Presidente da CPI do INSS pede suspensão por seis meses da cobrança de consignado
Por Levy Teles / O ESTADÃO DE SP
BRASÍLIA – O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), quer que se avalie a suspensão por seis meses da cobrança em operações de empréstimo consignado do INSS. O senador disse nesta segunda-feira, 17, que vai encaminhar aos órgãos competentes, como o Banco Central, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o INSS, todas as informações preliminares que a CPMI já identificou sobre irregularidades.
“Aposentado pagando por empréstimo que não fez. Conta aberta sem autorização. Adiantamento compulsório. Renda destruída. Por isso recomendo que seja avaliada a suspensão temporária de 180 dias nos consignados. Durante esses 180 dias, os bancos não poderão descontar nenhuma parcela no benefício. É proteção, não privilégio”, escreveu Viana em publicação na rede social X.
Em outra publicação em rede social, Viana disse que o pedido de pausa por 180 dias é uma “medida de proteção”.
“É apenas uma pausa emergencial para proteger quem está sendo prejudicado por fraudes. É uma medida de proteção, não de punição. É justiça com quem trabalhou a vida inteira. E a CPMI seguirá firme até corrigir todas essas irregularidades”, disse.
Como mostrou o Estadão em setembro, o relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que pretende investigar suspeitas relacionadas a empréstimos consignados oferecido por bancos.
Segundo ele, as fraudes com consignados podem chegar a R$ 70 bilhões, caso o montante de adesões não autorizadas feitas por associações de aposentados tenha sido replicado por bancos. O valor é dez vezes maior que o rombo mapeado até agora com as associações, entre 2016 e 2025.
Tanto Gaspar quanto Viana pretendem direcionar o foco para o consignado na próxima fase da CPI, que terá início no próximo ano.
Tanto Gaspar quanto Viana pretendem direcionar o foco para o consignado na próxima fase da CPI, que terá início no próximo ano.
MP de reforma do setor elétrico pode custar R$ 16 bi na conta de luz sem vetos de Lula
Alexa Salomão / FPÇHA DE SP
O custo com a MP (medida provisória) 1.304 para a conta de luz pode encostar em R$ 16 bilhões, segundo estimativas da Abrace, entidade que representa empresas que são grandes consumidoras de energia. Esse valor tem potencial para elevar a conta de luz em até 3% ao ano, a depender do cronograma de compra.
A Abrace defende que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vete os trechos que geram essas despesas, sob pena de deixar como herança mais custos desnecessários para o consumidor. O presidente tem até a próxima segunda-feira (24) para decidir se vai vetar —e o que vetar.
"A gente espera que todo mundo se junte para resolver os problemas do setor, que todos nós conhecemos. O que não pode é, na hora do vamos ver, que cada um cuide de si e jogue a conta para o consumidor pagar", afirma o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa.
A MP promoveu uma reforma no setor energia. Alguns pontos foram mal recebidos pelos especialistas, como a prorrogação de incentivo ao carvão. O texto também deixou de fora medidas aguardadas, como uma readequação no prazo de extinção de benefícios à instalação de painéis solares nos telhados.
Essa energia fotovoltaíca de casas e fazendas solares não pode ser gerenciada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema). Inúmeros especialistas apontam que sua expansão é a grande responsável pelos cortes de energia, o chamado curtailment, elevando os prejuízos de geradores que ficam impedidos de fornecerem a energia.
A Abrace afirma que não faz o menor sentido o Congresso programar a compra obrigatória e aleatória desta ou daquela energia, sem nenhum planejamento, e criar uma despesa futura para conta de luz que vai encostar em R$ 9 bilhões.
A compra compulsória de usinas a carvão —especificamente Candiota 3 e Figueira— tem um custo estimado pela entidade de R$ 981 milhões por ano, com vigência a partir da assinatura do contrato até 2040. A Abrace argumenta que além de encarecer a tarifa, o uso de carvão, um grande emissor de gases de efeito estufa, vai na contramão do mundo.
A obrigatoriedade de incluir 3 GW (gigawatts) de energia gerada por biomassa, por sua vez, adicionaria à conta outros R$ 2,76 bilhões anuais. Mesmo sendo uma fonte limpa, não há explicação para sua compra compulsória.
