Gargamel, do PSD, é eleito prefeito de Frecheirinha (CE)
Gargamel, do PSD, foi eleito prefeito de Frecheirinha (CE) e vai comandar a cidade pelos próximos quatro anos. Com 100% das urnas apuradas, ele recebeu 6.172 votos, o que representa 52,27% dos votos válidos.
Veja resultado da votação - Frecheirinha (CE):
- Gargamel (PSD): 6.172 votos (52,27%)
- Maike Pinto (PSB): 5.637 votos (47,73%)
A eleição na cidade teve 10,38% de abstenção, 0,83% de votos brancos e 2,70% de votos nulos.
Este material foi produzido e publicado de maneira automática e supervisionado por especialistas do Estadão. O conteúdo é atualizado automaticamente com informações transmitidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na cobertura das eleições municipais de 2024 no Estadão é possível conferir os resultados da votação em todas as cidades do País.
Professor Jardel, do PSB, é eleito prefeito de Canindé (CE)
Professor Jardel, do PSB, foi eleito prefeito de Canindé (CE) e vai comandar a cidade pelos próximos quatro anos. Com 100% das urnas apuradas, ele recebeu 27.388 votos, o que representa 56,45% dos votos válidos.
Veja resultado da votação - Canindé (CE):
- Professor Jardel (PSB): 27.388 votos (56,45%)
- Kledeon Paulino (REPUBLICANOS): 21.131 votos (43,55%)
A eleição na cidade teve 14,49% de abstenção, 1,22% de votos brancos e 3,91% de votos nulos.
Este material foi produzido e publicado de maneira automática e supervisionado por especialistas do Estadão. O conteúdo é atualizado automaticamente com informações transmitidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na cobertura das eleições municipais de 2024 no Estadão é possível conferir os resultados da votação em todas as cidades do País.
Votação revela consolidação da direita nas eleições municipais brasileiras
Lara Mesquita / FOLHA DE SP
A disputa em São Paulo destaca um fenômeno que se repete em todo o país: o crescimento da direita e da centro-direita. É nítida a evolução do desempenho desses partidos, que, conjuntamente, elegeram mais de 3.200 prefeitos, segundo os resultados preliminares do primeiro turno, relativos a 5.555 dos 5.568 municípios do país.
A estratégia do presidente do PSD, Gilberto Kassab, de atrair para a legenda prefeitos em exercício parece ter dado resultado. O partido ultrapassou o MDB e o PP, tornando-se a legenda com o maior número de prefeitos eleitos no país.
PSD e MDB, atualmente os partidos mais adaptáveis ao governo de ocasião, registraram os melhores desempenhos nas urnas neste domingo, com 888 e 861 prefeitos eleitos no país, uma vantagem de mais de cem prefeituras conquistadas em relação ao PP (752), partido que se esperava que colhesse os frutos das emendas parlamentares ao orçamento na era Lira, figura de maior destaque da legenda atualmente.
União Brasil e PL também aparecem entre os mais bem posicionados em relação à quantidade de prefeituras conquistadas neste primeiro turno (589 e 523, respectivamente). O União Brasil, fruto da fusão entre PSL e DEM, registrou um crescimento tímido se comparado à soma das duas legendas em 2020.
O PL, de Valdemar da Costa Neto, embora seja apenas o quinto da lista e tenha sofrido uma derrota notável no Rio de Janeiro, disputará o segundo turno em 9 das 15 capitais que definirão seus novos governantes no final do mês. Se for bem-sucedido, o partido poderá se tornar a legenda que governa o maior número de grandes cidades do país.
No entanto, o grande destaque parece ser o Republicanos, partido que completa o grupo dos partidos de direita, ou do chamado centrão. A legenda mais que dobrou o número de cidades que irá administrar no próximo quadriênio, passando de 212 para 439, consolidando uma estratégia de crescimento orgânico e sustentável, já observada em 2020. Parece que o partido está se preparando para, em breve, assumir o papel de principal representante eleitoral da direita.
PSB, com 311 prefeituras, e PT (251) obtiveram os melhores desempenhos entre os partidos de esquerda, seguidos pelo PDT (151). Enquanto o Partido Socialista Brasileiro e o Partido dos Trabalhadores cresceram em comparação com 2020, os herdeiros do brizolismo encolheram, perdendo mais da metade das prefeituras conquistadas em 2020.
De maneira geral, as forças de esquerda ficaram longe de alcançar os adversários de centro-direita. O PT ficou atrás até mesmo do moribundo PSDB, que alcançou 273 prefeituras, mas não elegeu nem disputará o segundo turno em nenhuma capital em 2024. Para completar, os tucanos conseguiram a façanha de, pela primeira vez desde sua fundação, não eleger um único vereador na capital paulista.
