NOSSA HOMENAGEM A Virgílio de Morais Fernandes Távora

Virgílio de Morais Fernandes Távora (Jaguaribe, 29 de novembro de 1919 — São Paulo, 3 de junho de 1988) foi um militar e políticobrasileiro. Sobrinho de Juarez Távora, neto de Cândida Felícia Caracas e do Doutor Virgílio Augusto de Morais. Virgílio Távora fez carreira política no Ceará.
Biografia[editar | editar código-fonte]
Filho de Manoel do Nascimento Fernandes Távora[1] e Carlota Augusta Caracas de Morais Távora, ela neta do Capitão José Pacífico da Costa Caracas (Capitão Caracas) que em 1845 alcançou a patente de Capitão da Guarda Nacional. Virgilio, Influenciado pelo tio, Juarez Távora, e pela historia do Capitão Caracas, ingressou em 1938 na Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro e passou pela Escola de Estado-Maior do Exército e pela Escola Superior de Guerra chegando a Coronel em 1960. Eleito deputado federal pela UDN em 1950 e 1954, foi o representante da oposição ao governo Juscelino Kubitschek na diretoria da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (1959-1961) e membro do Conselho Nacional do Serviço Social Rural (1960-1961). Ministro dos Transportes[2] no gabinete parlamentarista de Tancredo Neves[3] deixou o cargo para disputar o governo do Ceará.
À frente de uma coligação chamada "União pelo Ceará" reuniu a UDN e o PSD pacificando a cena política local[4] lançando as bases do que seria a ARENA após a decretação do bipartidarismo via Ato Institucional Número Dois em 1965. Em seu governo a energia da Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso chegou progressivamente a todo o estado e assim foi incrementada a infraestrutura local[carece de fontes] e implantado o Distrito Industrial. Em sua gestão aplicou o chamado "Plano de Metas do Governo" (PLAMEG). Em 1966 foi eleito para o seu terceiro mandato de deputado federal.
Ao lado de César Cals[5] e Adauto Bezerra[6] formou o triunvirato de coronéis que dominou a política cearense durante todo o Regime Militar de 1964 sendo que Virgílio Távora foi eleito senador em 1970 e indicado governador do Ceará pelo presidente Ernesto Geisel em 1978. Filiado ao PDS foi eleito para o seu segundo mandato de senador em 1982 com uma votação recorde até então[7] sendo que permaneceu no partido mesmo com o surgimento do PFL em 1985. Pai do falecido deputado federal Carlos Virgílio Távora (que foi genro do político piauiense Alberto Silva) e concunhado de Flávio Marcílio, foi vitimado pelo câncer quando de sua internação no Hospital Albert Einstein na capital paulista.[8]
Locais batizados em sua homenagem[editar | editar código-fonte]
- Aeroporto Coronel Virgílio Távora - Boa Viagem
- Autódromo Internacional Virgílio Távora - Eusébio
- Avenida Senador Virgílio Távora - Fortaleza
- Centro Administrativo Governador Virgilio Távora - Fortaleza
- Centro Administrativo Governador Virgilio Távora - Boa Viagem
- Escola de Ensino Fundamental Senador Virgílio de Morais Fernandes Távora - Pacajus
- Estádio Municipal Governador Virgílio Távora - Crato
- Avenida Governador Virgílio Távora - Jaguaribe
- Escola de Ensino Médio Coronel Virgílio Távora - Quixadá
- Rua Senador Virgílio Távora- Sobral
- Centro Administrativo Governador Virgílio Távora- Capistrano
- Rua Senador Virgílio Távora - Belo Horizonte
Notas e referências
- ↑ Seu pai participou da Revolução de 1930 e foi deputado federal e senador.
- ↑ Entre 11 de setembro de 1961 e 12 de julho de 1962.
- ↑ Para garantir a posse de João Goulart na Presidência da República foi instituído o parlamentarismo, medida revogada por um plebiscito em 1963.
- ↑ No mesmo ano Petrônio Portela tomou decisão semelhante no Piauí.
- ↑ Indicado governador em 1970.
- ↑ Indicado governador em 1974.
- ↑ Segundo o Almanaque Abril 1986 (p. 90) foram 1.120.069 votos.
- ↑ Veja, 08/06/1988.

