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EFEITO TARCISIO GERA ONDE DE FILIAÇÕES NO REPUBLICANOS DE SÃO PAULO E PARTIDO AVANÇA EM PREFEITURAS

Por Gustavo Côrtes / O ESTADO DE SP

 

Republicanos quer aproveitar o “efeito Tarcísio” para crescer nas eleições do ano que vem. Em 2020, o partido elegeu 29 prefeitos no Estado, chegou a perder cinco deles para o PSDB e hoje ostenta 44 gestores municipais, atraídos pelas perspectivas de boa relação com o Palácio dos Bandeirantes.

 

O crescimento foi de 52% sem a realização de um novo pleito e é creditado em grande medida à eleição do governador de São Paulo pela sigla. Então a aposta da legenda é de que o percentual atingirá patamares ainda maiores em meio às articulações para as eleições municipais de 2024.

 

Em expansão, o Republicanos concentra esforços em pré-candidaturas competitivas em grandes cidades.

 

Um dos focos será a eleição da Coronel Helena, secretária de Esportes de Tarcísio, à Prefeitura de São José do Rio Preto. Em Guarulhos, a sigla estuda lançar o atual líder do governador na Alesp, Jorge Wilson, o Xerife do Consumidor.

 

Os prefeitos de Campinas, Dario Saadi, e de Sorocaba, Rodrigo Manga, serão candidatos à reeleição nos dois principais postos de comando do partido em São Paulo.

 

O Republicanos está em tratativas com outros prefeitos, como Rogério Santos (PSDB), de Santos, e Marcus Soliva (PSC), de Guaratinguetá.

PARTE DA EXECUTIVA DO PT ENDOSSA CAMPANHA CONTRA BOULOS

Por Roseann Kennedy / O ESTADO DE SP

 

A ofensiva de uma ala do PT contra a candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) à prefeitura de São Paulo foi verbalizada por Jilmar Tatto, mas tem aval de outros membros do diretório nacional da sigla. Entre eles, Washington Quaquá, vice-presidente, e Gleide Andrade, secretária de finanças. O líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu, também endossa o grupo.

 

Essa ala alega que o PSOL não tem sido fiel ao governo Lula nas votações em plenário. Já o PSOL diz que entrega proporcionalmente mais votos do que os partidos de centro.

 

A maior dificuldade para os petistas, porém, é definir quem seria o nome alternativo ao de Boulos. Como mostrou a Coluna, a postura do grupo abriu uma crise interna no PT.

Lula defende democracia em discurso após diplomação

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu hoje (12) a democracia e reafirmou o compromisso de fazer do Brasil um país "mais desenvolvido e mais justo". 

Lula discursou após ser diplomado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, como candidato eleito. O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, também recebeu o documento.

Após receber o diploma, Lula fez um discurso emocionado em defesa de democracia e do sistema eleitoral. Segundo o presidente eleito, durante as eleições, a nação foi "envenenada com mentiras" produzidas nas redes sociais, semeando "mentira e ódio". 

'Quero dizer que muito mais que a cerimônia de diplomação de um presidente eleito, esta é a celebração da democracia. Poucas vezes na história recente deste país a democracia esteve tão ameaçada. Poucas vezes na nossa história a vontade popular foi tão colocada à prova, e teve que vencer tantos obstáculos para enfim ser ouvida", afirmou. 

O presidente eleito também garantiu o compromisso de fazer um país "mais desenvolvido e justo" durante os quatro anos de seu mandato". 

"Reafirmo hoje que farei todos os esforços para, juntamente com meu vice Geraldo Alckmin, cumprir o compromisso que assumi não apenas durante a campanha, mas ao longo de toda uma vida -  fazer do Brasil um país mais desenvolvido e mais justo, com a garantia de dignidade e qualidade de vida para todos os brasileiros, sobretudo os mais necessitados", disse. 

Ao receber o diploma de eleito pela terceira vez, Lula lembrou dos questionamentos que recebeu ao longo da vida pública por não ter diploma universitário. 

"Quero agradecer ao povo brasileiro, pela honra de presidir pela terceira vez o Brasil", concluiu. 

