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A pesquisa em que Bolsonaro dispara

Por Lauro Jardim / o globo

 

Na sexta-feira, 30, será publicada uma pesquisa destinada a fazer a festa dos bolsonaristas.

É pesquisa feita pelo tal Brasmarket, o único instituto que já há algum tempo crava Jair Bolsonaro à frente de Lula. Aliás, bem à frente: na semana passada, por exemplo, apontava 43% para o presidente contra 28%, algo que espantava até os mais crédulos e fieis ministros do governo Bolsonaro. 

 

A pesquisa telefônica com mil pessoas começa a ser feita hoje e termina na quarta-feira. Sabe-se lá porquê só será divulgada dois dias depois.

A Brasmarket tem uma empresa que a contratou para esta tarefa. Qual? A própria Brasmarket, que deve ter agido assim com o nobre intuito de ajudar o processo institucional brasileiro oferecendo gratuitamente uma ferramente confiável para o eleitor se decidir.

E a margem de erro admitida pela Brasmarket? "2,45% para mais ou para menos", uma exatidão que salta aos olhos.

O questionário da pesquisa é sucinto. Apenas uma página. Sobre a eleição, três perguntas: em quem a pessoa vai votar (resposta espontânea e, em seguida, a partir de uma lista) e em quem jamais votaria.

Quem sabe já nesta pesquisa, além dos números resplandecentes de Bolsonaro, o Padre Kelmon também não surja brilhando depois do notável desempenho no debate do SBT? 

A Brasmarket é uma espécie de DataPovo que registrou uma pesquisa no TSE. 

Pesquisa FSB: Lula vai a 45% e tem 10 pontos de vantagem sobre Bolsonaro

Pesquisa FSB divulgada nesta segunda-feira, 26, mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto para o Planalto, 10 pontos de vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 35%. O petista oscilou um ponto para cima em relação à última rodada do levantamento, enquanto o chefe do Executivo se manteve no mesmo patamar.

 

Ciro Gomes (PDT) tem 7%. Simone Tebet (MDB), 4%. Felipe d’Avila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil) têm 1% cada. Outros candidatos não pontuaram.

 

O candidato do PT tem 48% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos; Bolsonaro tem 37%. O petista almeja vencer a eleição no primeiro turno. Para isso, é necessário ter maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, 50% mais um.

 

Quanto ao segundo turno, Lula tem 52% da preferência em um eventual embate direto com o presidente, que tem 40% nesse cenário.

 

O instituto FSB entrevistou 2 mil pessoas por telefone entre os dias 23 e 25. A sondagem foi contratada pelo banco BTG Pactual. A margem de erro é de 2 pontos

 

A pesquisa realizou 2.000 entrevistas por telefone de 23 a 25 de setembro de 2022. Está registrada no TSE com o número BR-08123/2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. Custou R$ 128.957,83 e foi paga pelo banco BTG Pactual. 

Pesquisa Genial/Quaest: Garcia empata com Tarcísio e supera Haddad em simulação de segundo turno

Por Natália Santos, Giordanna Neves e Matheus de Souza / o estadão

 

O governador de São Paulo Rodrigo Garcia (PSDB) cresceu cinco pontos porcentuais acima da margem de erro, de 2 pp. em três semanas, segundo o último levantamento da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira, 26. Agora, tucano, candidato à reeleição, possui 20% das intenções de voto, empatado tecnicamente com o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que possui 21%. Mesmo com as movimentações de Garcia, a liderança pela disputa do governo paulista é do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) que tem 31% dos votos.

 

Os outros candidatos - Antonio Jorge (DC), Gabriel Colombo (PCB), Vinicius Poit (Novo), Carol Vigliar (Unidade Popular) e Elvis Cezar (PDT) - possuem, cada um, 1% dos votos. Edson Dorta e Altino não pontuaram. Indecisos são 11% e branco, nulo e aqueles que não pretendem votar são 12%.

 

Segundo turno

A simulação de segundo turno mostra uma mudança de cenário favorável ao governador Garcia. No último levantamento, do dia 9 de setembro, o tucano perdia tanto em uma possível disputa contra Haddad quanto contra Tarcísio.

Na pesquisa divulgada nesta segunda, Garcia teria vantagem sobre ambos os adversários em um eventual segundo turno. Contra Haddad, o tucano venceria com 45% dos votos e 36% do petista. Se comparado com o levantamento anterior, Garcia cresceu dez pontos percentuais, e Haddad caiu 4 pontos.

Contra o candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), Garcia teria 40% dos votos, enquanto Tarcísio teria 31%. Novamente, o tucano cresceu dez pontos, enquanto o ex-ministro da Infraestrutura oscilou 1 ponto negativamente.

Em um terceiro cenário, entre Haddad e Tarcísio, o petista ainda se mantém como vitorioso com 42% contra 39%.

Para a pesquisa, foram entrevistadas 2.000 eleitores acima de 16 anos entre os dias 22 a 25 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob número SP-03475/2022 e BR-04442/2022.

Pesquisa Genial/QUAEST: Em MG, Zema mantém vantagem com 47%; Kalil tem 30%

Por Giordanna Neves / o estadão

 

O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Romeu Zema (Novo), lidera a disputa estadual com 47% das intenções de voto. O dado é da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira, 26.

