A exterminação do social
*PAULO DELGADO, O Estado de S.Paulo
13 Junho 2018 | 03h00
O Brasil não é uma cômoda em que candidatos a presidente possam encher ou esvaziar suas gavetas. Basta alguém se achar importante que se autoriza a incomodar e ficar livre para trair o primeiro que nele confiar. Triste tempo em que as piores qualidades é que fazem alguém falado.
Há uma sobra de notícias que circula para um canto da sociedade onde a energia social é considerada baixa e pode ser tratada como resíduo. Bolsões frios se destacam no clima geral dos deserdados que julgam a democracia um resto. A gestão periódica desses resíduos é o que se costuma chamar campanha eleitoral.
Delatado, Lupi suja a ‘hegemonia moral’ de Ciro
"Ciro Gomes, o presidenciável do PDT, adota uma retórica encrespada ao falar sobre corrupção. Chama Michel Temer de “escroque”. Eleito, desmontará o MDB, porque o partido “só existe para roubar”. Eventuais alianças com PP, DEM e assemelhados, só seriam cogitadas depois de um acerto com PSB e PCdoB, “porque a hegemonia moral e intelectual do rumo estará afirmada.” Sempre em riste, a língua de Ciro ganhou um desafio novo. Carlos Lupi, o presidente do PDT, foi delatado como beneficiário de uma mesada de R$ 100 mil mensais fornecida pela quadrilha do ex-governador fluminense Sérgio Cabral.
Líder em pesquisa sem Lula, Bolsonaro diz que Datafolha ‘paga vexame’
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato à Presidência, em vídeo divulgado em sua conta no Twitter, na manhã deste domingo, questionou e criticou os números trazidos pela pesquisa Datafolha, sobre as intenções de voto na eleição de outubro. De acordo com Bolsonaro, a pesquisa realizada pelo DataPoder360, no final de maio, sobre a corrida presidencial, mostrava sua vitória no segundo turno contra os demais “por larga diferença”.
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