecimento disso. Para 47% das pessoas ouvidas, Bolsonaro acertou na indicação, e 39% acreditam que ele errou — 14% não sabe ou não respondeu.

 

Outra pergunta foi se Lula merece continuar mais quatro anos como presidente, e neste caso a resposta foi negativa para 59% das pessoas, contra 37% que responderam que sim. Já em relação à pergunta "o que te dá mais medo hoje: Lula continuar ou a família Bolsonaro voltar?", há um empate técnico: 43% respondeu que o medo maior era a continuidade do petista no poder, e 42% disseram que era a volta da família Bolsonaro. Para 58% dos entrevistados, o país está na direção errada e 35% avaliam como certa.

 

Avaliação do governo e da economia

O levantamento ainda mostrou que, para a maioria dos brasileiros, a economia do país está pior e a maior parte dos trabalhadores não se sentiu beneficiado com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com 48% respondendo não ter sentido diferença na renda após a mudança no IR. Outros 34% disseram que a renda aumentou, mas não muito, e apenas 17% diz que o aumento foi significativo. Para 48% dos entrevistados, a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses, enquanto 26% acreditam que ficou do mesmo jeito. Somente 24% responderam que houve melhora na economia.

 

Os números representam uma piora na visão sobre o governo em relação à pesquisa anterior, feita em fevereiro, quando 43% consideravam que a economia havia piorado e 30% dizia que estava do mesmo jeito. Já o percentual dos que acreditam que melhorou é o mesmo das duas pesquisas anteriores. A expectativa de melhora no futuro vem caindo desde janeiro e está agora em 41%, contra 34% que esperam piora e 21% que acham que vai ficar do mesmo jeito. No geral, a desaprovação do governo também supera a aprovação, ainda que a oscilação tenha ficado dentro da margem de erro em comparação à pesquisa de um mês atrás.

 

Outras pesquisas

 

No fim de semana, pesquisa Datafolha mostrou um empate técnico entre Lula e Flávio, com 46% do atual presidente contra 43% do senador. Na comparação com o levantamento anterior, realizado no início de dezembro, a vantagem de Lula contra Flávio caiu de 15 para 3 pontos. Antes, o petista aparecia com 51% das intenções de voto, contra 36% do senador na segunda rodada do pleito. Nesta quarta, também foi divulgada pesquisa Meio/Ideia com um resultado semelhante: o petista aparece com 47,4% das intenções de voto, enquanto o filho de Bolsonaro tem 45,3%.

Genial/Quaest: em meio a desfile e caso Master, rejeição a Lula sobe e descola de aprovação pela primeira vez desde setembro

Por Hyndara Freitas — São Paulo / O GLOBO

 

 

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), mostra que o governo Lula (PT) segue com dificuldades para fazer a aprovação superar a desaprovação, o que não acontece desde dezembro de 2024. A maioria dos entrevistados (51%) desaprova a gestão Lula, enquanto 44% aprovam. Essa é a maior discrepância entre os grupos — sete pontos percentuais de diferença, acima da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos — desde julho de 2025, quando a desaprovação superava a aprovação por dez pontos percentuais e o governo iniciava uma leve recuperação da popularidade após a crise do Pix.

 

Numericamente, a visão negativa sobre o governo subiu e a positiva diminuiu, na esteira das investigações relacionadas ao caso Master, que têm respingado negativamente no governo, na quebra de sigilo de Lulinha no âmbito das investigações sobre desvios de recursos do INSS e no desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou Lula em fevereiro, mas atacou famílias conservadoras e gerou uma onda de críticas de setores evangélicos.

 

Nas últimas semanas, aliados do presidente têm tentado colar a crise do Master no governo Jair Bolsonaro (PL) e em figuras da direita e do centrão, ao mesmo tempo que bolsonaristas têm explorado cada vez mais, nas redes e nos discursos, as suspeitas que pesam contra Lulinha.

 

Quando indagados como avaliam o governo Lula, 43% responderam que a avaliação é negativa, enquanto para 31% o governo é positivo e, para 25%, é regular, e 1% não sabe ou não respondeu. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 9 de março.