Diplomação

A diplomação é uma cerimônia organizada pela Justiça Eleitoral para formalizar a escolha dos eleitos nas eleições e marca do fim do processo eleitoral. Com o diploma eleitoral em mãos, os eleitos podem tomar posse no dia 1° de janeiro de 2023. 

O TSE é responsável pela diplomação dos candidatos à Presidência da República. Os deputados, senadores e governadores são diplomados pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) até 19 de dezembro.

Brazilian President-elect Luiz Inacio Lula da Silva receives confirmation of his victory in the recent presidential election, in Brasilia
Presidente eleito Luiz Inacio Lula da Silva e o presidente do TSE, Alexandre de Moraes- Reuters/Ueslei Marcelino/Direitos Reservados

Leia a íntegra do discurso:

Em primeiro lugar, quero agradecer ao povo brasileiro, pela honra de presidir pela terceira vez o Brasil.

Na minha primeira diplomação, em 2002, lembrei da ousadia do povo brasileiro em conceder – para alguém tantas vezes questionado por não ter diploma universitário – o diploma de presidente da República.

Reafirmo hoje que farei todos os esforços para, juntamente com meu vice Geraldo Alckmin, cumprir o compromisso que assumi não apenas durante a campanha, mas ao longo de toda uma vida: fazer do Brasil um país mais desenvolvido e mais justo, com a garantia de dignidade e qualidade de vida para todos os brasileiros, sobretudo os mais necessitados.

Quero dizer que muito mais que a cerimônia de diplomação de um presidente eleito, esta é a celebração da democracia.

Poucas vezes na história recente deste país a democracia esteve tão ameaçada.

Poucas vezes na nossa história a vontade popular foi tão colocada à prova, e teve que vencer tantos obstáculos para enfim ser ouvida.

A democracia não nasce por geração espontânea. Ela precisa ser semeada, cultivada, cuidada com muito carinho por cada um, a cada dia, para que a colheita seja generosa para todos.

Mas além de semeada, cultivada e cuidada com muito carinho, a democracia precisa ser todos os dias defendida daqueles que tentam, a qualquer custo, sujeitá-la a seus interesses financeiros e ambições de poder.

Felizmente, não faltou quem a defendesse neste momento tão grave da nossa história.

Além da sabedoria do povo brasileiro, que escolheu o amor em vez do ódio, a verdade em vez da mentira e a democracia em vez do arbítrio, quero destacar a coragem do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, que enfrentaram toda sorte de ofensas, ameaças e agressões para fazer valer a soberania do voto popular.

Cumprimento cada ministro e cada ministra do STF e do TSE pela firmeza na defesa da democracia e da lisura do processo eleitoral nesses tempos tão difíceis.
A história há de reconhecer sua coerência e fidelidade à Constituição.

Essa não foi uma eleição entre candidatos de partidos políticos com programas distintos. Foi a disputa entre duas visões de mundo e de governo.

De um lado, o projeto de reconstrução do país, com ampla participação popular. De outro lado, um projeto de destruição do país ancorado no poder econômico e numa indústria de mentiras e calúnias jamais vista ao longo de nossa história.

Não foram poucas as tentativas de sufocar a voz do povo.
Os inimigos da democracia lançaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas, cuja confiabilidade é reconhecida em todo o mundo.

Ameaçaram as instituições. Criaram obstáculos de última hora para que eleitores fossem impedidos de chegar a seus locais de votação. Tentaram comprar o voto dos eleitores, com falsas promessas e dinheiro farto, desviado do orçamento público.

Intimidaram os mais vulneráveis com ameaças de suspensão de benefícios, e os trabalhadores com o risco de demissão sumária, caso contrariassem os interesses de seus empregadores.

Quando se esperava um debate político democrático, a Nação foi envenenada com mentiras produzidas no submundo das redes sociais.

Eles semearam a mentira e o ódio, e o país colheu uma violência política que só se viu nas páginas mais tristes da nossa história.

E no entanto, a democracia venceu.

