PP, União e PSD: Centrão dá sinais de afastamento de Lula, e costura para 2026 se torna mais difícil
Por Ranata Agostini — Brasília / O GLOBO
A pouco mais de um ano do início do período eleitoral, alas importantes de partidos do Centrão, que compõem a base do governo no Congresso, dão sinais de distanciamento, indicando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá dificuldades para alargar o arco de alianças além dos limites do pleito passado.
A confirmação da federação entre União Brasil e Progressistas, o flerte do PSD com uma candidatura própria à Presidência e o movimento do ex-presidente Michel Temer para criar uma aliança de governadores de oposição para 2026 ilustram os percalços que Lula terá para forjar, até o próximo ano, um grupo mais parrudo de partidos aliados.
A cúpula do União Progressista já fala abertamente em apoiar um candidato de centro-direita. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro e presidente da federação, diz que defenderá a saída do governo dos quatro ministros do bloco até o fim deste ano. Para ele, é preciso que haja clareza sobre o lado em que os dois partidos estarão na próxima corrida presidencial e não será o do PT.
— Impossível o União Progressista caminhar com Lula em 2026. Nem com mágica. Nas nossas bases, 90% dos prefeitos, vereadores e deputados não têm identificação com o PT — afirmou o senador ao GLOBO. Presidente do União Brasil, Antônio Rueda concorda com o colega e, em entrevista na semana passada, criticou o governo Lula. O dirigente disse que, por uma estratégia própria, a gestão atual se fechou no PT. — Hoje, a maioria (do União) pende para um projeto de centro-direita.
Presidenciáveis
Em sua legenda, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, lançou sua pré-candidatura ao Planalto e tenta se viabilizar. Mesmo com três ministérios na administração Lula e uma ala pró-governo mais vocal no Congresso e em diversos estados, o PSD começou a especular sobre lançar um nome ao Planalto no ano que vem. A mensagem veio do presidente da sigla, Gilberto Kassab, ao filiar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Junto com o gaúcho, o nome do governador do Paraná, Ratinho Júnior, foi citado por ele como “presidenciável”. O próprio Kassab tem aliança com Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, onde atua como secretário de Governo.
No Republicanos, partido do governador paulista, as chances são extremamente remotas de um acordo com Lula. A preço de hoje, a ideia é que a legenda faça como em outros anos: apoie um candidato de direita e libere o diretório de Pernambuco, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, para seguir com o PT.
Atento às movimentações da direita, o ex-presidente Michel Temer, do MDB, decidiu tentar articular uma aliança entre governadores para se opor a Lula. Fariam parte dela Tarcísio, Ratinho, Caiado, Leite e Romeu Zema (Novo-MG). A ideia seria discutir programas e, lá na frente, convergir no apoio a um nome do grupo. Ainda que não avance, a iniciativa demonstra como há nomes no campo oposto ao de Lula dispostos a investir em tratativas que levem os nomes de centro em direção à direita, afastando-o do petista.
No MDB, o grupo de Temer em São Paulo fará força para que a legenda não caminhe com Lula, repetindo movimento que fez com que, em 2022, a sigla acabasse lançando candidatura própria, com Simone Tebet. O problema é que a agora ministra do Planejamento já disse que estará no palanque de Lula. Ela se soma a um grupo de lideranças de peso do MDB, como as famílias Calheiros e Barbalho, que têm representantes no governo, ascendência em seus estados e trabalharão para caminhar com o petista.
Ministros do governo ouvidos sob reserva admitem que o cenário é adverso e notam que mesmo o apoio do PDT, até outro dia dado como certo, terá de ser trabalhado diante do escândalo do INSS, cuja operação da Polícia Federal descobriu descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O presidente do partido, Carlos Lupi, teve de pedir demissão do cargo de ministro da Previdência, o que o levou a especular um caminho alternativo para a legenda em 2026. Ainda assim, auxiliares de Lula lembram que há movimentos importantes em curso e outros que ainda podem ser feitos pelo presidente para mudar a situação de desvantagem.
O primeiro deles é o uso da máquina pública. De um lado, atrair os partidos com cargos segue no campo de visão do entorno de Lula. De outro, há a aposta de que algumas medidas, como a gratuidade da conta de luz e a isenção do imposto de renda para quem ganha acima de R$ 5 mil, podem elevar a popularidade do presidente até o próximo ano, melhorando a atratividade do apoio para alguns campos do Centrão. O segundo movimento é a aposta na divisão partidária, com costuras estaduais feitas pelo petista que inviabilizem o acerto da cúpula das legendas do centrão com o campo bolsonarista.