 

A maior desaprovação de Lula está entre eleitores do Sul, onde 60% desaprovam a gestão e 35% aprovam, seguidos do Centro-Oeste e Norte, onde 59% desaprovam a gestão contra 36% que aprovam. No Nordeste, por outro lado, 65% aprovam e 31% desaprovam. No Sudeste, o índice de desaprovação chega a 58% e de aprovação a 37%.

 

Com relação a gênero, a desaprovação entre os homens chega a 55%, contra 41% de pessoas do sexo masculino que aprovam sua gestão. Entre as eleitoras do sexo feminino, 48% desaprovam e 46% aprovam o governo.

 

O levantamento também comparou a gestão atual com os outros mandatos do petista na presidência da República. Para 47%, o governo está pior, e para 21% está melhor. Outros 19% responderam que "igual, já esperava que fosse bom" e 10% "igual, já esperava que fosse ruim", e 3% não sabem ou não responderam.

 

IR não surte efeito na avaliação da economia

Na área econômica, o governo também enfrenta dificuldades na opinião pública. Para a maioria (48%), a economia do país piorou e a maior parte dos entrevistados na pesquisa (66%) disse não ter se sentido beneficiado com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, e apenas 17% considera que o aumento na renda após a mudança foi significativo.

 

Para 48% dos entrevistados, a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses, enquanto 26% acreditam que ficou do mesmo jeito. Somente 24% responderam que houve melhora na economia. Os números representam uma piora na visão sobre o governo em relação à pesquisa anterior, feita em fevereiro, quando 43% consideravam que a economia havia piorado e 30% dizia que estava do mesmo jeito.

 

Já o percentual dos que acreditam que melhorou é o mesmo das duas pesquisas anteriores. A expectativa de melhora no futuro vem caindo desde janeiro e está agora em 41%, contra 34% que esperam piora e 21% que acham que vai ficar do mesmo jeito.

 

Em termos eleitorais, a pesquisa também mostra que Lula empataria com Flávio Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno: os dois aparecem com 41%. Os resultados mostram um crescimento do senador em relação ao levantamento feito um mês atrás, quando ele aparecia com 38% contra 43% do petista.

Deputados da oposição na Alece confirmam estratégia de migrar para o PSDB, mas aguardam PL e União

Escrito por Marcos Moreira / DIARIONORDESTE
 

Parte dos deputados estaduais oposicionistas deve migrar para o PSDB durante a janela partidária deste mês, confirmando a estratégia sinalizada ainda em janeiro. Foi o que confirmaram os parlamentares do grupo nesta terça-feira (3), durante o “Café da Oposição” da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), embora admitam o cenário de indefinições do União Brasil e do PL.

 

Como mostrou o PontoPoder, a tática envolve a ida de pelo menos cinco parlamentares para a sigla comandada por Ciro Gomes (PSDB), o que pode esvaziar as bancadas do PDT e do União Brasil na Casa. Por sua vez, nomes com maior potencial eleitoral para a Câmara dos Deputados devem disputar pelo União.

 

“A vontade de nós irmos para o PSDB já tá decidida. Mas foi pedido pelo Ciro que nós esperássemos a questão do União Progressista e também das definições que estão acontecendo na nacional do PL”, afirmou o deputado estadual Felipe Mota (União), anfitrião do encontro da oposição nesta manhã.

 

O panorama citado pelo parlamentar diz respeito à disputa interna pelo comando da Federação União Progressista no Ceará, em meio ao processo de formalização do arranjo partidário junto à Justiça Eleitoral. Enquanto uma ala é formada por opositores declarados, outro campo é aliado ao Governo Elmano de Freitas (PT). Além disso, o PL ainda não cravou a aliança com Ciro.

 

Levando isso em conta, Felipe Mota sinalizou que a oficialização do destino partidário deve ser concretizada até 30 de março. “Nós concordamos que todos nós tenhamos um ato para filiarmos todos nós, assim que nós possamos ter um evento onde todos nós, querendo ou não, serão seis, sete deputados, nós seremos a terceira maior bancada agora da Assembleia Legislativa”, projetou. 