A obrigatoriedade na comprar energia de pequenas usinas hidrelétricas com até 50 MW, a partir de 2032, também não tem justificativa técnica, segundo a entidade. A previsão de colocar um adicional de 3 GW desse grupo criaria custos crescentes: R$ 1,72 bilhão em 2032 e R$ 3,44 bilhões em 2033, alcançando R$ 5,16 bilhões por ano a partir de 2034.
A Abrace também é contra o repasse para a tarifa do ressarcimento a geradores prejudicados pelo curtailment, apesar de admitir que é preciso encontrar uma maneira de estancar as perdas.
O ressarcimento está previsto numa emenda incluída de última hora pelo deputado Danilo Fortes (União-CE). Segundo a Abrace, essa é a despesa mais alta da MP. O texto determina o pagamento dos prejuízos de setembro de 2023 a dezembro de 2025, o que, pelas estimativas da entidade, somaria R$ 7 bilhões.
No entanto, o dispositivo também preocupa a Abrace por criar uma regulamentação nova e prejudicial ao bom funcionamento do mercado de energia. Apesar de os cortes afetarem também hidrelétricas e térmicas, a emenda determina que apenas geradores solares e eólicos vão ser ressarcidos. Inclusive, além do pagamento por perdas passadas, ainda estabelece prazos para compensações regulares de eventuais perdas com cortes a partir de 2026.
A Abeeólica, associação que representa geradores eólicos, defende que a compensação não precisa ser debitada na conta de luz. Pode sair de uma conta na CCEE (Camara de Compensação de Energia Elétrica), especificamente das multas que os mesmos geradores tiveram de pagar por não entregar a energia cortada. Nesse caso, os consumidores teriam de abrir mão de quase R$ 4 bilhões.
"Estamos no capitalismo. Pergunto: vamos socializar um prejuízo que é do negócio e jogar para o consumidor pagar essa energia que ele não consumiu? Fazer isso é abrir um precedente muito forte", afirma Pedrosa.
"Mas também não somos insensíveis. Os prejuízos dos geradores são de fato elevados. Os consumidores têm direito a uma multa porque essa energia que não foi entregue. Essa multa é de bilhões. Agora, a outra pergunta: faz sentido o consumidor receber esses valores se o gerador só não entregou porque foi impedido?"
A alternativa de redirecionar as multas também é polêmica. A Frente Nacional de Consumidores de Energia afirma que a multa é legítima e deve ser usada para reduzir a tarifa de energia. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) até já começou a utilizar os recursos.
O governo já sinalizou que vetará o ressarcimento para impedir o aumento da conta de luz. O que se vê nos bastidores, porém, é uma queda de braço em relação a esse ressarcimento.
Como mostrou a Folha, a discussão escalou de tal maneira que o presidente da França, Emmanuel Macron já pediu a Lula que não vete o dispositivo porque empresas estrangeiras, especialmente as francesas, estão acumulando prejuízos e isso afeta a imagem do mercado brasileiro de energia renovável.

Partidos viram empresas que concentram poder e orçamento maior para 2026 que a soma de 8 ministérios
Por Hugo Henud / O ESTADÃO DE SP
Os partidos políticos entrarão em 2026 com mais de R$ 6,4 bilhões à disposição, volume recorde desde 2017. Os cofres turbinados transformaram as siglas em organizações políticas de grande porte, capazes de movimentar bilhões em um patamar que supera o orçamento somado de oito ministérios do governo federal em 2025 e o valor de mercado conjunto de 27 companhias listadas na bolsa de valores brasileira.
Para especialistas ouvidos pelo Estadão, esse modelo concentra poder nas cúpulas partidárias, marcadas por baixa transparência e ampla autonomia para distribuir os recursos. O resultado, afirmam, é um sistema que acentua desigualdades entre as siglas, reduz o controle sobre o gasto do dinheiro público, limita a competitividade eleitoral e a renovação interna às vésperas de 2026.
Esse cenário é impulsionado pelo volume crescente de recursos públicos destinados às legendas. Em 2026, os partidos deverão manejar cerca de R$ 6,4 bilhões, somando o Fundo Partidário e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral.
O Fundo Partidário é uma verba permanente repassada anualmente pela União e financia o funcionamento cotidiano das legendas, como pagamento de pessoal, aluguel de sedes, contratos de serviços, assessoria jurídica e manutenção de diretórios. No próximo ano, os partidos devem receber cerca de R$ 1,3 bilhão.
