PEC do Trabalho Flexível merece atenção do Senado
Por Editorial / O GLOBO
O plenário do Senado — Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
O debate na Câmara sobre o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, ou 6x1, não foi contaminado apenas por interesses eleitoreiros, mas também pelo preconceito injustificável contra os empresários. Nos discursos demagógicos que antecederam a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a escala 6x1 foi comparada à escravidão, enquanto os empreendedores eram tomados por exploradores insensíveis, condenados moralmente apenas por correr o risco de tocar um negócio. É inacreditável que, num país onde vigoram livre mercado e livre-iniciativa, prosperem no Parlamento tais comparações estapafúrdias, demonizando quem gera emprego e responde pelo funcionamento da economia.
Com tanto preconceito, nenhuma das ponderações sensatas dos empresários a respeito da proposta aprovada na Câmara foi contemplada. Ninguém levou em conta o impacto no desemprego, na informalidade ou na produtividade. Ao contrário, os deputados deram tramitação-relâmpago a uma PEC com um período de transição inviável, cheia de consequências perniciosas. Agora ela está no Senado, onde se espera análise mais racional.
Os parlamentares deveriam iniciar o debate dando atenção à PEC alternativa do senador Rogério Marinho (PL-RN), a PEC do Trabalho Flexível. Ela prevê que o empregado ajuste sua jornada de acordo com a necessidade, escolhendo entre o regime previsto pela CLT ou um regime baseado em horas trabalhadas que garante direitos como férias ou décimo terceiro. A proposta estabelece compensação de horários e redução da jornada mediante acordo. Prevalece o combinado em contrato individual de trabalho sobre a negociação coletiva. A carga horária trabalhada serve de base ao cálculo de direitos como férias, décimo terceiro e FGTS. O objetivo, diz Marinho, é ampliar “a liberdade e autonomia do trabalhador na escolha de sua jornada de trabalho”.
Na terça-feira, a proposta recebeu o apoio de cerca de 3 mil entidades empresariais em carta aberta. “Quer trabalhar menos horas por dia para conseguir estudar ou cuidar dos filhos? Você pode. Quer trabalhar mais em dezembro, quando o movimento está lá em cima, para entrar o ano sem dívida? Também dá. E tudo isso com os direitos da CLT garantidos. É o melhor dos dois mundos: a proteção da CLT com o benefício de decidir sobre a própria vida”, diz a carta. “O garçom, que vive da taxa adicional de serviço, não quer uma lei que tire seus melhores dias de trabalho. O vendedor, que conta com a comissão, precisa de tempo para vender, não de uma folga obrigatória.” A PEC de Marinho tornaria o trabalho mais flexível sem as consequências nefastas da PEC da Câmara. Ao contrário, permitiria a adequação da jornada à necessidade da atividade e ao nível de produtividade exigido pela economia.
Ao fim da votação na Câmara em maio, não faltaram festejos e declarações de júbilo. Raras foram as menções aos problemas. Mas é ilusão acreditar que todas as empresas terão condições de arcar com o aumento de custos gerado pelo fim da escala 6x1. Contratações por fora, com perda de direitos, e demissões serão inevitáveis. Os deputados acham que existe mágica. Não existe. Os senadores têm agora a oportunidade de aperfeiçoar as relações trabalhistas sem ilusionismo nem preconceito contra quem quer trabalhar, gerar riqueza e oportunidades para o Brasil crescer.
Retrocessos institucionais costumam ser difíceis de quantificar. Muitas vezes seus efeitos aparecem apenas anos depois, diluídos em mudanças aparentemente técnicas que enfraquecem regras, reduzem controles ou ampliam privilégios. O levantamento publicado
Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP
Após pegar o governo brasileiro “de surpresa” no início de maio, a União Europeia (UE) acaba de oficializar o veto, válido a partir de setembro, à compra de carnes, aves, peixes e mel do Brasil, o que sugere mais um cochilo do lado brasileiro.
Inadmissível em qualquer época, a soneca do governo é especialmente injustificável nos tempos atuais, de escalada do protecionismo e maior disputa por mercados globais. A decisão pode representar uma perda gigantesca ao agronegócio brasileiro, que no ano passado exportou cerca de US$ 1,8 bilhão desses produtos ao bloco europeu.
De acordo com a UE, o Brasil não apresentou informações suficientes que garantam o cumprimento do regulamento de uso de antimicrobianos nas criações, tais como antibióticos.
Em nota, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou repúdio ao veto da UE e afirmou que a decisão vai na contramão do acordo entre o Brasil e a União Europeia, representando uma tentativa de “mudar as regras de forma casuística”.