O resultado destas eleições não foi apenas a vitória de um candidato ou de um partido. Tive o privilégio de ser apoiado por uma frente de 12 partidos no primeiro turno, aos quais se somaram mais dois na segunda etapa.

Uma verdadeira frente ampla contra o autoritarismo, que hoje, na transição de governo, se amplia para outras legendas, e fortalece o protagonismo de trabalhadores, empresários, artistas, intelectuais, cientistas e lideranças dos mais diversos e combativos movimentos populares deste país.

Tenho consciência de que essa frente se formou em torno de um firme compromisso: a defesa da democracia, que é a origem da minha luta e o destino do Brasil.

Nestas semanas em que o Gabinete de Transição vem escrutinando a realidade atual do país, tomamos conhecimento do deliberado processo de desmonte das políticas públicas e dos instrumentos de desenvolvimento, levado a cabo por um governo de destruição nacional.

Soma-se a este legado perverso, que recai principalmente sobre a população mais necessitada, o ataque sistemático às instituições democráticas.

Mas as ameaças à democracia que enfrentamos e ainda haveremos de enfrentar não são características exclusivas de nosso país.

A democracia enfrenta um imenso desafio ao redor do planeta, talvez maior do que no período da Segunda Guerra Mundial.

Na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos, os inimigos da democracia se organizam e se movimentam. Usam e abusam dos mecanismos de manipulações e mentiras, disponibilizados por plataformas digitais que atuam de maneira gananciosa e absolutamente irresponsável.

A máquina de ataques à democracia não tem pátria nem fronteiras.

O combate, portanto, precisa se dar nas trincheiras da governança global, por meio de tecnologias avançadas e de uma legislação internacional mais dura e eficiente.

Que fique bem claro: jamais renunciaremos à defesa intransigente da liberdade de expressão, mas defenderemos até o fim o livre acesso à informação de qualidade, sem mentiras e manipulações que levam ao ódio e à violência política.

Nossa missão é fortalecer a democracia – entre nós, no Brasil, e em nossas relações multilaterais.

A importância do Brasil neste cenário global é inegável, e foi por esta razão que os olhos do mundo se voltaram para o nosso processo eleitoral.

Precisamos de instituições fortes e representativas. Precisamos de harmonia entre os Poderes, com um eficiente sistema de pesos e contrapesos que iniba aventuras autoritárias.

Precisamos de coragem.

É necessário tirar uma lição deste período recente em nosso país e dos abusos cometidos no processo eleitoral. Para nunca mais esquecermos. Para que nunca mais aconteça.

Democracia, por definição, é o governo do povo, por meio da eleição de seus representantes. Mas precisamos ir além dos dicionários. O povo quer mais do que simplesmente eleger seus representantes, o povo quer participação ativa nas decisões de governo.

É preciso entender que democracia é muito mais do que o direito de se manifestar livremente contra a fome, o desemprego, a falta de saúde, educação, segurança, moradia. Democracia é ter alimentação de qualidade, é ter emprego, saúde, educação, segurança, moradia.

Quanto maior a participação popular, maior o entendimento da necessidade de defender a democracia daqueles que se valem dela como atalho para chegar ao poder e instaurar o autoritarismo.

A democracia só tem sentido, e será defendida pelo povo, na medida em que promover, de fato, a igualdade de direitos e oportunidades para todos e todas, independentemente de classe social, cor, crença religiosa ou orientação sexual.

É com o compromisso de construir um verdadeiro Estado democrático, garantir a normalidade institucional e lutar contra todas as formas de injustiça, que recebo pela terceira vez este diploma de presidente eleito do Brasil – em nome da liberdade, da dignidade e da felicidade do povo brasileiro.

Muito obrigado.

Matéria atualizada às 16h28 para inclusão da íntegra do discurso do presidente eleito

AGÊNCIA BRASIL

Corregedor do TSE abre apuração sobre benefícios concedidos por Bolsonaro durante campanha eleitoral

Por Mariana Muniz — Brasília O GLOBO

 

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, abriu nesta quarta-feira uma investigação, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para apurar se o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o seu candidato a vice na chapa, Braga Netto, cometeram irregularidades ao aprovar uma série de benesses à população durante o período eleitoral. Na lista estão a antecipação de pagamentos do Auxílio Brasil, do auxílio-gás, crédito consignado, entre outros. A medida atende a um pedido do PT, que acionou a Corte no último dia 8.