Já o Fundo Eleitoral é distribuído apenas no ano da eleição e foi criado em 2017 pelo Congresso para substituir as doações de empresas às campanhas. A mudança veio após o Supremo Tribunal Federal proibir, em 2015, o financiamento empresarial, decisão tomada em meio aos escândalos revelados pela Operação Lava Jato. A projeção para 2026 é que o fundo alcance cerca de R$ 5,1 bilhões.
O orçamento combinado dos dois fundos públicos supera os recursos anuais de investimento somado de oito ministérios, como Cultura, Povos Indígenas, Mulheres, Esporte e Minas e Energia, que totalizam cerca de R$ 5,8 bilhões. O montante também é superior ao lucro líquido da B3, a operadora da bolsa de valores de São Paulo, nos últimos 12 meses, que totalizou aproximadamente R$ 4,8 bilhões, e ultrapassa a soma do valor de mercado de 27 empresas listadas na própria Bolsa em novembro, que totalizam cerca de R$ 5,5 bilhões.
Os partidos também obtêm receitas extras com o dinheiro parado em conta. Em 2024, as seis siglas que mais receberam recursos dos fundos públicos registraram mais de R$ 39,7 milhões em rendimentos de aplicações financeiras, resultado do investimento das verbas do fundo partidário no mercado - mecanismo legal e previsto na legislação, mas que amplia ainda mais os recursos sob gestão partidárias.
Para o professor de Direito Eleitoral da FGV-SP Fernando Neisser, a administração desse montante crescente de dinheiro público ocorre sem critérios técnicos definidos, o que contribui para a baixa transparência dos gastos.
“Há um direito de autonomia partidária muito forte. Isso significa que os dirigentes têm ampla liberdade para decidir para quem vai o dinheiro. É uma concentração de poder dos grupos que controlam os partidos, e que poderia ser melhor disciplinada”, diz.
O Tribunal Superior Eleitoral determina apenas que cada partido estabeleça suas próprias regras de distribuição interna do Fundo Eleitoral, aprovadas pela maioria absoluta da executiva nacional e respeitando as regras de raça e gênero.
Na prática, diz Neisser, o modelo amplia a autonomia das cúpulas, fortalecendo a concentração de poder nas presidências nacionais, tesoureiros, secretários-gerais e demais dirigentes da executiva.
Esse conflito aparece também na fiscalização do uso dos recursos. Neisser descreve um embate permanente entre o TSE e os partidos sobre até onde o tribunal pode intervir. De um lado, o TSE sustenta que, por se tratar de dinheiro público, deve exigir mais transparência sobre contratos, valores e serviços. De outro, as siglas defendem que os recursos passam a integrar sua autonomia interna, sem necessidade de licitação ou procedimentos de controle.
“Não há consenso sobre até onde o TSE pode ir, o padrão de controle ainda é uma zona cinzenta”, afirma. Além dos problemas de transparência e governança, o desenho atual do sistema impacta diretamente a disputa eleitoral. Para o professor de Ciência Política da USP Wagner Mancuso, como o fundo é dividido de acordo com o tamanho das bancadas eleitas na última eleição, as maiores siglas, como PT, PSD, PL, União Brasil, Republicanos e MDB, partem com ampla vantagem sobre os demais partidos.
“O critério reforça o poder das legendas grandes e consolidadas, criando barreiras para que partidos menores disputem em condições equivalentes”, afirma.
Mancuso destaca ainda que essa lógica se reproduz internamente. Dentro de cada partido, os candidatos mais competitivos tendem a receber fatias maiores do fundo, mesmo quando há regras formais para a distribuição. “A discrepância permanece porque a direção partidária privilegia quem já é forte, o que dificulta a renovação e a competição real”, diz.
Para a pesquisadora e doutoranda da FGV e da Yale Law School Helena Funari, a combinação entre a autonomia das cúpulas, a falta de critérios técnicos e a ausência de regras claras para a distribuição interna dos recursos impede conhecer, de forma precisa, os efeitos do fundo público sobre a democracia interna dos partidos, inclusive sobre a capacidade de renovação das siglas.
“O MDB, por exemplo, registrou no TSE um critério que prioriza a reeleição dos atuais mandatários, o que gera um viés de perpetuação dos já eleitos em detrimento do surgimento de novas lideranças”, completa.
'Emenda panetone' é nova fase na desfaçatez parlamentar
A proximidade do Natal mexeu com os congressistas. Considerando pouco dinheiro os mais de R$ 50 bilhões reservados no Orçamento de 2025 para emendas parlamentares, eles passaram a negociar com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um presente de final de ano.