A reação da Faesp é perfeitamente compreensível. O que chama a atenção é o Brasil, principal economia do Mercosul, dar-se ao luxo de ser surpreendido com medidas de potencial impacto bilionário a esta altura dos acontecimentos, depois de ter se empenhado tanto para que o acordo com a UE fosse aprovado. Para piorar, o regulamento da UE contra antimicrobianos era de conhecimento público desde 2018, mas o Brasil não tomou as providências necessárias a tempo.
Não é segredo para ninguém que a UE joga duro com o agronegócio sul-americano, mas mesmo assim países como Argentina e Colômbia seguem aptos a exportar carne para o mercado europeu. O México é outro produtor autorizado a exportar proteína animal para a UE.
De modo geral, entidades do agronegócio defendem a seriedade da inspeção sanitária do Brasil e avaliam que a decisão da UE não está ligada a nenhum problema com os rebanhos em si, mas com a questão da documentação. Ainda em maio, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes recordou que o Brasil exporta carne para mais de 170 países, “sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo”. Já a Sociedade Rural Brasileira destacou que o Brasil tem capacidade técnica para atender às exigências internacionais. A entidade defendeu ainda que o País promova uma investigação detalhada sobre quais etapas do cronograma de adequação não avançaram dentro do prazo previsto pela UE.
É o mínimo que se espera, não só para que o veto às exportações de carne brasileira seja revisto, mas principalmente para que o País use esse desafortunado caso como oportunidade para reforçar seus protocolos e não ser pego cochilando em outras situações.
Embora tenha sido atualizada recentemente, a regulamentação europeia sobre o uso de antimicrobianos é de 2019. Não era difícil prever que cedo ou tarde essa exigência seria cobrada com mais rigor dos países exportadores. Num mundo em que as regras comerciais são cada vez mais mutantes, é preciso estar preparado para todos os cenários, principalmente os previsíveis, como nesse caso.
A dimensão do retrocesso
Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP
Retrocessos institucionais costumam ser difíceis de quantificar. Muitas vezes seus efeitos aparecem apenas anos depois, diluídos em mudanças aparentemente técnicas que enfraquecem regras, reduzem controles ou ampliam privilégios. O levantamento publicado pelo Estadão há alguns dias tem o mérito de transformar um desses retrocessos em números concretos antes mesmo de ele se consumar.
A reportagem mostra que entre 2018 e 2025, partidos políticos declararam ao menos R$ 163,5 milhões em juros, multas eleitorais e devoluções de recursos (R$ 184,7 milhões, em valores corrigidos pela inflação). São despesas decorrentes de atrasos, irregularidades, descumprimento de obrigações legais ou uso inadequado de verbas públicas. Pela minirreforma eleitoral aprovada pela Câmara no mês passado, esses valores poderão ser pagos com recursos do Fundo Partidário ou ter sua cobrança facilitada por parcelamentos que chegam a 15 anos. O texto ainda precisa ser votado pelos senadores e não há previsão de quando isso deve ocorrer.
Até lá, esses milhões de reais ajudam a representar a dimensão financeira de uma escolha política consciente dos deputados. Ao aprovar a nova regra, a Câmara decidiu que parte relevante das consequências econômicas impostas aos partidos por órgãos de controle poderá ser absorvida, direta ou indiretamente, pelo próprio sistema de financiamento público da atividade partidária.
A contradição é evidente. Recursos públicos destinados ao fortalecimento da democracia passam a financiar punições decorrentes do uso inadequado desses mesmos recursos. Em qualquer área da administração pública, a lógica pareceria absurda e funcionaria como uma espécie de absolvição indireta aos erros cometidos. No sistema político brasileiro, tornou-se perfeitamente aceitável.
Mais preocupante ainda é o efeito institucional dessa mudança. O debate público sobre sanções eleitorais costuma concentrar atenção em casos de cassação de mandato, inelegibilidade ou perda de direitos políticos. São medidas que naturalmente despertam maior interesse por afetarem diretamente a representação popular. Ocorre que a maioria das decisões da Justiça Eleitoral que se tem notícia não trata desses temas.
Na prática, o principal instrumento de fiscalização exercido pela Justiça Eleitoral sobre partidos e campanhas é justamente de natureza econômico-financeira. Multas, devoluções de recursos e outras penalidades patrimoniais constituem o núcleo cotidiano da atividade de controle exercida pelos tribunais eleitorais.