 

Por outro lado, Felipe Mota acredita que a chapa proporcional do PSDB para deputado estadual será a mais competitiva no pleito eleitoral de 2026, com a perspectiva de conseguir até 10 cadeiras na Assembleia Legislativa.

“A ideia do PSDB é eleger entre nove e 10 deputados estaduais. E a margem de votos vai ficar entre 30 e 33.000 votos a última vaga, o último eleito tem 30.000 votos. Essa daí é uma decisão que nós já estamos, a gente já subiu, já desceu, já calculou, nós teremos duas vagas de 30 a 33 mil votos”
Felipe Mota
Deputado estadual pelo União Brasil

Por sua vez, Heitor Férrer (União) defendeu que o bloco opositor “caminhará junto”. “Nós que estamos aqui todos na oposição e que estamos abraçando a candidatura do Ciro Gomes, iremos todos para o mesmo partido. Ao que tudo indica, a nossa janela será para o PSDB”, indicou o parlamentar, acrescentando que o grupo ainda aguarda definições.  

“Qual é a pendência? É que nós temos que até a abertura da janela, o UP (União Progressistas) defina concretamente a direção no estado e defina concretamente o apoio à candidatura (de Ciro), porque nós precisamos de composição e nós precisamos de recursos para a campanha caminhar. Mesmo sabendo que o nome do Ciro está acima de recursos. 

BANCADA INFLADA

Atualmente, o PSDB tem apenas uma das dez cadeiras da oposição no Parlamento, com Emília Pessoa (PSDB). A partir da estratégia, os deputados Felipe Mota (União), Sargento Reginauro (União), Heitor Férrer (União), Cláudio Pinho (PDT) e Queiroz Filho (PDT) podem migrar para legenda tucana durante a janela partidária, entre 5 de março e 3 de abril, quando as trocas entre partidos são liberadas.   

Por sua vez, os deputados estaduais Lucinildo Frota e Antônio Henrique — os outros dois membros da bancada do PDT — estão apalavrados com o PL desde o primeiro semestre de 2025. Contudo, a chegada de Ciro ao PSDB ainda pode alterar essa composição.

Caso as mudanças se concretizem, o PSDB passaria a ter a 3ª maior bancada da Assembleia com seis parlamentares, atrás apenas de PT (10) e PSB (9), ambos do núcleo governista. O número pode chegar a oito, caso Lucinildo e Antônio Henrique decidam ir ao partido de Ciro. 

Por outro lado, o PDT deixaria de ter representação na Casa com a saída do quarteto oposicionista, enquanto o União ficaria apenas com Firmo Camurça, deputado da base do Governo Elmano. 

A ala opositora mira dois objetivos principais: o fortalecimento do PSDB para o pleito eleitoral e a formação de uma bancada aliada para um possível mandato de Ciro Gomes (PSDB) no Governo do Estado.

QUARTETO DE SAÍDA

Desde o ano passado, Antônio Henrique, Cláudio Pinho, Lucinildo Frota e Queiroz Filho já sinalizavam a saída do PDT, aguardando apenas a janela para a confirmação. O quarteto passa, ainda, por um processo de expulsão do partido, que deve acelerar a migração para outras legendas. 

Questionado pelo PontoPoder, durante o “Café da Oposição”, o deputado Queiroz Filho (PDT) sinalizou que o grupo pode ir mesmo para o PSDB, mas evitou cravar posição. Segundo o parlamentar, a ideia é aguardar a janela partidária para fazer qualquer movimentação.

 
“A ideia da oposição aqui, inclusive, que estão conversando é para os pré-candidatos e pré-candidatas a estadual devem ir para o PSDB. O que está impressionando é a procura de muita gente, muitas lideranças querendo e confirmando que devem se filiar ao PSDB, principalmente nessas pré-candidaturas a deputado estadual, porque tende a ser a chapa mais competitiva”
Queiroz Filho
Deputado estadual pelo PDT

Além de Felipe Mota, Heitor Férrer e Queiroz Filho, os deputados Antônio Henrique, Cláudio Pinho, Lucinildo Frota e Dra. Silvana (PL) também participaram do “Café da Oposição” desta terça-feira. Sargento Reginauro (União) fez uma participação remota no encontro, por estar internado diante da reincidência de um linfoma não-Hodgkin (LNH).