A discussão, conduzida à boca pequena na Comissão Mista de Orçamento do Legislativo, envolve verbas extras de R$ 3 milhões para cada membro desse colegiado, chegando a R$ 5 milhões no caso dos relatores setoriais. Nos bastidores, há quem chame o mimo de "emenda panetone".
Embora a reportagem da Folha tenha confirmado a existência das tratativas com oito parlamentares, a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República negou, até com bastante ênfase, que esteja em curso uma combinação dessa natureza.
Tomara. Mas, no atual arranjo entre os Poderes, governos com bases frágeis precisam ceder ao Congresso Nacional mais do que gostariam de admitir. Desde 2015, quando as emendas parlamentares se tornaram obrigatórias, o Legislativo avança com voracidade sobre os recursos do contribuinte.
Do ponto de vista teórico, não chega a ser problemático que deputados e senadores escolham o destino de uma parcela das verbas orçamentárias. Seus olhos, mais atentos às demandas paroquiais, poderiam perceber necessidades prementes jamais contempladas no plano federal.
A explosão dessa rubrica a partir de 2020, contudo, criou uma situação descabida e sem nenhum paralelo no mundo desenvolvido. As cifras associadas às emendas parlamentares drenam recursos dos ministérios e provocam variadas distorções.
Dentre elas, as mais graves são a falta de planejamento, com consequências desastrosas para a qualidade dos gastos, e a ausência de fiscalização e transparência na execução dos projetos.
Diante dos óbvios abusos, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu critérios básicos para o uso das verbas, e a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal ampliaram os mecanismos de supervisão das despesas.
Os congressistas, porém, não se dão por vencidos nem conhecem limites para sua desfaçatez. As "emendas panetones", nos termos relatados à reportagem, seriam executadas no Orçamento do governo, configurando um drible nas tentativas de controle.
Parece mais fácil esperar o Papai Noel descer pela lareira do que ver os parlamentares aceitarem, de bom grado, a implementação de princípios republicanos no trato dos recursos públicos.
Sergio Aguiar destaca carta da Unale à COP e sua participação no evento climático em Belém
Por Gleydson Silva / ALECE
Deputado Sérgio Aguiar (PSB) - Foto: Junior Pio
O deputado Sérgio Aguiar (PSB) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quinta-feira (13/11), que a União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) apresentou à Organização das Nações Unidas (ONU) o documento “Carta da Unale à COP30 – Contribuições Legislativas para a Ação Climática”. O parlamentar relatou também sua participação em um dos eventos da Conferência do Clima da ONU, em Belém.
De acordo com o parlamentar, o documento é fruto de avaliações de um conjunto de ações das 27 Assembleias Legislativas do Brasil, com base nas experiências e propostas dos parlamentos de Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Além disso, ele ressalta que a Carta busca consolidar o compromisso dos parlamentos estaduais com a sustentabilidade, a justiça climática e o futuro das próximas gerações. “Entoei lá a fala de que estamos na Amazônia, o coração climático do planeta; e é daqui que queremos reafirmar que a democracia também é ambiental”, garantiu.
Para Sérgio Aguiar, a participação da Unale na COP30 quer mostrar que os parlamentos estaduais são parte fundamental da governança climática, pois é nos estados e municípios que os efeitos da crise ambiental se tornam realidade. “Essa crise já não é tão distante. Ela está nas enchentes, nas secas, nas ilhas de calor e nas desigualdades que atingem os mais vulneráveis”, disse.
A Carta direcionada à COP30, conforme o tesoureiro-geral da Unale, é um chamado à ação e traduz a convicção de que a resposta à crise global começa nos territórios, “no chão das assembleias legislativas, onde as leis se encontram com a vida das pessoas”.
O documento é organizado em quatro dimensões integradas, segundo Sérgio Aguiar: institucional, que propõe o fortalecimento do federalismo climático; ambiental, que reconhece a terra como um patrimônio comum da humanidade; econômica, que defende o crescimento sustentável e a transição justa; e a visão social, que coloca a justiça climática no centro da agenda pública. “Essas quatro dimensões são complementares e demonstram que sustentabilidade é uma política de Estado e não de governos”, disse.
A Carta propõe ainda, de acordo com Sérgio Aguiar, ações concretas como a criação do Sistema Nacional de Governança Climática Federativa, a formação de fundos estaduais de catástrofes climáticas, a ampliação da educação ambiental e a implementação de linhas de crédito verde e políticas de bioeconomia.