Não se trata de defender cassações em massa nem de minimizar a importância da estabilidade institucional. A perda de um mandato legitimamente conquistado nas urnas é uma medida extrema que deve continuar cercada de cautelas. Mas é precisamente por isso que as sanções econômicas têm papel tão relevante no sistema eleitoral. Elas funcionam como o mecanismo ordinário de correção e disciplina das condutas partidárias.
Quando o sistema político cria mecanismos para neutralizar essas consequências, não elimina formalmente as punições, mas reduz significativamente sua capacidade de produzir efeitos concretos.
O contraste se torna ainda mais incômodo diante do anúncio recente da distribuição dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para 2026. O financiamento público de campanhas foi concebido como uma resposta aos abusos do antigo modelo de doações empresariais e como instrumento de proteção da democracia contra a captura pelo poder econômico. Sua legitimidade depende, portanto, de mecanismos robustos de controle e prestação de contas.
A proposta aprovada pela Câmara segue na direção oposta. Os R$ 163,5 milhões identificados pelo Estadão mostram que a mudança não apenas flexibiliza normas eleitorais, mas também enfraquece o principal mecanismo de responsabilização que os partidos efetivamente enfrentam. O levantamento dá rosto e valor ao problema. É a conta, em dinheiro vivo, de mais um retrocesso produzido por um sistema político cada vez mais empenhado em proteger a si próprio.
O cacoete autoritário da Justiça Eleitoral
Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP
O ministro Kassio Nunes Marques inaugurou sua presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da pior maneira possível: censurou uma pesquisa realizada pela AtlasIntel sob o pretexto de que a metodologia da empresa teria “induzido” os respondentes a ter uma opinião negativa sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Em favor do ministro Nunes Marques, pode-se dizer que ele nada mais fez do que confirmar o já tradicional cacoete autoritário da Justiça Eleitoral, obcecada em tutelar os eleitores como se estes fossem incapazes de formar seus próprios juízos a partir do que veem, leem e ouvem.
Recorde-se, por exemplo, que, na campanha eleitoral de 2022, o mesmo TSE mandou derrubar publicações em rede social que vinculavam o então candidato petista à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a vários escândalos de corrupção na época em que o PT estava no poder. O argumento do voto vencedor, proferido pelo então ministro Ricardo Lewandowski, era de que as publicações promoviam “desordem informacional”, uma vez que Lula “nunca teve oportunidade de exercer sua defesa”. Para arrematar, o então presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, declarou que as publicações manipulavam “premissas verdadeiras” para produzir “desinformação de segunda geração”. Vê-se logo que a criatividade censória dos ministros do TSE é bastante prolífica.
O caso do ministro Nunes Marques, por sua vez, configura uma brutal interferência do TSE na produção de pesquisas eleitorais, instrumentos essenciais à medição da opinião dos cidadãos sobre uma miríade de temas que podem ter influência nas eleições. Tão essenciais que a campanha de Flávio Bolsonaro procurou sofregamente desacreditar a pesquisa da AtlasIntel que detectou queda considerável do apoio à sua pré-candidatura depois que veio a público a relação muito próxima do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, protagonista da maior fraude financeira já cometida no País.
Em respeito à Resolução do TSE 23.727, a petição inicial do PL, partido de Flávio, até continha um pedido de laudo técnico sobre a pesquisa a fim de que se atestasse se houve, de fato, enquadramento desfavorável ao senador, razão para impugnação do levantamento. Nunes Marques deveria ter indeferido a liminar e aguardado a produção dessa prova pericial. A Justiça Eleitoral é norteada pelo princípio da intervenção mínima. Na dúvida, deveria ter prevalecido o primado constitucional da liberdade de expressão. O cerceamento de circulação de informação de interesse público é ato excepcionalíssimo, não regra.
Na noite de anteontem, o TSE se reuniu para julgar o caso, mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista da ministra Estela Aranha. De todo modo, Nunes Marques apresentou seu voto, reiterando os termos da censura – providência, aliás, de alcance praticamente nulo, haja vista que o impacto negativo sobre a candidatura de Flávio já foi amplamente aferido, inclusive por outros institutos de pesquisa. O que se extrai de toda essa história é que o TSE conseguiu, mais uma vez, colocar em xeque a sua própria credibilidade, não a da AtlasIntel.
É preciso lembrar que o TSE não é especialista em metodologia de pesquisa, e nem está entre suas atribuições sê-lo. Cabe à Justiça Eleitoral apenas organizar os pleitos, avaliar a legalidade das candidaturas e garantir a paridade de armas entre os candidatos. Nada mais do que isso. As empresas de pesquisa sérias seguem padrões técnico-metodológicos que garantem a preservação de seu principal ativo: a credibilidade. A ser referendada essa liminar aberrante, nenhuma pesquisa poderá ser publicada sem ter sua metodologia aprovada previamente pelo TSE, um evidente absurdo.