 

Na ação apresentada ao TSE, a campanha de Lula pede a inelegibilidade de Bolsonaro e de Braga Netto pela suposta concessão ilegal de benefícios financeiros "decorrentes de diversos atos do Presidente da República, durante o período eleitoral, valendo-se da máquina pública para otimizar programas sociais, com o claro intuito de angariar votos e, portanto, influenciar na escolha dos eleitores brasileiros, de modo a ferir a lisura do pleito".

 

No despacho desta quarta, o corregedor do TSE afirma que a coligação de Lula apresentou gráficos, imagens, links de matérias jornalísticas contendo declarações públicas dos investigados e prints de postagens e lives nas redes sociais.

 

"Em primeira análise, a petição inicial preenche os requisitos de admissibilidade”, escreveu o ministro sobre o ataque ao sistema eleitoral. Por isso, Gonçalves deu prazo de cinco dias para que os alvos das ações apresentem defesa ao tribunal.

 

São citadas pela defesa de Lula , entre outras medidas supostamente exploradas para finalidades eleitoreiras: “antecipação da transferência do benefício do Auxílio-Brasil e do Auxílio-Gás; aumento do número de famílias beneficiadas pelo Auxílio-Brasil; antecipação de pagamento de auxílio a caminhoneiros e taxistas; programa de negociação de dívidas com a Caixa Econômica Federal; liberação de FGTS futuro para financiar imóveis; anúncio pela Caixa Econômica Federal de crédito para mulheres empreendedoras; crédito consignado do Auxílio-Brasil; vantagens a concursados de segmentos alinhados a Jair Bolsonaro”.

 

Segundo a equipe jurídica do PT, Bolsonaro “aproveitou-se das atribuições e prerrogativas advindas do cargo que ocupa para fins eleitoreiros”, dispendendo recursos “na ordem de 60 bilhões de reais, conforme apurado pela mídia nacional".

 

"A conduta descrita na petição inicial diz respeito, em síntese, ao uso da máquina pública e das prerrogativas do Presidente da República para, durante o período eleitoral, pautar a concessão de benefícios sociais, a gestão de programas da mesma natureza e o calendário para liberação de recursos pela finalidade de render dividendos eleitorais para o candidato à reeleição. Narra-se, portanto, que teria havido desvio de finalidade no exercício do cargo público, envolvendo o emprego de vultosos recursos, em violação à isonomia, à normalidade eleitoral e à legitimidade do pleito", diz Gonçalves.

É HORA DE REVERA LEI ELEITORAL

ESPAÇO ABERTO

 
A Lei das Eleições, que entrou em vigor no dia 30 de setembro de 1997 (Lei n.º 9.504/97), estabelece as normas que regem o processo eleitoral. Nestes 25 anos de vigência, já foram 13 eleições e, a cada certame, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina o regimento das eleições, impondo mudanças que alteram substancialmente o que pode e o que não pode ocorrer numa eleição.
 
Neste percurso de 25 anos, assistimos a mudanças drásticas com 14 alterações ordinárias no seu texto original e três emendas constitucionais a refletir diretamente nos seus dispositivos, como a extinção do financiamento de empresas às campanhas eleitorais e as contínuas restrições à propaganda eleitoral. Segmentos importantes da cadeia da comunicação foram afetados pela legislação eleitoral no decorrer do tempo, como, por exemplo, as empresas de outdoors, que tiveram de se abster de participar do processo eleitoral por imposição da lei. A cada pleito, consultores de marketing, consultores políticos e advogados especializados em Direito Eleitoral precisam se debruçar sobre as novas imposições e ajustar o planejamento das campanhas eleitorais e essas alterações que se sucedem indefinidamente.
 