Edição: Lusiana Freire
David Vasconcelos reforça cobrança por viaturas no interior do Estado
Por Ricardo Garcia / ALECE
Deputado David Vasconcelos (PL) - Foto: José Leomar
O deputado David Vasconcelos (PL) se posicionou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (11/11), sobre o problema que considera crônico relacionado à falta de viaturas no interior do Estado.
Segundo o parlamentar, são recorrentes os relatos de municípios que não contam com viaturas ou que se encontram quebradas e não estão circulando, impactando na segurança pública dessas cidades. “Temos viaturas paradas em oficinas em diversos municípios cearenses. Em todo o Estado, as oficinas estão lotadas de viaturas e eu peço ao governador Elmano de Freitas e aos secretários responsáveis que tomem providências e coloquem essas viaturas para consertar”, cobrou.
De acordo com o deputado, a população cearense “pede socorro” e deseja mais segurança nas ruas. “A população quer ver as viaturas rodando nas ruas. Temos prefeituras cedendo carros para que os agentes de segurança possam fazer a segurança pública e não acho isso errado, acho uma boa opção, mas sem uma viatura caracterizada, não há segurança pública”, comentou.
David Vasconcelos considerou um “absurdo” o que acontece com a segurança pública do Estado. “O que estão fazendo para resolver o problema da segurança no Ceará? Precisamos tratar desse tema com seriedade, pois estamos falando de vidas e não dá para chegar em um município e não encontrar viaturas e condições de trabalho para os agentes de segurança”, ressaltou.
Edição: Vandecy Dourado
Guilherme Landim destaca investimentos do Governo do Estado em abastecimento de água
Por Gleydson Silva / ALECE
Deputado Guilherme Landim (PSB) - Foto: Junior Pio
O deputado Guilherme Landim (PSB) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta quarta-feira (12/11), investimentos que o Governo do Estado tem feito em sistemas de abastecimento de água para garantir maior segurança hídrica aos cearenses.
De acordo com o parlamentar, na última semana, o governador Elmano de Freitas assinou uma ordem de serviço para ampliar o sistema de abastecimento de água que contemplará 48 municípios, com investimento de R$ 187 milhões. Entre as localidades contempladas está a Serra de São Felipe, em Brejo Santo. Segundo o deputado, essa é uma obra esperada por muitos anos, por ele e por toda a população local.
“Um projeto grandioso que vai atender mais de 3,5 mil pessoas. São mais de 900 famílias atendidas, com investimento superior a R$ 6 milhões, com seis estações elevatórias, usina de energia solar, que chegará em uma comunidade com muitas belezas, mas com esse problema de falta de água. Fico muito feliz e exalto essa ação do governador”, pontuou.
Guilherme Landim anunciou também que o Governo segue ampliando o fornecimento de água no interior do Estado e, nesta quarta-feira, será feita mais uma ordem de serviço para a implantação de sistemas de abastecimento e a ampliação da rede rural em 44 municípios, beneficiando mais de 10 mil famílias.
Segundo o vice-líder do Governo na Alece, serão feitos 52 novos sistemas de abastecimento de água, sendo 33 executados pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e 19 pelo Projeto São José. “São mais de R$ 60 milhões nessa ordem de serviço que será assinada hoje. Essas parcerias são importantes e beneficiam muitas comunidades que tanto precisam dessa água”, disse.
Edição: Lusiana Freire
Senadores mandam recado a Lula com votação de Gonet: ‘Messias não passa para o STF’
Por Roseann Kennedy / O ESTADÃO DE SP
O Senado aprovou a recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com apenas 45 votos favoráveis. O resultado foi pior que o imaginado no Planalto e, na avaliação de senadores da própria base aliada, carrega um recado direto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: Se Jorge Messias for indicado hoje, ele não passa para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Embora sejam cargos e pessoas com perfis completamente distintos, a leitura entre os congressistas é de que Messias sofrerá mais resistência em razão do “trauma Dino”, que afeta governistas e oposicionistas.
A rejeição a Gonet estava mais concentrada entre bolsonaristas inconformados com a denúncia e o resultado do julgamento dos condenados pela trama golpista. Já a irritação com Flávio Dino é que, após ele vestir a toga, bloqueou e impôs limites ao pagamento de emendas. “Embora antes tenha sido eleito deputado, governador e senador, contando com as antigas emendas”, reclamam os congressistas.
