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Hugo Motta enterra possibilidade de CPI do Master na Câmara dos Deputados

Por Leticia Fernandes / o estadão de sp

 

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enterrou a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue o Banco Master na Casa. Ele disse nesta segunda-feira, 9, que seguirá a ordem cronológica dos 16 pedidos que aguardam apreciação na Câmara. Na prática, isso inviabilizaria a abertura da CPI do Master protocolada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) na semana passada.

 

“A Câmara tem seu regimento, temos 16 CPIs protocoladas; temos que obedecer a ordem cronológica para poder decidir sobre instalação ou não dessas comissões parlamentares de inquérito”, afirmou Motta, lembrando que, em 2025, ele decidiu “não instalar nenhuma”.

 

Placar da CPI do Master – levantamento feito pelo Estadão para identificar como cada parlamentar se posiciona em relação ao assunto – aponta que, dos 513 deputados, 304 (59%) apoiam a abertura de uma CPI do Master, seja mista (formada por deputados e senadores) ou não. Um deputado é contrário, quatro não quiseram responder e o restante não se manifestou.

 

O critério para apreciar requerimentos de aberturas de CPIs é político, o que significa que, a depender do clima no Parlamento, Motta pode mudar de ideia. Hoje, no entanto, a fala do presidente da Câmara reflete o humor dos deputados, que se sentem pressionados para demonstrar apoio, mas temem a instalação da CPI em ano eleitoral.

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