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Nas ruas, motociclistas e crianças mais expostos

O projeto de Bolsonaro pode tornar as vias ainda mais perigosas para quem mais morre hoje no trânsito. O governo pretende tornar mais branda a multa para motociclistas que usam capacetes sem viseira ou óculos de proteção (de gravíssima para média) e transportam mercadorias em desacordo com as normas (de grave para média). No primeiro caso, a lei prevê a suspensão do direito de dirigir, o que também será suprimido se o projeto for aprovado.

Em 2017, os motociclistas representaram 34% das vítimas fatais. As mortes são mais comuns no Norte e no Nordeste.

Eles também já são hoje as vítimas de trânsito que mais geram despesas ao SUS, representaram 55% do gasto em 2018.

Impacto dos acidentes
Participação das ocorrências envolvendo
motociclistas nos gastos do SUS
55,74%
34,54%
14,28%
1998
2007
2018

Presidente da Federação de Motociclistas do Estado do Rio, Humberto Montenegro diz que as grandes vítimas são jovens de 18 a 23 anos. E faz um alerta em relação aos ciclomotores, que incluem as “cinquentinhas”. No início do mês, o governo publicou uma resolução que permite, por um ano, obter a autorização para dirigi-los sem fazer aulas antes. Só em 2018, o Seguro DPVAT pagou 3.457 indenizações a vítimas de acidentes envolvendo esse tipo de veículo. A maior parte ficou com invalidez permanente.

— Quando falamos das cinquentinhas o risco é ainda maior. São frágeis, inseguras. Em geral, quem guia esses modelos são os jovens, muitos sem conhecimento de leis de trânsito — diz Montenegro.

Outra proposta que pode ter impacto principalmente nos espaços urbanos é o fim da multa para quem não transportar crianças em cadeirinhas adaptadas, que passa a ser substituída por uma advertência. Segundo a OMS, o equipamento reduz as mortes em até 60%. O GLOBO

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