 

Candidato apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e principal adversário de Zema na corrida eleitoral, o ex-prefeito de Belo HorizonteAlexandre Kalil (PSD) vem em seguida, com 30%.

 

Com apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL), Carlos Viana aparece em terceiro com 4%. Vanessa Portugal (PSTU), Renata Regina (PCB), Cabo Tristão (PMB) e Marcus Pestana (PSDB) estão empatados com 1%. O restante não pontuou. Brancos, nulos, indecisos e não pretendem votar somam 14%.

 

Com o cenário projetado, Zema venceria no primeiro turno, mas pesquisa simulou um cenário de eventual segundo turno na disputa mineira. Zema venceria Kalil por um placar de 56% a 31%.

 

Cleitinho (PSC) é líder nas intenções de voto na corrida pelo Senado, com 24%. Em segundo lugar aparece Alexandre Silveira (PSD), com 15%. Na sequência, Marcelo Aro (PP) tem 11%, Sara Azevedo (PSOL), 4% e Bruno Miranda (PDT), 3%. Quem diz votar em “outros” soma 4%. Os indecisos são 25%. Brancos, nulos e não pretendem votar, 14%.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas nos dias 22 a 25 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-07243/2022 e BR-06005/2022.

Lula e Ciro trocam farpas no Rio em meio à ofensiva pelo ‘voto útil’

Por Jan Niklas e Lucas Mathias — Rio de Janeiro / O GLOBO

 

Os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PDT) fizeram do Rio de Janeiro neste domingo a arena para suas campanhas a favor e contra o voto útil. Enquanto o petista, líder nas pesquisas eleitorais, criticou o adversário sem citá-lo nominalmente e buscou mais uma vez convencer o eleitor a decidir a eleição em um única etapa, para evitar um duro confronto com o presidente Jair Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno, o pedetista voltou a criticar o PT duramente, acusando-o de corrupto e de leniente com a corrupção.

 

Pela manhã, Lula fez comício em Madureira, na quadra da escola de samba Portela, em Madureira, Zona Norte da capital fluminense, acompanhado do prefeito Eduardo Paes (PSD), integrante de sua coligação. Diante das milhares de pessoas atraídas pelo evento, que teve também transmissão em telão, para quem não conseguiu entrar, o ex-presidente reforçou a importância de o eleitor não deixar de comparecer à votação, no próximo domingo, e provocou Ciro, sem citá-lo, ao mencionar que um neto de Leonel Brizola, fundador do PDT, estava presente.

— Eu estou vendo aqui o neto do Brizola, o Leonel. Se o Brizola estivesse aqui, o Brizola estava junto conosco, aqui, pedindo "fora, Bolsonaro". Eu tenho certeza absoluta de que o Brizola estaria do nosso lado — disse.

O argumento já fora utilizado na última sexta-feira, quando Lula participou de um comício em Minas Gerais ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), seu candidato a governador no estado. Mas, daquela vez, foi Dilma quem invocou Brizola:

— Se vocês conhecem companheiros de fé, trabalhistas, do PDT — eu fui do PDT —, vocês lembrem eles, que eu tenho certeza de uma coisa: Leonel de Moura Brizola jamais iria para Paris — afirmou Dilma, em alusão a Ciro Gomes, que, nas eleições de 2018, viajou para Paris poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, quando Fernando Haddad (PT) e Bolsonaro se enfrentaram. — E no dia 2 de outubro, se ele fosse vivo, estaria votando no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

O pedetista, que reclama da ofensiva do PT pelo voto útil e enfrenta dissidências no próprio partido — na última quarta-feira, viu um grupo de correligionários assinarem um manifesto demonstrando apoio a Lula —, deu o troco na Praia de Copacabana, onde caminhou ao lado do ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves, candidato do seu partido ao governo do estado. Durante os 30 minutos em que permaneceu no local, não poupou críticas ao PT, responsabilizando a sigla pela ascensão de Bolsonaro e por ter "apoiado" a ocupação do Palácio das Laranjeiras, sede do governo fluminense, pelo "crime organizado".

— No Brasil, não há cidade ou estado mais sofrido na sua contradição que o Rio de Janeiro. Diria a você que, com o apoio do PT, o crime organizado tomou conta do Palácio Laranjeiras. É uma coisa impressionante a quantidade de governadores que foram dali do Palácio para a cadeia. Não é possível que a gente não entenda que isso é uma questão de modelo. Precisamos mudar o modelo econômico. O que tenho pra oferecer pro Rio é uma consolidação definitiva da dívida do Rio com o governo federal, em troca de um programa investimento que veja completamente o programa do Rio — disse Ciro. — O que aconteceu com o Rio não aconteceria se não fosse o desastrado comportamento do governo federal brasileiro ao longo dos últimos 20 anos.

 

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos e bem longe dos primeiros colocados — tem 7% das preferências, segundo o Datafolha —, Ciro também fez uma ofensiva contra o voto útil.

— Votar contra o Bolsonaro para protestar contra a corrupção e a crise econômica do Lula, se decepcionar com isso e voltar pro Lula, é pedir pra morrer. E o brasileiro não tem essa vocação — disse o pedetista.

Depois de Copacabana, onde atraiu poucos simpatizantes enquanto discursou sobre um carro de som, Ciro fez corpo a corpo na Rocinha ao lado de Cabo Daciolo, candidato ao Senado pelo PDT.

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