O problema das vinculações - O ESTADO DE SP
Bastou o presidente interino Michel Temer anunciar a fixação de um limite para os gastos públicos com base na inflação do ano anterior para levantar-se uma gritaria contra a medida. As reclamações vieram acompanhadas de dogmáticas afirmações, como a de que o ajuste anunciado tornará inviável o Sistema Único de Saúde (SUS) ou que, com a proposta, a batalha pela melhoria da educação pública estará inexoravelmente fadada ao fracasso. Como se vê, sobram certezas aos profetas do caos.
Começa a luta pela volta à racionalidade fiscal
No dia seguinte à crise anunciada decorrente da publicação de informações desabonadoras para o ministro do Planejamento Romero Jucá — a gravação de uma conspirata contra a Lava-Jato —, cujo desfecho foi a inevitável exoneração do senador, o governo Michel Temer voltou a se reequilibrar, com o anúncio das primeiras iniciativas da equipe econômica.
Um pacote em novo estilo - O ESTADO DE SP
Duas novidades importantes marcaram a reunião de ontem do presidente interino Michel Temer e do ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, com líderes da base parlamentar, no Palácio do Planalto. O presidente procurou definir um novo estilo de relação entre o Executivo e o Congresso. Deputados e senadores, prometeu, saberão das medidas governamentais antes da apresentação à imprensa. Foi uma resposta positiva a quem descreve seu governo como semiparlamentarista. Isso evidenciou uma diferença em relação à presidente afastada, mais propensa ao atrito do que ao entendimento com os congressistas. A segunda novidade foi a ênfase nas ações de efeito duradouro, com potencial para mudar a estrutura da política fiscal, conter o endividamento e tornar mais eficiente o uso do dinheiro público.
Ministério da Cultura vai dar certo?
O presidente Michel Temer deu posse nesta terça a Marcelo Calero, novo ministro da Cultura. A pasta esteve envolvida no ruidoso episódio da fusão da fusão com a Educação, o que gerou um levante oportunista de alguns artistas e sedizentes artistas, boa parte ligada ao PT e com vontade de fazer oposição a Michel Temer. Os bacanas não estavam nem aí para a área em si.
Petistas aboletados na TV Brasil já provocavam gritariam contra saneamento da empresa
Ora, mas que graça. A TV Brasil, controlada pela EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), havia se tornado a “gaiola das loucas” da esquerda. No jornalismo político, só eram contratados profissionais alinhados com o petismo. Com alguma frequência, isso não bastava: os ditos-cujos também tinham de insultar, em suas páginas pessoais ou em veículos privados a serviço do partido, políticos de oposição, jornalistas não-alinhados com os companheiros e ministros do Supremo considerados pouco submissos.
Para economistas, governo acerta ao ajustar gastos e racionalizar recursos

RIO - As medidas anunciadas nesta terça-feira pelo presidente interino Michel Temer, para tentar conter o crescimento dos gastos públicos e retomar o crescimento da economia brasileira agradaram economistas ouvidos pelo GLOBO. Os especialistas consultados sustentam que a decisão de não anunciar aumento de impostos foi importante. Segundo Alvaro Bandeira, do Modal Mais, o governo “precisa mostrar primeiro que ele está interessado em cortar no lado dele”.
Governo anuncia medidas para tentar controlar dívida pública

Emissário de Temer encontrou Lava Jato para falar da operação
Emissário de Temer encontrou Lava Jato para falar da operação
| Alan Marques/Folhapress | ||
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| O presidente interino Michel Temer, do PMDB |
Um terço de força de trabalho federal tem cargo comissionado
Um em cada três funcionários públicos federais dos três poderes –Executivo, Legislativo e Judiciário– ocupa algum cargo ou função comissionada, segundo levantamento inédito que será analisado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). O país fechou 2015 com 60,7 mil cargos comissionados "puros", ou seja, ocupados por funcionários que não prestaram concurso público para ingressar em uma das esferas da União –Executivo, Legislativo ou Judiciário.
FLEXIBILIZAÇÃO DE LEIS DO TRABALHO ENTRA NA PAUTA DO GOVERNO TEMER

BRASÍLIA Enquanto todas as atenções se voltam para as mudanças que o governo pretende fazer na Previdência, discretamente a equipe do presidente interino Michel Temer já desenha outra medida polêmica: a reforma trabalhista. O objetivo é flexibilizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a partir principalmente dos acordos coletivos, para aumentar a produtividade da economia e reduzir os custos dos empresários ao investir. Mas com o cuidado de manter os direitos assegurados aos trabalhadores pela Constituição.