Atento às movimentações da direita, o ex-presidente Michel Temer, do MDB, decidiu tentar articular uma aliança entre governadores para se opor a Lula. Fariam parte dela Tarcísio, Ratinho, Caiado, Leite e Romeu Zema (Novo-MG). A ideia seria discutir programas e, lá na frente, convergir no apoio a um nome do grupo.
Ainda que não avance, a iniciativa demonstra como há nomes no campo oposto ao de Lula dispostos a investir em tratativas que levem os nomes de centro em direção à direita, afastando-o do petista.
No MDB, o grupo de Temer em São Paulo fará força para que a legenda não caminhe com Lula, repetindo movimento que fez com que, em 2022, a sigla acabasse lançando candidatura própria, com Simone Tebet. O problema é que a agora ministra do Planejamento já disse que estará no palanque de Lula. Ela se soma a um grupo de lideranças de peso do MDB, como as famílias Calheiros e Barbalho, que têm representantes no governo, ascendência em seus estados e trabalharão para caminhar com o petista.
Ministros do governo ouvidos sob reserva admitem que o cenário é adverso e notam que mesmo o apoio do PDT, até outro dia dado como certo, terá de ser trabalhado diante do escândalo do INSS, cuja operação da Polícia Federal descobriu descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O presidente do partido, Carlos Lupi, teve de pedir demissão do cargo de ministro da Previdência, o que o levou a especular um caminho alternativo para a legenda em 2026. Ainda assim, auxiliares de Lula lembram que há movimentos importantes em curso e outros que ainda podem ser feitos pelo presidente para mudar a situação de desvantagem.
O primeiro deles é o uso da máquina pública. De um lado, atrair os partidos com cargos segue no campo de visão do entorno de Lula. De outro, há a aposta de que algumas medidas, como a gratuidade da conta de luz e a isenção do imposto de renda para quem ganha acima de R$ 5 mil, podem elevar a popularidade do presidente até o próximo ano, melhorando a atratividade do apoio para alguns campos do Centrão. O segundo movimento é a aposta na divisão partidária, com costuras estaduais feitas pelo petista que inviabilizem o acerto da cúpula das legendas do centrão com o campo bolsonarista.
— Os partidos de centro são todos assim. O PSD é uma coisa no Norte e Nordeste e outra coisa no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Temos posições diferentes. Se não for para ficar com Lula, defendo que se libere o apoio — diz o senador Omar Aziz (PSD-AM), da ala lulista do partido de Kassab. Por fim, pessoas próximas ao presidente contam com o aumento do engajamento do próprio presidente na articulação de alianças. O petista deu sinais recentes de que “voltou ao jogo” da política e está disposto a pavimentar sua reeleição.
Viagens pelo país
Um líder do centrão cita como exemplo as viagens internacionais ao lado de parlamentares e encontros mais frequentes com integrantes do Congresso. Essa mudança de atitude ajudou o presidente a se aproximar de Davi Alcolumbre (União-AP), novo presidente do Senado. É um nome que pode fazer a diferença na hora de segurar o União Brasil, por exemplo, afirma o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), secretário nacional de comunicação do PT.
— Vamos atrás desse pessoal. Não podemos correr o risco. Lula ganhou por uma margem muito pequena na eleição passada — diz. Além disso, no sábado, em agenda no Mato Grosso, o petista disse que a partir do mês que vem começará a rodar o país para “fazer política”. Na ocasião, ele afirmou que o governo deve apresentar até o fim deste mês dois novos programas sociais — uma linha de crédito para pequenas reformas e a ampliação do auxílio gás.
Base do Governo Elmano reage a encontro da oposição com André Fernandes e elogios a Ciro
Membros da base do Governo Elmano de Freitas (PT) utilizaram as redes sociais para criticar o encontro do deputado federal André Fernandes (PL) com vereadores oposicionistas na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), na manhã desta segunda-feira (19). Na ocasião, o parlamentar defendeu a “união” da oposição para o pleito eleitoral de 2026 e fez elogios a Ciro Gomes (PDT) — apontado pelo grupo como possível candidato ao Palácio da Abolição.
Em contraponto, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), a 2ª vice-presidente da Alece, Larissa Gaspar (PT), e o secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, publicaram conteúdos reprovando a movimentação da aliança que busca aglutinar nomes da ala contrária ao atual governador.
Já Larissa Gaspar alegou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Ciro, André Fernandes, Roberto Cláudio (PDT), José Sarto (PDT), o vereador Inspetor Alberto (PL), entre outros políticos, então juntos no que chamou de “vale tudo pelo poder”.
“É muito ódio e desespero na construção dessa aliança. Ciro mostra mais uma vez que se entregou ao bolsonarismo e que não tem qualquer apreço à democracia. O povo cearense saberá pular essa fogueira!!”, escreveu a deputada.
