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PT atrasa pagamento de equipe de programa de TV

Renan Truffi e Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2018 | 05h00

 

BRASÍLIA - Por causa de atraso nos pagamentos, parte dos funcionários da campanha do PT à Presidência nas eleições 2018 decidiu cruzar os braços e interrompeu os trabalhos nesta semana, em meio à substituição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato, por Fernando Haddad como cabeça de chapa. Os profissionais integram as equipes responsáveis pela produção dos programas eleitorais do partido para a TV, o que ameaça a entrega dos novos comerciais da coligação.

Estadão/Broadcast apurou que parte da equipe de pré e pós-produção de vídeo da campanha petista está parada há pelo menos dois dias, o que pode atrapalhar a produção de programas dedicados a apresentar Haddad como indicado de Lula, cuja candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na lei da Ficha Limpa, que torna inelegível condenados por decisão colegiada.

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O duelo - João Domingos, O Estado de S.Paulo

João Domingos, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2018 | 03h00

 

Há um bom tempo, antes mesmo de Lula ser preso, o PT chegou à conclusão de que o adversário mais vulnerável no segundo turno seria o deputado Jair Bolsonaro (PSL). Portanto, todas as ações do partido deveriam ser feitas de forma a desconstruir candidatos como Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), até que sobrassem apenas o PT e o candidato do PSL. 

Só para se ter uma ideia de como os petistas trabalharam para que esse cenário ocorresse, reproduz-se a orientação de um estrategista da campanha do PT à militância do partido, feita há cerca de dois meses: “O ex-capitão Jair Bolsonaro é o candidato mais execrável, mas não o nosso inimigo principal. Há uma operação em curso para criar uma onda de ‘unidade nacional’ contra o neofascista, tentando viabilizar a recuperação de uma candidatura da centro-direita, do partido golpista. Nosso inimigo principal chama-se Geraldo Alckmin. O neofascista Jair Bolsonaro é o candidato que preferimos enfrentar em eventual segundo turno, até porque deixa as elites do Brasil sem máscara nem maquiagem.”

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Derretimento de Marina reduz a três os candidatos a adversário de Bolsonaro

A nova pesquisa do Datafolha consolida a liderança de Jair Bolsonaro (26%), confirma o derretimento de Marina Silva (8%) e sinaliza uma ascensão fulminante de Fernando Haddad (13%). Nessa configuração, Bolsonaro bloqueia uma vaga no segundo turno. E a disputa pela segunda vaga restringe-se agora a três candidatos: Haddad, Ciro Gomes (13%) e Geraldo Alckmin (9%).

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Pesquisa Datafolha de 14 de setembro para presidente por sexo, idade, escolaridade, renda e região

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (14) apurou os percentuais de intenção de voto para presidente da República.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S. Paulo".

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Disputa presidencial segue rumo à polarização entre extremos ideológicos

A 23 dias da eleição, a corrida presidencial continua em aberto, mas com a tendência de uma polarização entre os candidatos que representam os extremos ideológicos.

De um lado, o líder nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro (PSL), representando a direita, e de outro, Fernando Haddad (PT) ou Ciro Gomes (PDT), representando a esquerda, que aparecem empatados com 13% das intenções de votos, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (14).

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