Todas as restrições impostas no decorrer destes anos foram subvertidas em algum grau a partir das eleições de 2018, quando Jair Bolsonaro assumiu o protagonismo político, deixando as sombras do poder para se tornar um dos principais atores da atualidade.
 
Sob alegação de que o bolsonarismo foi além de um movimento político-partidário para ser um movimento social de grande adesão das massas, as manifestações supostamente populares subverteram a legislação eleitoral, constrangendo e humilhando a letra da lei com a permissividade de ações desorganizadas e descentralizadas de difícil identificação de seus autores. A mídia outdoor, hoje proibida pela legislação eleitoral, por exemplo, foi exposta aos milhares nas eleições de 2018 e de 2022, sem que houvesse registro de punições que impedissem a sua utilização. O uso da máquina pública para a promoção pessoal e a realização de eventos claramente eleitorais com financiamento do governo passaram ilesos, até o momento, na eleição de 2022. E, com isso, um desequilíbrio na paridade de armas, com ruptura da linha horizontal de igualdade entre os concorrentes do certamente eleitoral, com as candidaturas organicamente organizadas em seus partidos seguindo regiamente as proibições determinadas pela legislação eleitoral, enquanto movimentos intitulados de direita ignoraram solenemente as restrições impostas pela lei. E este espírito de rebeldia liderado pelo primeiro cidadão da República acabou irradiando para as eleições estaduais, multiplicando-se os exemplos de flagrante desrespeito à legislação eleitoral.
 
Mas o que nos parece um mal pode ser, na verdade, o início de um debate necessário para levantar as imposições restritivas que a cada eleição foram criadas sob a égide de combater o abuso do poder econômico, do poder político ou de autoridade e o uso indevido dos veículos de comunicação social, inclusive a internet. Tais imposições trazem, hoje, um entulho regulatório esquizofrênico e arcaico, que não considera que estamos sob a regência do financiamento público das campanhas eleitorais e que, portanto, em tese, os recursos são oriundos de fonte legítima. Simplificar as restrições da propaganda eleitoral, inclusive, poderá permitir ao TSE focar na fiscalização daquilo que é fundamental, que é o uso indevido de recursos financeiros nas campanhas eleitorais. E, também, adaptar a lei à crescente utilização dos recursos das mídias digitais, atacando de maneira eficaz a profusão de fake news nas eleições e   preservando o direito à privacidade do eleitor no ambiente das redes sociais.
 
Portanto, é urgente rediscutir a legislação eleitoral, sobretudo proceder a uma adaptação dos novos conceitos no projeto do código eleitoral, promovendo audiências públicas que possam avaliar o estado da arte das eleições brasileiras, envolvendo juristas, sociedade civil e entidades participantes do processo eleitoral. Deixar esse debate restrito ao Congresso Nacional é permitir que apenas uma parte interessada interfira num dos principais pilares do Estado Democrático de Direito, que é a eleição livre e regular, a exemplo do que ocorreu com o ataque enfrentado pelos institutos de pesquisas ao final do primeiro turno das eleições deste ano, destacando que o autor da lei que regulamenta o processo eleitoral é o interessado direto na sua vigência.
Para que o preceito da democracia representativa possa expressar verdadeiramente o desejo da maioria, é preciso que este debate possa ser o mais amplo possível, permitindo, inclusive, que os dispositivos de democracia participativa previstos na Constituição da República possam ser utilizados, para que a Lei Eleitoral possa expressar verdadeiramente os anseios da cidadania brasileira, que consagra a soberania popular na escolha dos seus representantes.
 
SÃO, RESPECTIVAMENTE, ADVOGADO ELEITORALISTA, EX-PRESIDENTE DA COMISSÃO DE DIREITO POLÍTICO ELEITORAL DA OAB-SP E MEMBRO FUNDADOR DA ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO ELEITORAL E POLÍTICO (ABRADEP); E DOUTOR EM CIÊNCIA POLÍTICA PELA UNIVERSIDADE DE LISBOA, MEMBRO DO CONSELHO CIENTÍFICO DO INSTITUTO DE PESQUISAS SOCIAIS, POLÍTICAS E ECONÔMICAS (IPESPE) E PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ
 
 

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