Por sua vez, Chagas Vieira rebateu os elogios de André a Ciro ao mostrar falas do próprio ex-ministro com críticas ao então candidato à Prefeitura de Fortaleza em 2024, derrotado por Evandro Leitão (PT). No vídeo, o político do PDT diz que o bolsonarista não aguentaria ser confrontado por ninguém no segundo turno da disputa, “porque todo mundo vai mostrar a maluquice que esse cara representa”. “Sem comentários”, finalizou o chefe da Casa Civil no vídeo publicado.
O NOME DE CIRO NA DISPUTA
No café com vereadores da oposição, André Fernandes fez elogios a Ciro Gomes e reforçou a disposição pelo diálogo entre a oposição. "Durante todo o seu histórico, ele (Ciro) mostrou ser uma pessoa preparada e inteligente e que tem coragem também para enfrentar o Elmano", pontuou.
A declaração ocorre em meio a movimentações de Ciro Gomes para 2026, o que inclui a reunião com deputados de oposição na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) no início do mês. Na oportunidade, ele sugeriu apoio a Alcides Fernandes (PL) na campanha ao Senado e chegou a ser defendido por colegas como candidato ao Governo do Estado.
Por sua vez, ainda nesta segunda-feira (19), o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) disse não acreditar na postulação do pedetista, mas defendeu a união contra o projeto governista nas eleições. A manifestação ocorreu durante uma entrevista antes da audiência da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados em Fortaleza, na Assembleia Legislativa do Ceará.
“Eu já dizia isso na eleição de prefeito, que era importante que as oposições se juntassem, e digo o mesmo, seja quem for o nome, seja o meu, do Roberto Cláudio, do Ciro, de alguém do PL, do Moses Rodrigues – que é o nome também que está colocado –, a gente tem que ter a humildade, tem que colocar qualquer anseio, desejo pessoal de lado pelo bem maior do estado do Ceará”, evidenciou o ex-deputado federal.

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O fator Ciro Gomes nas fileiras da oposição para 2026 no Ceará
Reverbera entre deputados e dirigentes partidários da oposição cearense a possibilidade do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ser candidato a governador em 2026. Dizem que ele não descarta a candidatura, embora tenha preferências por Roberto Cláudio (PDT). Tudo para “salvar o Ceará”.
Se o fato se consolidará ou não, só a política vai revelar. Mas é verdade também que jogar o nome do Ciro em meio a essa possibilidade de candidatura já dá energia a uma oposição sem novidades nos últimos anos.
Tudo bem que Ciro Gomes não é tão novidade assim, já foi prefeito, governador, deputado, ministro e candidato a presidente – inclusive enfrentando o pior resultado nas urnas no pleito de 2022.
Ocorre que uma eventual candidatura ao Palácio do Abolição colocaria Ciro em um dos polos no Ceará, longe do discurso inviável de uma terceira via que nunca existiu no País, muito pior a nível estadual.
Ciro conta que foi engolido pela polarização nacional entre Lula e Bolsonaro, o que teria justificado o fracasso nas urnas em 2022, terminando em quarto lugar no País e perdendo em Sobral para Lula e Bolsonaro.
Agora, a eventual candidatura a governador ao lado da ala bolsonarista – o que sobrou de oposição para os ciristas – já tem surpreendentemente injetado ânimo ao grupo. Ocupando o polo de oposição, ele faria o enfrentamento direto com o governador Elmano de Freitas (PT) que disputará a reeleição.
O repórter do PontoPoder, Marcos Moreira, publicou reportagem no Diário do Nordeste, nessa semana, com relatos de oposicionistas entusiasmados com a eventual candidatura do ex-presidenciável. É um movimento concreto, com pesquisas internas e debate acalorado.
Tanto é assim que, ao ver a propagação do nome do irmão para o pleito estadual, Cid Gomes (PSB), que não é nada bobo, tratou de ir às redes sociais e defender o nome de Ciro para o embate presidencial. Ora, essa não é a pauta que está na ordem do dia.
Diante de inúmeras derrotas da oposição, inclusive partidária e em número de aliados na Capital e Interior, o fator Ciro Gomes parece ser a última e mais interessante cartada de um grupo que pouco teve o que comemorar nas últimas eleições no Ceará.

Ciro Gomes nas fileiras da oposição para 2026 no Ceará
Reverbera entre deputados e dirigentes partidários da oposição cearense a possibilidade do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ser candidato a governador em 2026. Dizem que ele não descarta a candidatura, embora tenha preferências por Roberto Cláudio (PDT). Tudo para “salvar o Ceará”.
Se o fato se consolidará ou não, só a política vai revelar. Mas é verdade também que jogar o nome do Ciro em meio a essa possibilidade de candidatura já dá energia a uma oposição sem novidades nos últimos anos.