INDEFINIÇÕES DO PL

Mesmo diante da presença recorrente de membros do PL nos encontros da oposição, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vive um cenário de impasses na aliança com Ciro Gomes. 

O partido chegou a anunciar uma suspensão das conversas em torno do ex-ministro para o Palácio da Abolição, ainda em dezembro. Contudo, anotações do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da República, indicam que o apoio a Ciro pode ter o aval nacional.

Mesmo assim, o presidente estadual do PL, o deputado federal André Fernandes, afirmou que as conversas seguem suspensas e, "no momento oportuno", a decisão deve ser tomada, durante manifestação da direita bolsonarista realizada na Praça Portugal, na tarde do último domingo (1º).

"Vamos conversar com todos os participantes do Partido Liberal e definir com certeza a melhor chapa de oposição no estado do Ceará, mas não tem nada definido até então", defendeu o dirigente do PL.

 

 

 
 
e partidos e acima de recursos”
Heitor Férrer
Deputado estadual pelo União Brasil
 
 
 
 
 

PDT Ceará confirma desfiliação da bancada estadual, em acordo para evitar expulsão

Escrito por Marcos Moreira / DIARIONORDESTE
 
 
Foto dos deputados Antônio Henrique, Cláudio Pinho, Lucinildo Frota e Queiroz Filho com o André Figueiredo ao centro.
Legenda: Antônio Henrique, Cláudio Pinho, Lucinildo Frota e Queiroz Filho sairão do PDT durante a janela partidária, confirmou
 

Os deputados estaduais Antônio Henrique, Cláudio Pinho, Lucinildo Frota e Queiroz Filho deixarão o PDT nesta semana, após um acordo com o comando da sigla para evitar o andamento do processo de expulsão. A saída foi confirmada pelo presidente estadual do partido, deputado federal André Figueiredo (PDT), em contato com o PontoPoder, nesta segunda-feira (9).

 

Inicialmente, uma reunião do diretório do PDT estava marcada para esta segunda, com o objetivo de deliberar sobre a expulsão dos parlamentares. A ação leva em conta a aliança do quarteto com o PL e o alinhamento com a oposição na Assembleia Legislativa (Alece), enquanto a agremiação está na base do Governo Elmano de Freitas (PT). 

 

 No entanto, o encontro foi suspenso para que os deputados oficializem a desfiliação antes do procedimento de expulsão avançar, segundo André. À época da abertura do processo, em janeiro, o dirigente já havia sinalizado essa intenção de evitar qualquer “constrangimento”. 

 

Por sua vez, o deputado Cláudio Pinho, líder do PDT na Assembleia Legislativa (Alece), confirmou ao PontoPoder que a desfiliação deve acontecer até quarta-feira (11).

 

FUTURO PARTIDÁRIO

Os quatro deputados já haviam sinalizado a ideia de deixar o partido durante a janela partidária deste mês — período no qual as trocas entre siglas são liberadas —, com o PSDB como possível destino. A partir da saída do quarteto, o PDT deixa de ter bancada na Alece. 

 

Na última quarta-feira (4), em entrevista coletiva na Alece, Cláudio Pinho sinalizou que deve ir para o PSDB, em articulações para apoiar a possível candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Estado. O parlamentar também criticou o processo de expulsão do PDT.

 

A movimentação reforça a estratégia da oposição de filiar até oito parlamentares no PSDB, um cálculo que envolve a migração partidária dos deputados Felipe Mota (União), Heitor Férrer (União) e Sargento Reginauro (União), além do quarteto do PDT. 

 

Por outro lado, Antonio Henrique e Lucinildo Frota estavam apalavrados com o PL, mas a ideia de inflar a bancada do PSDB na Alece pode levá-los à sigla tucana. O novo partido do quarteto precisará ser sacramentado até 3 de abril, último dia da janela partidária. 

