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Bolsonaro diz que policial que mata '10, 15 ou 20' deve ser condecorado

SÃO PAULO — O candidato do PSL à Presidência Jair Bolsonaro voltou a defender nesta terça-feira, em entrevista ao "Jornal Nacional", da TV Globo, que a violência urbana deve ser combatida com uso da força. Capitão da reserva do Exército, afirmou que policiais que matarem com "dez ou trinta tiros cada (suspeito)", devem ser condecorados.

— Nós temos que fazer o que em local que você possa deixar livre da linha de tiro as pessoas de bem da comunidade? Ir com tudo para cima deles (bandidos) e dar para o policial e agentes da segurança pública o excludente de ilicitude. Ele entra, resolve o problema. Se matar dez, 15 ou 20, com dez ou 30 tiros cada um, ele tem que ser condecorado e não processado.

 

Bolsonaro citou a atuação da missão do Exército brasileiro no Haiti como um exemplo e disse que lá os agentes de segurança atiravam primeiro e depois iam saber o que tinha acontecido.

— Qualquer elemento com arma de guerra, os militares atiravam dez, 15, 20, 50 tiros e depois iam ver o que aconteceu. Resolveu o problema rapidamente. Você vê bonde aqu no Rio de Janeiro, na Praça Seca, com 20 anos com fuzil. Como é que tem que tratar essas pessoas? Pedindo para levantar as mãos, dar uma florzinha para eles ou atirar? Tem que atirar. Se não atirar não vai resolver nunca.

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Eleitor de Bolsonaro celebra embate com a Globo, crítica a kit gay e defesa de polícia letal

Painel / FOLHA DE SP

Som ao redor Rivais de Jair Bolsonaro (PSL) monitoraram a reação de eleitores que simpatizam com ele à entrevista no Jornal Nacional, da Globo. As pesquisas qualitativas mostraram que o clima de enfrentamento no estúdio foi aplaudido, e que as falas sobre o chamado kit gay e a defesa de uma polícia letal foram os pontos altos. Analistas da XP enviaram relatório a investidores ainda nesta terça (28). “[Ele] Não só sobreviveu, como conseguiu defender pontos de seu programa”, assinalaram no texto.

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Bolsonaro piora 100% das polêmicas que fabrica

Jair Bolsonaro vai se consolidando como um candidato favorito a fazer de si mesmo um presidenciável inviável. Desde que se lançou na corrida pelo Planalto, especializa-se em aumentar o tamanho de todas as polêmicas que cria. Nesta terça-feira, dia em que o Supremo começou a julgar a denúncia em que é acusado de racista pela Procuradoria, Bolsonaro fez tudo o que estava ao seu alcance para piorar sua situação.

No ápice da insensatez, Bolsonaro crivou de críticas a Suprema Corte, palco do seu julgamento. Fez pior: insinuou que, eleito, cuidará de moldar a composição do tribunal à sua vontade imperial. Verbo em riste, o encrencado enviou “um recado” aos magistrados que o julgam: “Respeitem o artigo 53 da Constituição”, que considera os parlamenteres invioláveis em suas “opiniões, palavras e votos”.

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Violência: uma epidemia brasileira que parece não ter cura

Na semana passada, representantes de sete candidatos e candidatas à presidência apresentaram, em Brasília, propostas sobre segurança pública em um evento do Monitor da Violência. Apesar da grande relevância do tema para os brasileiros, o que se viu, na verdade, foi que ninguém ainda desenvolveu um programa detalhado e abrangente para lidar com a epidemia de violência no país. 

Apesar dos ganhos sociais e econômicos consideráveis dos últimos dez anos, o Brasil continua sendo um dos países mais violentos do mundo. Em 2017, registrou um novo recorde de assassinatos (63.880) e sua taxa chegou a 30,8 homicídios por 100 mil habitantes, superando a referência usada pela OMS para definir países onde a violência já atingiu níveis de conflito, e estabelecendo um novo recorde (em termos absolutos e relativos) entre países que não estão oficialmente vivendo uma guerra.

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Análise: Esquema de compra de elogio na internet cria 'cabo eleitoral virtual'

BRASÍLIA — A notícia de montagem de um esquema ilegal para compra de elogios a candidatos do PT na internet parece ter colocado a campanha de 2018, literalmente, na era digital. A nova modalidade transfere para as redes o papel que era atribuído ao cabo eleitoral remunerado. Se antes o prestador de serviço da campanha saía pela rua com santinhos na mão, agora são influenciadores ou militantes que defendem os postulantes a cargos eletivos pelo partido.

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