Tudo bem que Ciro Gomes não é tão novidade assim, já foi prefeito, governador, deputado, ministro e candidato a presidente – inclusive enfrentando o pior resultado nas urnas no pleito de 2022.
Ocorre que uma eventual candidatura ao Palácio do Abolição colocaria Ciro em um dos polos no Ceará, longe do discurso inviável de uma terceira via que nunca existiu no País, muito pior a nível estadual.
Ciro conta que foi engolido pela polarização nacional entre Lula e Bolsonaro, o que teria justificado o fracasso nas urnas em 2022, terminando em quarto lugar no País e perdendo em Sobral para Lula e Bolsonaro.
Agora, a eventual candidatura a governador ao lado da ala bolsonarista – o que sobrou de oposição para os ciristas – já tem surpreendentemente injetado ânimo ao grupo. Ocupando o polo de oposição, ele faria o enfrentamento direto com o governador Elmano de Freitas (PT) que disputará a reeleição.
O repórter do PontoPoder, Marcos Moreira, publicou reportagem no Diário do Nordeste, nessa semana, com relatos de oposicionistas entusiasmados com a eventual candidatura do ex-presidenciável. É um movimento concreto, com pesquisas internas e debate acalorado.
Tanto é assim que, ao ver a propagação do nome do irmão para o pleito estadual, Cid Gomes (PSB), que não é nada bobo, tratou de ir às redes sociais e defender o nome de Ciro para o embate presidencial. Ora, essa não é a pauta que está na ordem do dia.
Diante de inúmeras derrotas da oposição, inclusive partidária e em número de aliados na Capital e Interior, o fator Ciro Gomes parece ser a última e mais interessante cartada de um grupo que pouco teve o que comemorar nas últimas eleições no Ceará.

Base de Elmano em alerta: alianças e fusões desafiam o grupo governista para 2026
O aprofundamento das movimentações em Brasília traz incertezas ao tabuleiro político do Ceará. Duas articulações nacionais — a federação entre União Brasil e PP, e as especulações sobre a fusão entre PSDB e Podemos — acenderam alerta entre lideranças do grupo governista estadual, liderado pelo governador Elmano de Freitas (PT).
A pouco mais de um ano das definições eleitorais para 2026, a base aliada corre o risco de sofrer perdas, enquanto a oposição ensaia passos para uma frente com tempo de TV considerável e mais capilaridade.
Preocupação nos bastidores
Apesar de viver um momento de estabilidade administrativa e alinhamento com o governo federal, Elmano começa a assistir a um redesenho forçado nas alianças partidárias com impacto nas tratativas para sua reeleição. As decisões tomadas nas cúpulas nacionais podem reconfigurar o campo de apoio ao petista.
Diante do quadro político nebuloso, apurou esta coluna, o governador está atuando com mais intensidade na política partidária e isso deve continuar nos próximos meses. No horizonte, o gestor tem missões determinadas como segurar aliados que tenham estrutura e peso político. Mesmo assim, as tratativas nacionais podem atrapalhar os planos locais, dizem aliados do governador, nos bastidores.
O caso de PSD e Republicanos é emblemático. Constando entre as maiores siglas do País, ambos estão na base de Elmano. Entretanto, de olho em 2026, as direções nacionais das legendas podem mover o leme em sentido contrário ao atual.
A federação União Brasil-PP e o afastamento do grupo governista
O primeiro fato relevante para a leitura do cenário veio com a oficialização da federação entre União Brasil e Progressistas. Embora o União já atue como oposição ao governo estadual no Ceará, o PP ocupa espaço no governo Elmano.
No momento, conforme disse a esta Coluna o vice-presidente estadual da Legenda, Zezinho Albuquerque, o partido segue com Elmano. Para 2026, entretanto, a ida da federação para a oposição é praticamente certa.
Fusão PSDB-Podemos: risco de nova baixa na aliança governista
Outro ponto de tensão vem das negociações em torno da fusão entre PSDB e Podemos. O Podemos, que tem representação no governo estadual, pode ser tragado pela lógica nacional, onde o PSDB tende a caminhar com a oposição. Caso a nova legenda seja comandada pelos tucanos, o risco de uma nova debandada é real.
Lideranças do Podemos no Ceará aguardam definições sobre o comando da nova sigla para avaliar os próximos passos.
O efeito dominó das articulações nacionais no Ceará
A formação de federações e fusões partidárias deve continuar até o início de 2026. Outras siglas médias estão em busca de alianças para garantir sobrevivência eleitoral. Isso poderá afetar ainda mais o equilíbrio de forças no Ceará.
O redesenho nacional tende a impor novas acomodações aos líderes locais. Nesta posição se encaixam Republicanos e PSD, que ganham papel central nesse xadrez.

/ D
IARIONORDESTE