Esse é um dos motivos pelos quais aumenta a pressão pela indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e qualquer indicado do PT ou da esquerda pura apresentado pelo presidente Lula terá dificuldades para ser aprovado.
Mas não é o único fator. Governistas que conversaram com a Coluna do Estadão avaliam que a indicação de Pacheco seria uma forma de o presidente Lula reconhecer a importância do Senado para garantir sua governabilidade. Eles destacam que Pacheco foi fiel com Lula e “enterrou” sua carreira política em Minas Gerais após aproximar-se do petista.
No rosário de reclamações, eles ainda considerarem que esta vaga para o STF “caiu” de presente no colo de Lula. Eles dizem que o ex-presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, decidiu antecipar sua aposentadoria por questões pessoais, e não por atuação de Lula. Também destacam que Messias é jovem e poderá ser indicado na vaga seguinte, caso o presidente Lula seja reeleito em 2026.
Bruno Pedrosa critica mudanças no Projeto Antifacção em tramitação na Câmara
Por Gleydson Silva / O ESTADÃO DE SP
Deputado Bruno Pedrosa (PT) - Foto: José Leomar
O deputado Bruno Pedrosa (PT) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta terça-feira (11/11), o relatório apresentado pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), relator do projeto de combate ao crime organizado enviado pelo Governo Federal à Câmara dos Deputados.
Na avaliação do parlamentar, o relatório obriga a Polícia Federal e os ministérios públicos estaduais a pedirem “autorização” para investigar. “Que Congresso é esse? Que deputados são esses? Independente de questões políticas, o que a população quer é mais força nesse combate. Estão sendo retirados dos tribunais superiores a condução de investigações e processos de lavagem de dinheiro”, alertou.
O deputado observou ainda que delegados e o Poder Judiciário corroboram que o relatório apresentado “retira a condução de investigação envolvendo emendas parlamentares, lavagem de dinheiro e fundos financeiros ligados à criminalidade”, enfatizou.
Bruno Pedrosa falou ainda da entrega de 300 tablets aos alunos da 1ª série do Ensino Médio, de duas escolas do município de Reriutaba. Segundo ele, o Governo do Estado entregará mais de 337 mil desses equipamentos eletrônicos aos jovens do ensino médio da rede pública, investimento de mais de R$ 150 milhões. “O governador anunciou ainda a construção de mais oito escolas para ampliar o tempo integral e o ensino profissionalizante no Estado, em municípios como Beberibe, Russas, Boa Viagem e outros”, pontuou.
O parlamentar também destacou o aniversário de 103 anos do município de Nova Russas. “O que tem de mais forte é o seu povo, que é resiliente, de bem e que eu aprendi a admirar e amar”, ressaltou.
Ele lamentou ainda a morte do empresário Roberto Proença de Macêdo, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), que “acreditava demais nas energias renováveis” e era um importante nome da indústria cearense.
Edição: Vandecy Dourado
Cláudio Pinho questiona contrato firmado com associação recém-criada pelo Estado
Por Narla Lopes / ALECE
Deputado Cláudio Pinho (PDT) - Foto: José Leomar
O deputado Cláudio Pinho (PDT) questionou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (11/11), o contrato firmado pelo Governo do Estado para a execução do programa Virando o Jogo.
O parlamentar questionou a legalidade do processo licitatório, que resultou na contratação de uma “associação criada poucos dias antes da assinatura do contrato”. Segundo o deputado, o certame foi lançado em maio de 2024 pela Casa Civil, com valor de licitação de R$ 52.274.341. “As propostas qualificadas foram do Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), associado ao Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), que venceu o certame, ficando em segundo lugar o Senac e, em terceiro, o Sesi”, explicou Cláudio Pinho.
O parlamentar relatou, porém, que o contrato não foi celebrado com as instituições vencedoras, mas com a Associação Instituto Viver Ceará, criada poucos dias após a conclusão da licitação. “Esse instituto foi criado no dia 20 de agosto de 2024 e, no dia 27 do mesmo mês, já assinava um contrato com o Estado. É muita coincidência”, afirmou.
O deputado disse não querer fazer acusações precipitadas, mas pediu apuração rigorosa do caso. Ele questionou como uma entidade recém-criada poderia atender aos requisitos de capacidade técnica, jurídica, financeira e trabalhista exigidos pela lei de licitações. Para o parlamentar, a situação demonstra falta de transparência na aplicação.
Edição: Lusiana Freire