O pedido de censura da pesquisa AtlasIntel não deveria ter sido conhecido. Tendo decidido liminarmente pela censura, Nunes Marques tinha de ser o primeiro a reconhecer seu erro, mas o reiterou em plenário. Agora, cabe à maioria de seus pares restaurar não só a liberdade de expressão, como a lisura da própria Corte.
Pacotão do Senado chega a R$ 386 bi, é visto como pauta-bomba no governo e inconstitucional no STF
Por Raquel Landim / O ESTADÃO DE SP
Se chegar a ser aprovado, o pacotão de “pautas-bomba” do Senado deve ser declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Técnicos do ministério da Fazenda ainda estavam refazendo as contas, mas as estimativas apontavam para um custo de R$ 386 bilhões ao longo dos anos. As derrotas para o governo vieram em diferentes comissões e até no plenário.
Logo pela manhã, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) passou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que oferece aposentadoria especial aos agentes de saúde, com impacto fiscal de R$ 99 bilhões para a União e R$ 70 bilhões para os municípios.
Na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), foi aprovado o projeto de lei que eleva o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas, com custo de R$ 47 bilhões para a União e R$ 30 bilhões para os municípios. À noite, o plenário do Senado votou a renegociação da dívida de grandes produtores rurais, cujo prejuízo para o Tesouro chega a R$ 140 bilhões em dez anos.
O pano de fundo da hecatombe fiscal é o mal-estar entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Insatisfeito com a pressão do governo e das redes sociais para a aprovação da PEC do fim da escala 6x1, Alcolumbre desistiu de segurar os seus pares por medidas eleitoreiras às vésperas do pleito de outubro.
Coube ao decano do STF, o ministro Gilmar Mendes, o papel de adulto na sala. Sem citar o pacotão de “pautas-bomba” do Senado, Gilmar lembrou que o Congresso Nacional não pode criar despesas a serem suportadas por Estados e municípios sem indicar a fonte de custeio.
E que há jurisprudência no Supremo, que suspendeu o piso nacional da enfermagem pela ausência da fonte de recursos e pela necessidade da União de repassar o dinheiro para os entes subnacionais.
Traduzindo: o que faziam os senadores do outro lado da praça dos Três Poderes é inconstitucional e deve ser derrubado no STF caso prospere. O ministro recebeu um telefonema de agradecimento do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que viveu um de seus piores dias no cargo até aqui.
Operação da PF e CGU em seis municípios investiga fraudes em contratos públicos no Ceará
A Polícia Federal deflagrou nova operação, na manhã desta terça-feira (9), para investigar suposto esquema criminoso que envolve licitações com indícios de fraude e desvios de recursos públicos federais em contratos de prefeituras cearenses. Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 18ª Vara da Justiça Federal, em seis municípios do Ceará.
As investigaões iniciaram em 2025, após o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) noticiar que "empresas sem estrutura logística e operacional teriam apresentado movimentação de valores acima de suas capacidades financeiras" entre 2017 e 2023.
Essas empresas teriam participado de processos licitatórios, recebendo recursos de entes da administração pública na ordem de 29 milhões de reais. Parte desse valor teria sido posteriormente repassado para possíveis servidores públicos.
Municípios investigados
Dentre as cidades que estão sendo foco da Operação Rota Fantasma, estão:
- Jaguaribe;
- Jaguaretama;
- Brejo Santo;
- Acopiara;
- Abaiara;
- Iracema.
Com colaboração da Controladoria-Geral da União, as buscam apuram especificamente algumas contratações de serviços de locação de veículos e realização de obras para secretarias de Jaguaretama, Acopiara, Abaiara, Iracema e Jaguaribe.
Apreensão de documentos e mídias
Os agentes devem apreender documentos e mídias para:
- Instrução de Inquérito Policial;
- Individualização da atuação dos suspeitos nos crimes investigados;
- Levantamento da destinação dos recursos públicos repassados pela União aos referidos Municípios.
A operação busca eventuais desvios ou apropriação praticados por integrantes das secretarias e comissão de licitação.
Os investigados podem responder pelo cometimento dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações, além de lavagem de capitais. As investigações seguem, agora, com a análise do material apreendido.

Legenda: As buscas devem apreender documentos e mídias para instrução de Inquérito Policial.
Foto: Divulgação/Polícia Federal.

