Busque abaixo o que você precisa!

Avanço na vacinação infantil

Por Notas & Informações / O ESTADÃO DE SP

 

O Brasil vem felizmente reduzindo ano a ano o número de crianças com menos de 1 ano de idade que não recebe nenhuma dose de vacina com componente DTP (pentavalente), que protege contra enfermidades letais como difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia. É o que atestam dados recém-divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

 

Em 2023, o número de crianças “zero dose”, isto é, que não receberam nenhuma dose, era de 360 mil, total que caiu para 255 mil em 2024 e para 50 mil em 2025, o que representa um recuo de quase 90% na comparação entre 2025 e 2023. De acordo com a OMS e o Unicef, a melhora se deve a ações como aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização.

 

Com a redução no número de crianças “zero dose”, o Brasil está entre os 17 países do mundo que conseguiram ampliar em mais de cinco pontos porcentuais a cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025.

Apesar dessa melhora, o País não pode esmorecer nos esforços para cumprir a meta de cobertura vacinal de, em geral, 95%, estabelecida pelo Ministério da Saúde no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Segundo o painel de cobertura vacinal do próprio ministério, o desempenho está abaixo da meta para uma série de imunizantes. No caso da febre amarela, por exemplo, a cobertura foi de apenas 75,24% em 2026, enquanto o da poliomielite foi de 84,03% – e no caso da dose de reforço, a cobertura cai para 76,47%.

 

Mundo afora, milhões de pessoas atrasam ou simplesmente deixam de tomar a segunda dose de vacinas por razões que vão do esquecimento puro e simples ao medo de reações. E, claro, há também a praga da desinformação. Mas a conclusão dos esquemas vacinais é essencial para que a proteção oferecida pelos imunizantes seja completa e duradoura.

Além disso, mesmo estando livre da circulação endêmica do sarampo (quando um vírus é transmitido continuamente dentro de um território ou população por mais de 12 meses), o País acaba de ver casos da doença serem confirmados na capital paulista. Há também registros, além de casos suspeitos, na região da Grande São Paulo.

 

Tais registros levaram o Ministério da Saúde a recomendar “dose zero” de vacina em bebês, ou seja, uma dose adicional da vacina tríplice viral, aplicada antes da idade prevista no calendário.

 

Países das Américas têm enfrentado surtos de sarampo, casos de Estados Unidos, México e Canadá – que sediaram a Copa do Mundo e receberam milhares de turistas, inclusive brasileiros, o que só aumenta a necessidade de vigilância interna.

 

Embora seja uma decisão individual, o ato de se vacinar produz ganhos para a coletividade. Tomara que, a exemplo da queda no número de crianças “zero dose”, o Brasil, cujo PNI sempre foi referência global, siga melhorando os índices de vacinação. Não há motivo algum para que doenças para as quais há imunizantes sigam vitimando crianças e adultos por aqui e no mundo.

Compartilhar Conteúdo

444