Antes de encerrar, dois comentários sobre a disputa para a Câmara Municipal da cidade de São Paulo:
Embora o PRTB de Pablo Marçal tenha ficado muito próximo de disputar o segundo turno, o partido não elegeu um único vereador. Curiosamente, obteve aproximadamente o mesmo número de votos nominais e de legenda, o que é notável.
Os dois candidatos mais votados na cidade foram influenciadores digitais filiados a partidos de direita. Lucas Pavanato, do PL, conquistou mais de 160 mil votos, muito acima dos cerca de 36 mil que obteve quando tentou uma vaga na Assembleia Legislativa em 2022. Ana Carolina Oliveira, que ganhou notoriedade após a trágica morte de sua filha Isabella Nardoni, concorreu pelo Podemos e recebeu quase 130 mil votos.
Prefeitos se reelegem em 10 capitais, mas sofrem derrotas expressivas em Teresina, Belém e Fortaleza
Fernanda Brigatti / FOLHA DE SP
Dez prefeitos de capitais brasileiras já garantiram suas reeleições no primeiro turno neste domingo (6). Em alguns casos, a decisão era esperada desde o início da campanha eleitoral, quando foram divulgadas as primeiras pesquisas de intenções de votos.
Foi o caso de Recife, onde João Campos (PSB) confirmou o favoritismo ao fechar o primeiro turno com 78,1% dos votos válidos. Era também o esperado de Bruno Reis (União Brasil), reeleito para a Prefeitura de Salvador com 78,7% dos votos válidos.
O melhor resultado entre os reeleitos no primeiro turno coube ao prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB), que recebeu 85,1% dos votos neste domingo. Em 2020, ele havia derrotado Josiel Alcolumbre (União Brasil), irmão e suplente do senador Davi Alcolumbre (União Brasil).
Em Maceió, João Henrique Caldas, conhecido pelas iniciais JHC (PL), se reelegeu com 83,25% dos votos. Ele teve como principal aliado o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP).
No Rio, Eduardo Paes (PSD) ficou à frente nas pesquisas durante toda a campanha. Na reta final, porém, o bolsonarista Alexandre Ramagem (PL) ensaiou uma melhora de desempenho.
Neste domingo, porém, o candidato da família Bolsonaro não emplacou lugar no segundo turno. Paes ficou com 60,5% dos votos.
Também do PSD, foram reeleitos os prefeitos de Florianópolis, Topázio Neto, e de São Luís, Eduardo Braide. Com a vitória neste domingo, com 70,1% dos votos, o maranhense se consolida como a principal liderança de oposição ao governador do estado, Carlos Brandão (PSB).
Em Santa Catarina, o prefeito do partido do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab deixou para trás outros sete candidatos.
O resultado –Topázio teve 58,5% dos votos– é visto como uma vitória do grupo do governador Jorginho Mello (PL). Ele assumiu a Prefeitura de Florianópolis em 2022, quando Gean Loureiro (União Brasil) renunciou para concorrer ao governo estadual.
Lorenzo Pazolini (Republicanos) se reelegeu em Vitória (ES) com 56,2% dos votos em uma campanha dita neutra, durante a qual não teve apoio nem do presidente Lula (PT), nem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os dois maiores cabos eleitorais na disputa de 2024.
Em Rio Branco (AC), venceu o candidato bolsonarista, o prefeito Tião Bocalom (PL), com 54,8% dos votos. Em Boa Vista, a reeleição de Arthur Henrique (MDB), com 75,2% dos votos, também teve o apoio do ex-presidente.
Entre os prefeitos que não chegaram ao segundo turno, as derrotas em Belém, Teresina e Goiânia eram previstas.
A capital do Pará é a única administrada pelo PSOL de Edmilson Rodrigues, que governa o município pela terceira vez. Ele é mal avaliado e sua rejeição chegou a respingar na campanha de Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo, onde o novato Pablo Marçal (PRTB) usava a gestão em Belém para provocar o adversário.
Neste domingo, Edmilson ficou em terceiro lugar, com 9,8% dos votos. O segundo turno será entre Igor Normando (MDB) e o delegado Éder Mauro (PL).
Em Teresina, o atual prefeito José Pessoa Leal, o Dr. Pessoa (PRD), terminou a disputa em terceiro lugar, com apenas 2,2% dos votos válidos. Em agosto, o candidato à reeleição agrediu com uma cabeçada o candidato do PSOL, Francinaldo Leão, durante debate da Band.