 

CASO PP CELL

Em paralelo, o PDT Fortaleza adiou a análise da expulsão do vereador PP Cell, também prevista para esta segunda-feira (9). O Conselho de Ética da sigla já aprovou o parecer favorável pelo afastamento em 8 de janeiro.

 

Questionado pelo PontoPoder, André confirmou que o andamento do processo foi suspenso de forma temporária. “Mas eu acho que até o final do mês a gente resolve”, sinalizou. Já o presidente do PDT Fortaleza, Iraguassú Filho, disse apenas que não havia reunião convocada para hoje. 

 

caso de PP Cell é fruto de uma representação apresentada pelo vereador Adail Júnior e leva em conta possíveis “questões de desvio das ações do partido”, como apoio a André Fernandes (PL) na eleição pela Prefeitura de Fortaleza em 2024, além de oposição ao prefeito Evandro Leitão (PT). 

 

Após a deliberação do Conselho de Ética pela expulsão, em 11 de janeiro, PP Cell se manifestou contra a decisão. “O PDT se rendeu aos encantos do PT e queria que eu apoiasse também o PT. E eu disse que não ia apoiar, vou manter a minha coerência, vou manter a minha linha de atuação”, pontuou o parlamentar, em vídeo nas redes sociais.

Cid diz que não tem ‘problemas’ com Camilo e volta a defender Junior Mano para o Senado

Escrito por Beatriz Matos, de Brasília / DIARIONORDESTE
 

O senador Cid Gomes (PSB) afirmou, nesta terça-feira (3), em entrevista em Brasília, que não tem “problemas” com o ministro Camilo Santana (PT). A declaração ocorre dias depois do parlamentar declarar que não está mais tão próximo ao ex-governador.

“Não tenho problema nenhum com ele. Eu não aprendi ainda a não dizer a verdade. Então tudo que eu falo é verdade”, afirmou o senador.

Cid reconheceu, no entanto, que a relação com o ministro tem sido mais distante nos últimos tempos. Segundo ele, os dois têm tido “pouco contato” e “pouca proximidade” ultimamente.

Questionado sobre o encontro com Camilo, neste fim de semana no Ceará, o senador não deu detalhes do assunto tratado na reunião. Cid disse apenas que político não conversa só de política e que as candidaturas só serão definidas no início de agosto.

“Político também não fala só sobre política, não. Tem vida”, disse. “No jantar só amenidades mesmo, não teve nada. Comentamos o evento, que foi muito bom, animado e festivo”, acrescentou.

Segundo o senador, neste momento os partidos estão concentrados nas filiações de possíveis candidatos, etapa que antecede a definição das chapas para as eleições. Ele afirmou ainda que as conversas políticas devem se intensificar neste mês de março, com reuniões semanais entre lideranças para discutir o cenário eleitoral.

Apoio à Júnior Mano

O senador voltou a reforçar o nome do deputado federal Júnior Mano (PSB) para a candidatura ao Senado na chapa governista, caso o PSB tenha vaga na majoritária do grupo do governador Elmano de Freitas (PT).

“Eu tenho com ele um compromisso pessoal de que defender o nome dele numa vaga majoritária que o PSB eventualmente venha a ter”, afirmou.
Cid ponderou, no entanto, que a definição da chapa dependerá da correlação de forças entre os partidos da base aliada.

“Isso não está escrito nas estrelas. Política é uma correlação de forças, vai ser o tamanho de cada partido que vai definir quem é quem”, declarou.

Relação Cid x Camilo

Antes de encontrar Cid em agendas pelo Ceará no último fim de semana, o ministro colocou panos quentes na relação com o aliado, declarando que são “irmãos”.

“Não há nenhuma questão entre mim e o senador Cid. Nós somos irmãos, amigos. O que acontece é que está difícil nos encontrarmos”, afirmou o ministro.

Camilo tem declarado que apenas a candidatura de Elmano está confirmada na chapa, e que os demais nomes serão definidos no momento certo. O ministro, porém, chegou a defender por diversas vezes a reeleição de Cid Gomes, que tem declinado da possibilidade.

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