PT cospe num prato em que já não pode comer
O PT espalha pela internet um bordão: “Eleição sem Lula é uma fraude.” Esse slogan embala um movimento que se autoproclama defensor “da Justiça, da democracia e da candidatura de Lula.” Na Justiça do PT, o único veredicto válido é a absolvição de Lula. Na democracia do PT, o único aceitável é a re-re-reeleição de Lula. No Brasil paralelo que o PT construiu para si mesmo, o único caminho para a felicidade é a candidatura de Lula.
O circo está sendo armado
O Estado de S.Paulo
04 Janeiro 2018 | 03h03
“Em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato” – é a palavra de ordem com a qual o PT pretende manter-se em evidência, radicalizando contra tudo e contra todos o confronto a propósito do julgamento em segunda instância do ex-presidente, no caso relativo ao triplex do Guarujá. Até o dia 24, quando o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) decretará sua sentença em Porto Alegre, a militância petista e “movimentos sociais” manipulados por sectários da esquerda como João Pedro Stédile e Guilherme Boulos estarão mobilizados numa campanha que pretende ter âmbito nacional, com o ambicioso objetivo de promover uma rebelião popular em defesa do “maior líder popular que o Brasil já conheceu” e está sendo vítima de “perseguição” por parte de um “governo golpista” que se tem dedicado a acabar com as “conquistas populares”.
Oportunidade na campanha eleitoral de 2018
A única certeza possível sobre a política brasileira em 2018 é a eleição. Estima-se que pelo menos 35 mil candidatos se mobilizem durante o ano na disputa pela Presidência, governos, assembleias estaduais, Câmara e Senado. São restritas as perspectivas de renovação de lideranças sob uma lei eleitoral feita sob medida para garantir a reeleição de quem já possui mandato.
A responsabilidade dos partidos
O Estado de S.Paulo
03 Janeiro 2018 | 03h09
Em entrevista ao Estado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi certeiro ao apontar a necessidade de os partidos comprometidos com a continuidade das reformas aglutinarem suas forças em torno de um candidato à Presidência da República eleitoralmente viável. “É preciso que haja lideranças capazes de organizar. Há o perigo de que um demagogo dê sensação às pessoas de que vão influenciar a favor dos que mais precisam”, disse Fernando Henrique, ao comentar o seu temor de “que não se consiga organizar o centro”.
Quando volta o povo à rua? O GLOBO
Marchamos, em 2018, para uma eleição de poucos sustos. Aí estão todas as previsões quanto à opção de esquerda, na tranquilidade da maioria de Lula, acima dos 50% de intenções de voto, num eventual segundo turno. A queda petista com a Operação Lava-Jato de pronto se amenizou, neste grupo político pouco sensível ao impacto da corrupção que atinge os estratos de maior renda.