Na capital do Piauí, a decisão saiu já no primeiro turno, com a vitória de Silvio Mendes (União Brasil). Ele foi prefeito do município de 2005 a 2012 e neste terceiro mandato foi eleito com 52,2% dos votos.
Em Goiânia, o atual prefeito, Rogério Cruz (Solidariedade), terminou o primeiro turno apenas em sexto lugar, com 3,1% dos votos válidos. Sua derrota já era esperada diante da alta rejeição a seu mandato. Ele assumiu o posto em 2021, depois da morte de Maguito Vilela (MDB), em decorrência da Covid.
Em Belo Horizonte, Campo Grande, Manaus, Porto Alegre, João Pessoa e São Paulo, os atuais prefeitos disputarão um novo mandato no segundo turno, realizado em 27 de outubro.
Os resultados de João Pessoa e Manaus foram duas surpresas entre os resultados na capitais. Na capital do Amazonas, o capitão Alberto Neto (PL) disputará com o atual prefeito David Almeida (Avante) a preferência do eleitorado.
Em João Pessoa, o favorito era também o atual prefeito, Cícero Lucena (PP), que enfrentará Marcelo Queiroga (PL), ex-ministro da Saúde de Bolsonaro durante a pandemia.
Disputa em SP espelha multiplicação da direita e dá chance de redenção à esquerda
Bruno Boghossian / FOLHA DE SP
As eleições municipais nos grandes centros deram à direita uma demonstração de vigor num momento em que esse campo parecia ameaçado por uma fratura. A divisão ocorreu, mas havia eleitores suficientes dispostos a comprar mais de um produto do mesmo grupo.
A disputa em São Paulo, em alguma medida, foi a amostra mais vistosa de um fenômeno que marcou corridas em outras capitais e grandes municípios. Em determinadas praças, o bolsonarismo oficial foi às urnas com personagens radicais e foi desafiado por candidatos de direita com embalagens moderadas. Em outros casos, o contrário ocorreu.
A capital paulista deu espaço para só uma dessas opções no segundo turno, não sem deixar claro que personagens com o embrulho da direita poderiam ser a escolha de quase 60% dos eleitores.
O quadro da disputa exibiu uma consolidação da direita como preferência majoritária ou prioritária do eleitorado em importantes centros urbanos, que concentram populações expressivas e, em muitos casos, servem de motores regionais para grupos políticos.
Em cidades com DNA claramente conservador, o desenho apareceu de forma ainda mais nítida. Goiânia e Curitiba, por exemplo, terão segundos turnos formados exclusivamente por candidatos de direita. Bolsonaro estará com os mais radicais.
A experiência da divisão interna oferece à direita algumas vantagens e um punhado de dilemas. A diversificação de candidaturas deu ao grupo, por exemplo, a oportunidade de renovar algumas lideranças –como no caso de Fortaleza, onde o bolsonarista de primeira geração Capitão Wagner (União Brasil) foi substituído por André Fernandes (PL).As fraturas ficaram expostas, e o comportamento dos líderes políticos ainda vai determinar como se dará a calcificação desse esqueleto.
O susto provocado por Pablo Marçal (PRTB) e o sucesso de candidatos mais estridentes tendem a dar um incentivo adicional a Bolsonaro e outros personagens para replicar dessas técnicas. A fabricação de personagens moderados e a aliança com produtos do centrão, como Ricardo Nunes (MDB), se tornam mais arriscadas.
O contrapeso pode ser apresentado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que bancou a candidatura de Nunes e tem uma chance de acompanhá-lo até a vitória.
A multiplicação da direita reduziu ainda mais os espaços de uma esquerda que entrou na eleição desacreditada e saiu enfraquecida.As vitórias de João Campos (PSB) e de outros não petistas mostram que há caminhos alternativos. A ida de Guilherme Boulos (PSOL) ao segundo turno evitou um fracasso completo e manteve uma porta aberta, ainda que pareça estreita a esta altura, para uma redenção.
A vitória de Lula (PT) em 2022, com um impulso importante de cidades como São Paulo e Porto Alegre, acabou se tornando um ponto de contraste para o mau desempenho de candidatos de esquerda mesmo em capitais do Nordeste e para uma derrota amarga em Teresina, onde a vitória era dada como certa.
A relativa dificuldade de penetração desses partidos nas grandes cidades, especialmente nas periferias, reforça a fragilidade de suas marcas, as dificuldades de renovação e uma desconexão com um eleitorado que parece cada vez mais confortável em sair às ruas com um figurino conservador.

